
Adolescente do Daguestão liderava rede terrorista transnacional, afirma FSB
Detido aos 17 anos, administrava comunidade com 200 mil seguidores e é acusado de recrutar para ataques a escolas na Rússia, EUA e Europa.
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) e o Comité de Investigação anunciaram a detenção, no Daguestão, de um adolescente de 17 anos acusado de criar e administrar a maior rede internacional de comunidades online de apoiantes de organizações terroristas. Segundo as autoridades russas, o jovem geria recursos digitais com uma audiência superior a 200 mil pessoas, das quais cerca de cinco mil eram participantes ativos, e a sua atividade era coordenada por serviços especiais ucranianos. Foi-lhe imputado o crime de preparação para homicídio de menores, no âmbito de planos para ataques armados a escolas e falsos alertas de bomba em várias regiões da Rússia.
De acordo com os relatos do FSB e do Comité de Investigação, a rede recrutava adolescentes russos para cometer atentados em instituições de ensino e infraestruturas de transporte, tendo o detido confirmado a sua participação na organização de uma tentativa de ataque a uma escola em Domodedovo, que foi impedida. Em depoimento divulgado, o jovem afirmou que a organização também atuava fora da Rússia, mencionando a realização de mais de 45 incêndios no Texas, evacuações de escolas na Califórnia e ações semelhantes na Alemanha e em Itália durante 2025 e 2026. As autoridades russas sustentam que os vídeos, fotografias e textos de recrutamento para os segmentos americano e europeu da rede eram produzidos em Kiev, e que a atividade terrorista no estrangeiro era coordenada por agentes ucranianos.
A dimensão transnacional do caso é sublinhada pela confirmação, por parte do FSB, da identificação de cúmplices nos Estados Unidos e na Europa, cujos atos estão a ser documentados. O adolescente, que afirmou ter agido em busca de fama, descreveu a propaganda do movimento “Columbine” e a prática de assassinatos em massa como objetivos da organização. O caso insere-se num contexto mais amplo de radicalização juvenil observado noutras regiões: na Suécia, um tribunal condenou um homem de 20 anos por tentar estabelecer uma célula local do grupo neonazi Maniac Murder Cult, que promove o colapso social através da violência; na Argentina, um adolescente de 16 anos foi encontrado com um arsenal de 25 armas e milhares de munições após ameaçar um tiroteio escolar, enquanto em Corrientes um menino de nove anos feriu seis colegas com facas durante um recreio.
O processo contra o jovem do Daguestão encontra-se em fase de instrução, com as autoridades russas a prometerem a divulgação de mais pormenores sobre os episódios criminais. A detenção ilustra, segundo os organismos de segurança, a utilização de plataformas digitais para a coordenação de atos violentos além-fronteiras e a alegada instrumentalização de menores por parte de serviços de inteligência estrangeiros. Não foram ainda anunciadas datas para as próximas etapas judiciais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os serviços de segurança russos desmantelaram uma grande rede terrorista internacional operada por um adolescente de 17 anos do Daguestão, que recrutava menores para ataques a escolas e incêndios criminosos. A operação frustrou assassinatos em massa planejados em várias cidades russas, e o suspeito confessou coordenação com os serviços especiais ucranianos. O Estado apresenta isso como uma grande vitória contra o terrorismo dirigido do exterior.
Um tribunal sueco condenou um jovem de 20 anos por tentar estabelecer uma célula local do grupo neonazista russo-ucraniano Maniac Murder Cult, conhecido pela violência extrema. A notícia foca no desfecho judicial e na natureza transnacional da ameaça, mantendo um tom distanciado e factual.
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