
Onda de calor extremo atinge Península Ibérica e Norte de África com máximas de 49°C
Espanha enfrenta a terceira vaga de calor do verão, Marrocos e Argélia emitem alertas vermelhos e um incêndio florestal em Aragão já consumiu 15.400 hectares.
A terceira vaga de calor do verão está a assolar a Península Ibérica e o Norte de África, com temperaturas a ultrapassar os 40°C em vastas áreas e a atingir picos de 49°C em regiões da Argélia. Em Espanha, um incêndio florestal de grandes dimensões no nordeste do país, na região de Aragão, já devastou mais de 15.400 hectares e obrigou à declaração de emergência de nível dois, indicando ameaça a zonas povoadas e infraestruturas críticas.
A vaga de calor atual sucede-se a um verão já marcado por eventos extremos. No início de julho, um incêndio na província de Almeria, no sudeste espanhol, provocou 13 mortos, o mais letal dos últimos anos no país. As autoridades meteorológicas espanholas (AEMET) confirmaram que o primeiro semestre do verão foi o mais quente desde o início dos registos, em 1961, com uma temperatura média de 24,5°C, 3,3°C acima do período de referência.
De acordo com a AEMET, a atual vaga de calor é alimentada por uma área persistente de alta pressão que retém ar quente e seco proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica. O pico é esperado para quinta-feira, com possibilidade de máximas superiores a 45°C em pontos isolados de Espanha. Em Marrocos, a Direção-Geral de Meteorologia emitiu um alerta laranja para várias províncias, com temperaturas entre 44°C e 46°C em regiões como Oued Ed-Dahab e Assa-Zag. Na Argélia, o serviço meteorológico nacional elevou o alerta para vermelho em nove províncias, onde os termómetros podem atingir ou ultrapassar os 48°C, e laranja noutras regiões, com máximas previstas de 49°C em Biskra e Ouled Djellal.
Cientistas citados pelas agências meteorológicas associam o aumento da duração, intensidade e frequência das ondas de calor às alterações climáticas de origem humana, que também agravam a secura da vegetação e o risco de incêndios florestais. O incêndio de Aragão, captado em imagens aéreas, alastra-se ao longo de um perímetro de 80 quilómetros e é um dos vários focos ativos em Espanha, num cenário de temperaturas elevadas e baixa humidade.
As autoridades competentes mantêm os avisos em vigor e recomendam à população que evite a exposição solar direta nas horas centrais do dia, reforce a hidratação e proteja os grupos vulneráveis. As operações de combate às chamas prosseguem, enquanto os serviços meteorológicos monitorizam a evolução da massa de ar quente, que deverá persistir pelo menos até ao início da próxima semana.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
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Os serviços meteorológicos nacionais da Argélia e Marrocos emitem alertas vermelhos urgentes, assumindo uma postura protetora e autoritária em relação à população.
Os níveis oficiais de alerta codificados por cores e as previsões precisas de temperatura conferem autoridade institucional, tornando a ameaça oficial e inevitável.
O bloco omite os incêndios florestais na Espanha e o contexto mais amplo da onda de calor europeia, mantendo o foco exclusivamente na preparação local.
A agência meteorológica espanhola AEMET e as autoridades locais alertam para o risco extremo de incêndio e calor, assumindo uma postura protetora em relação à população.
Descrições vívidas de incêndios florestais e avisos oficiais criam uma sensação de perigo iminente, ligando diretamente a onda de calor a incêndios destrutivos.
O bloco omite a onda de calor em Marrocos e na Argélia, concentrando-se inteiramente nos incêndios florestais e na onda de calor em Espanha.
O governo regional e os serviços de emergência declaram uma emergência de nível dois, assumindo uma postura decisiva e protetora em relação à população.
Imagens dramáticas de drones e declarações oficiais de emergência criam uma sensação visceral da escala do desastre, tornando a ameaça tangível.
O bloco omite a própria onda de calor e o contexto mais amplo de múltiplas ondas de calor, concentrando-se exclusivamente no incêndio florestal como um único evento dramático.
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