
EUA impõem câmaras corporais a agentes de imigração após mortes e FBI afasta-se das investigações
A administração Trump exige que os agentes do ICE usem câmaras durante paragens de trânsito, enquanto o FBI deixa de investigar agressões a esses agentes, transferindo os casos para uma divisão da própria agência de imigração.
A decisão de tornar obrigatório o uso de câmaras corporais pelos agentes do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE) dos EUA durante a maioria das paragens de trânsito surge após dois homens terem sido mortos a tiro por agentes federais sem câmaras no espaço de uma semana, no Texas e no Maine. Em paralelo, o FBI deixará de participar em investigações sobre alegadas agressões a agentes de imigração, remetendo esses casos para as Investigações de Segurança Interna (HSI), um braço do ICE, o que, segundo fontes citadas pela CBS News, significa que a agência de imigração passará a investigar incidentes que envolvem os seus próprios agentes.
Na perspetiva da Casa Branca, o comissário para a fronteira, Tom Homan, afirmou que as câmaras “ilibam mais agentes da lei do que condenam” e que quer que o público veja o que os agentes viram. Homan atribuiu o atraso na distribuição dos equipamentos a paragens parciais do governo lideradas por democratas. O ICE indicou que mais de metade das suas delegações já dispõe de câmaras e que as restantes as receberão no prazo de 60 dias. A mudança no FBI, comunicada às delegações de campo a 16 de julho, ocorre num momento em que a credibilidade do Departamento de Segurança Interna é posta em causa: o jornal The Washington Post notou que “a maioria dos americanos já não dá à administração Trump o benefício da dúvida” após alegações enganosas sobre o uso da força letal. Os protestos em Houston, Boston e no Maine renovaram os apelos para que o ICE preste contas, enquanto o Presidente Donald Trump ordenou a retoma imediata das paragens de trânsito, classificando-as como “ferramentas eficazes de combate ao crime”.
Este reforço dos mecanismos de controlo e vigilância nas fronteiras norte-americanas coincide com a introdução, na Europa, do novo Sistema de Entrada/Saída (EES), que obriga cidadãos de países terceiros, incluindo brasileiros e portugueses não comunitários, a registar impressões digitais e fotografia à chegada ao espaço Schengen. O diretor de aviação do aeroporto de Roma-Fiumicino revelou que o tempo de passagem de cidadãos britânicos pelo controlo de passaportes quase triplicou, passando de sete para vinte minutos, mesmo após a integração do sistema com os portões eletrónicos. Em declarações à BBC, o superintendente da polícia de fronteira no aeroporto de Faro, em Portugal, admitiu que a tecnologia sofre de “bugs”, embora preveja uma redução rápida das filas. A Ryanair apelidou a implementação de “falhada” e aconselhou os passageiros a preverem esperas prolongadas. A Comissão Europeia afirmou que as perturbações são limitadas na maioria dos aeroportos e que continuará a apoiar os Estados-membros.
Em Moscovo, o Ministério do Interior russo alertou para esquemas de fraude transnacional que procuram o controlo psicológico das vítimas para as envolver em atividades criminosas, incluindo o uso de falsos pretextos de cooperação com a justiça. Em paralelo, o senador russo Artem Sheikin denunciou uma nova burla com códigos QR em aeroportos, onde os criminosos se fazem passar por funcionários de lojas francas para roubar dados pessoais e bancários. Estes fenómenos, embora distintos, ilustram a forma como a digitalização dos controlos de fronteira e a recolha massiva de dados pessoais — seja através de sistemas como o EES, seja em formulários de passatempos que alimentam a indústria de corretores de dados, como revelou o caso Epsilon nos EUA — criam novas superfícies de risco para os cidadãos. O dossier das câmaras corporais do ICE continua em fase de implementação acelerada, enquanto a transferência de competências do FBI para o HSI já está em vigor, sem que tenham sido anunciados novos mecanismos de supervisão externa.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.40 | critical |
Border czar Homan mandates body cams and assures that agents will be exonerated more often than condemned.
Criticism is preempted by turning the incidents into an opportunity to legitimize law enforcement conduct and shift blame for delays to Democrats.
Details about the victims or circumstances of the shootings are omitted, and protesters are not given a voice.
ICE agents will wear body cameras after fatal shootings, measure announced by Tom Homan.
The news is presented without judgment, but the choice to report Homan's statement without context may suggest partial adherence to the official discourse.
Any reference to protests or calls for accountability is missing.
US official announces mandatory body cameras for immigration agents after shooting incidents.
The news is reported as a simple translation of official statements, without adding commentary or local context, but the absence of criticism may reflect a cautious stance.
The context of protests and the administration's responsibility for delays in implementation are missing.
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