
Chris Brown confessa culpa em desacatos em Londres e evita julgamento por agressão
O músico assumiu a responsabilidade por uma briga numa discoteca londrina em 2023, com as acusações mais graves a serem retiradas pelos procuradores; a leitura da sentença está agendada para 26 de outubro.
No Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, o cantor norte-americano Chris Brown declarou-se culpado, na sexta-feira, do crime de «affray» (desordem pública violenta), relacionado com uma agressão ocorrida em fevereiro de 2023 na discoteca Tape, no bairro de Mayfair. O seu coarguido e treinador vocal, Omololu Akinlolu, também assumiu a culpa, levando o Ministério Público a arquivar as acusações mais graves, que incluíam tentativa de lesão corporal grave e posse de arma ofensiva — no caso, uma garrafa de vidro. A sentença de ambos ficou marcada para 26 de outubro, com o juiz Tony Baumgartner a frisar que «todas as opções» permanecem em aberto, incluindo uma pena de prisão até três anos, o máximo previsto para este tipo de ilícito.
Segundo a acusação, na madrugada de 19 de fevereiro de 2023, Brown terá desferido dois golpes com uma garrafa de tequila na cabeça do produtor musical Abraham Diaw, no meio da pista de dança, prosseguindo o ataque com pontapés e socos, enquanto Akinlolu se lhe juntou. A vítima foi hospitalizada com ferimentos na cabeça e num joelho. As imagens de videovigilância, que captaram toda a cena, foram consideradas determinantes pela polícia metropolitana para o desfecho do caso. A procuradora Claire Campbell qualificou a ação como um «ataque violento e não provocado», sublinhando que «ninguém está acima da lei».
O artista, que em 2009 foi condenado por agredir a então namorada, a cantora Rihanna, tinha regressado ao Reino Unido em maio de 2025 para um concerto da sua digressão «Breezy Bowl XX», tendo sido detido num hotel de Manchester. Depois de passar quase uma semana detido, foi libertado mediante o pagamento de uma caução de 5 milhões de libras (cerca de 6,7 milhões de dólares), condição que lhe permitiu retomar a digressão, embora com a obrigação de entregar o passaporte sempre que não estivesse em viagem. Na sexta-feira, voltou a aguardar o desfecho em liberdade, sob as mesmas condições restritivas.
Nos media brasileiros, o caso reavivou o debate sobre o historial de polémicas do cantor. A CNN Brasil e a Jovem Pan recordaram não só a agressão a Rihanna, mas também outros episódios, como a rixa com o rapper Drake e a acusação de violação em Paris em 2019, da qual acabou ilibado. Em Portugal, a atenção centrou-se na eficácia do sistema judicial britânico, enquanto em países africanos lusófonos a notícia foi recebida com menor destaque, ainda que a popularidade de Brown continue elevada. Fora do tribunal, dezenas de fãs aguardaram pelo cantor, entoando a alcunha «Breezy!» e pedindo autógrafos, num ambiente de apoio que contrasta com a gravidade das acusações.
O desfecho do processo está agora nas mãos do juiz Baumgartner, que apreciará a medida da pena em outubro, num momento em que Brown continua a atuar em estádios norte-americanos com o cantor Usher.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
The AFL and LGBTQIA+ advocates demand accountability from the football community.
By juxtaposing the two stories, the bloc implies a continuity between individual misconduct and systemic bigotry, making the case for institutional change.
The bloc includes both stories, so no omission is grounded.
The court system operates efficiently, resolving the case without fanfare.
By emphasizing the procedural aspects and the dropped charges, the bloc normalizes the outcome as typical legal process, downplaying the violence.
The bloc omits any reference to the homophobic booing incident in Australia, which is part of the headline story, thus narrowing the focus to the celebrity legal case.
The Brazilian media reports the judicial outcome without taking sides.
By focusing solely on the legal facts and timeline, the bloc depoliticizes the incident, treating it as a neutral event.
The bloc omits the AFL homophobic booing story entirely, thereby not contextualizing the Chris Brown case within a broader pattern of misconduct in sports.
Amplie o olhar
EUA confirmam nova ronda de negociações Israel-Líbano em Roma para expandir zonas-piloto
7 idiomas · 15 veículos
De Economy & MarketsBrasil aciona OMC contra tarifaço dos EUA, mas vê gesto como simbólico
4 idiomas · 14 veículos
De TechnologyAvanço da IA encarece memória e ameaça extinguir smartphones abaixo de 100 dólares
4 idiomas · 7 veículos