
Petróleo supera US$ 90 com nona noite de ataques dos EUA ao Irã e tensão no Estreito de Ormuz
A escalada militar entre Washington e Teerã interrompe o tráfego no estratégico canal e reacende temores de inflação global, enquanto as diplomacias sinalizam canais de mediação abertos.
O preço do barril de Brent ultrapassou os 90 dólares nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, pela primeira vez desde 11 de junho, impulsionado pela nona noite consecutiva de bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã e pela alegação de Teerã de que dois petroleiros foram imobilizados no Estreito de Ormuz. A cotação internacional acumulou alta de 15,9% na semana anterior, a maior desde abril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu 15,5%. O movimento reflete o colapso do cessar-fogo provisório firmado em junho e a intensificação da disputa pelo controlo da via marítima por onde transitava cerca de um quinto do petróleo global antes do conflito.
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques visam “degradar a capacidade iraniana de atacar navios comerciais” e continuarão enquanto Teerã ameaçar a navegação. A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, declarou que o estreito “não será seguro para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo de uma única gota de petróleo e gás”, e reivindicou ataques com mísseis e drones contra ativos militares norte-americanos no Kuwait, na Jordânia e na Síria. Apesar da violência, ambas as partes mantêm canais diplomáticos: o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, afirmou que “ideias foram transmitidas por certos mediadores”, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que Washington “permanece aberto a uma solução diplomática”, mas condicionou qualquer avanço à renúncia iraniana ao controlo do Estreito de Ormuz.
A perturbação do tráfego marítimo já é mensurável: apenas quatro embarcações cruzaram o estreito no domingo, contra oito no dia anterior, segundo dados da LSEG. A agência britânica UKMTO reportou um navio em chamas ao largo de Omã, e o Kuwait informou que uma central de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo. Analistas do Barclays e do ING advertem que os mercados subestimam o risco para os inventários, que estão no nível mais baixo em cinco anos. A alta do petróleo reaviva pressões inflacionárias e, na perspetiva de observadores em Brasília e Lisboa, pode complicar as trajetórias de juros e pressionar os preços dos combustíveis em economias importadoras, incluindo o Brasil e os países africanos de língua oficial portuguesa.
O conflito foi desencadeado em 28 de fevereiro por uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o programa nuclear e de mísseis iranianos. Após um cessar-fogo em abril e um memorando de entendimento em junho, as hostilidades recrudesceram em julho, com Washington a reimpor um bloqueio naval aos portos iranianos e Teerã a retaliar contra embarcações e aliados regionais. O Pentágono confirmou a morte de três militares americanos nos últimos dias, elevando para 17 o total de baixas dos EUA desde o início da guerra; o Irã reporta 50 mortos e mais de 500 feridos nas últimas semanas. A próxima etapa conhecida é a continuação das operações militares, enquanto os mediadores tentam reativar as negociações, sem data definida para um novo encontro.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
Indonesia and its neighbors watch with alarm as a widening conflict unfolds, with the US striking nonstop and Iran responding blow for blow.
By piling up details of successive nights and using terms like 'gempur' (assault), the coverage conveys an impression of unstoppable, symmetric violence.
Latin America watches a distant escalation with detachment, reporting facts without taking sides.
By using descriptive language and attributing quotes to both sides, the coverage avoids taking a stance, presenting the conflict as a sequence of separate events.
Sub-Saharan Africa documents facts impartially, reporting the positions of both sides without favoring any party.
By extensively using official statements and attributing quotes, the coverage constructs a narrative of objective events, avoiding emotional interpretation.
Amplie o olhar
Trump usa jantar com imprensa para atacar jornalistas e insinuar terceiro mandato
12 idiomas · 55 veículos
De Economy & MarketsRússia ataca feira de drones perto de Kiev e Ucrânia intensifica ofensiva contra centros logísticos russos
5 idiomas · 10 veículos
De TechnologyMusk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE
3 idiomas · 5 veículos