
Steve Clarke deixa seleção escocesa após eliminação no Mundial 2026
Treinador mais bem-sucedido da Escócia deixa o cargo horas após a eliminação na fase de grupos do Mundial 2026, encerrando um ciclo de sete anos que recolocou a seleção no mapa do futebol internacional.
A eliminação da Escócia do Mundial de 2026 foi confirmada no sábado, sem que a equipa entrasse em campo. A vitória da Croácia sobre o Gana por 2-1, no Grupo L, selou matematicamente a sorte dos escoceses, que dependiam de uma combinação de resultados para avançar como um dos oito melhores terceiros colocados. Horas depois, Steve Clarke, de 62 anos, apresentou a demissão do cargo de selecionador, abandonando a concentração em Charlotte, na Carolina do Norte.
A campanha escocesa no Grupo C começou com uma vitória magra por 1-0 sobre o Haiti, mas as derrotas subsequentes por 1-0 frente a Marrocos e por 3-0 diante do Brasil, em Miami, deixaram a equipa com três pontos e um saldo de golos de -3. Após o jogo com os brasileiros, a Escócia ainda tinha hipóteses reais de qualificação, mas os triunfos surpreendentes de África do Sul e Equador, além do desfecho no grupo da Croácia, reduziram as probabilidades a quase zero. A imprensa brasileira destacou o papel da goleada canarinha como o golpe mais duro nas aspirações escocesas.
Clarke deixa o cargo após sete anos à frente da seleção, período em que se tornou o treinador mais bem-sucedido da história do futebol escocês. Sob o seu comando, a equipa regressou a um Campeonato do Mundo após 28 anos de ausência e qualificou-se para duas edições consecutivas do Europeu. A federação escocesa (Scottish FA) sublinhou, em comunicado, o “progresso inegável” alcançado, lembrando que a Escócia partiu do quarto pote em 2019 e terminou no topo do grupo de qualificação para o Mundial. O próprio Clarke, em carta aberta, despediu-se com palavras de gratidão aos jogadores, afirmando ter sido “uma honra ser chamado de chefe”.
A renúncia surpreendeu observadores, uma vez que o técnico renovara contrato até 2030 apenas um mês antes do torneio. Veículos britânicos notaram que a equipa não conseguiu repetir nas fases finais o desempenho das qualificações, somando apenas uma vitória em três grandes competições. Na perspetiva de Lisboa, a saída de Clarke ecoa a pressão crescente sobre selecionadores de equipas médias que, após ciclos longos, enfrentam a dificuldade de dar o salto para a fase a eliminar.
Com a saída de Clarke, a federação escocesa inicia a procura de um sucessor para liderar a equipa no Europeu de 2028, que será coorganizado pelo Reino Unido e pela Irlanda, e na qualificação para o Mundial de 2030. O legado do treinador, contudo, fica marcado pela recolocação da Escócia no mapa das grandes competições, um feito que a apaixonada “Tartan Army” celebrou nas bancadas norte-americanas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após a eliminação da Copa do Mundo, Steve Clarke deixou o comando da Escócia publicando uma carta aberta carregada de orgulho pelas conquistas. Destacou a trajetória desde 2019, que levou a Escócia à sua primeira Copa em 28 anos e a duas Eurocopas consecutivas. A renúncia foi apresentada como uma despedida digna após a saída na fase de grupos.
Steve Clarke renunciou ao cargo de técnico da Escócia após a eliminação da Copa do Mundo, confirmada pela vitória da Croácia sobre Gana. A federação escocesa divulgou um comunicado e os jogadores foram informados enquanto ainda estavam na base em Charlotte. Seu mandato incluiu a primeira participação em Copas em décadas, mas os resultados do grupo — vitória sobre o Haiti, derrotas para Marrocos e Brasil — não foram suficientes para avançar.
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