
Zelensky pondera demissão do comandante militar Syrskyi em meio a protestos e crise no alto comando
Presidente ucraniano avalia substituir o chefe das Forças Armadas após demissão do ministro da Defesa desencadear manifestações e expor divisões sobre a estratégia de guerra.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, avalia a destituição do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, num momento de crescente pressão interna após a exoneração do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, e a subsequente onda de protestos em Kiev e outras cidades. Fontes do gabinete presidencial ucraniano indicam que a decisão poderá ser tomada já no fim de semana, após reuniões com comandantes de brigada e eventuais sucessores, desde que se garanta uma transição sem ruturas na linha da frente.
A contestação a Syrskyi ganhou força quando Fedorov, demitido a 15 de julho, acusou publicamente o comandante de bloquear reformas, tolerar corrupção e manter uma estratégia ancorada no uso massivo de infantaria e artilharia, em detrimento da aposta em drones e automação defendida pelo ex-ministro. Na perspetiva de fontes diplomáticas ocidentais em Kiev, a saída de Fedorov — visto como parceiro-chave na integração da indústria de defesa ucraniana com programas europeus — gerou apreensão em capitais da União Europeia, que temem a paralisação de acordos recém-firmados com a Comissão Europeia e a Agência Europeia de Defesa. Em Moscovo, analistas interpretam a crise como sinal da dependência de Zelensky em relação ao aval externo, sublinhando que a margem de manobra do presidente é condicionada pelas preferências dos aliados ocidentais.
Do ponto de vista interno, a permanência de Syrskyi é considerada por setores do parlamento ucraniano como um entrave à modernização militar, tendo já sido iniciada a recolha de assinaturas para um apelo formal à sua demissão. Contudo, observadores em Kiev notam que o atual comandante, apelidado de “açougueiro” pela tropa devido à elevada taxa de baixas, não possui ambições políticas e é visto como um executante leal das ordens presidenciais, ao contrário do seu antecessor, Valeriy Zaluzhnyi, cuja popularidade o transformara num potencial rival. Assim, a eventual substituição de Syrskyi acarreta o risco de introduzir uma figura com capital político próprio, capaz de desafiar o controlo de Zelensky sobre as forças armadas.
A crise eclodiu num momento em que a Ucrânia procura consolidar o apoio militar ocidental e adaptar a sua doutrina de combate a um conflito de desgaste. As manifestações, que já duram três dias, começaram por exigir o regresso de Fedorov, mas rapidamente se converteram num movimento mais amplo contra a cúpula militar. O presidente Zelensky deverá concluir as consultas com os comandantes no terreno até domingo, e uma decisão sobre a continuidade de Syrskyi poderá ser anunciada nos dias seguintes, condicionada à identificação de um sucessor que assegure a coesão da defesa ao longo dos 1.200 quilómetros de frente.
| Imprensa russa e CEI | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Zelensky é um fantoche do Ocidente, sua fraqueza é evidente. A crise ucraniana é profunda e mudar o comandante não mudará nada.
Ao citar fontes ocidentais, mas adicionar comentários de especialistas que enfatizam a dependência de Zelensky do Ocidente, cria-se a impressão de falta de soberania ucraniana.
O contexto de que os protestos podem não ser os maiores e que Zelensky pode agir por razões estratégicas, não apenas por pressão, é omitido.
A situação está evoluindo, fontes indicam que Zelensky está considerando a opção. Não há certeza, mas a possibilidade é real.
Ao usar fontes anônimas e linguagem condicional, uma posição neutra é mantida sem tomar partido.
Zelensky pode demitir Syrsky após os protestos, segundo fontes. O presidente está considerando sucessores.
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