
Acordo Paramount-Warner Bros. enfrenta resistência nos EUA enquanto Cade aprova fusão sem restrições
A operação de US$ 110 mil milhões recebeu aval técnico no Brasil, mas procuradores estaduais americanos preparam ação judicial e Oregon adia conclusão do negócio.
O processo de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, avaliado em 110 mil milhões de dólares, sofreu um novo adiamento nos Estados Unidos. O gabinete do procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, informou que a Paramount se comprometeu a não concluir a transação antes de 22 de julho, alargando em uma semana o prazo anteriormente fixado para 16 de julho. O estado solicitou a um tribunal do condado de Multnomah a entrega de documentos e um adiamento de 60 dias para análise concorrencial. Em paralelo, fontes indicam que um grupo de estados americanos, liderado pela Califórnia, poderá apresentar já na próxima semana uma ação judicial para bloquear o negócio, alegando riscos para a concorrência, o emprego e os preços das subscrições de streaming.
Na perspetiva de Washington, a iniciativa dos estados contrasta com a orientação mais favorável às concentrações empresariais que tem marcado a atuação federal antitruste, levando procuradores-gerais a intensificarem a fiscalização de grandes fusões. A Paramount, que já prevê acumular uma dívida de cerca de 80 mil milhões de dólares após a conclusão do negócio, acordou pagar aos acionistas da Warner uma 'taxa de acompanhamento' trimestral de 650 milhões de dólares caso a fusão não se concretize até outubro, o que aumenta a pressão financeira sobre o grupo.
Em contraste com a resistência norte-americana, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação sem restrições. O parecer técnico, assinado pelo superintendente-geral Felipe Roquete, concluiu que, apesar da elevada concentração nos mercados de distribuição cinematográfica, produção de conteúdo e licenciamento, a rivalidade remanescente — com concorrentes como Disney, Sony, Paris Filmes e distribuidoras independentes — é suficiente para mitigar preocupações concorrenciais. No segmento de streaming por assinatura, a quota conjunta de Paramount+ e HBO Max permanece abaixo de 20%, com a Netflix a liderar, seguida por Disney e Globoplay, o que afasta o risco de posição dominante. A decisão ficará definitiva se, no prazo de 15 dias, nenhum conselheiro do tribunal do Cade solicitar uma reanálise.
Na Europa, a Comissão Europeia também avalia a operação. A Paramount ofereceu soluções para responder a preocupações concorrenciais, incluindo o abandono da joint venture de distribuição cinematográfica com a Universal Pictures, o que levou Bruxelas a prolongar o prazo de decisão para 22 de julho. A convergência de calendários — com o fim do prazo no Oregon, a eventual ação judicial nos EUA e a decisão europeia — concentra na segunda quinzena de julho os próximos marcos decisivos para o futuro da fusão.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.70 | critical |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
O Brasil aprova a fusão, mas os estados americanos ameaçam bloquear. A concorrência é suficiente, mas as autoridades americanas veem riscos.
Enfatiza a decisão técnica do Cade para legitimar a operação, enquanto apresenta as ameaças americanas como obstáculos externos, não problemas intrínsecos.
A Rússia denuncia o acordo como prejudicial à concorrência e apoiado apenas por grandes corporações, enquanto atores e roteiristas se opõem.
Enfatiza a oposição de atores e roteiristas para criar uma ampla frente contra o acordo, apresentando-o como impopular.
Omite a aprovação do Cade brasileiro, que mostra que nem todas as autoridades são contrárias.
Os estados americanos, liderados pela Califórnia, preparam-se para processar para bloquear a fusão, protegendo a concorrência.
Apresenta a ação legal como iminente e inevitável, usando fontes anônimas para criar urgência.
Não menciona a aprovação do Cade brasileiro nem o atraso do Oregon, apresentando a ação como o único obstáculo.
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