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Geopolítica & Políticaquinta-feira, 25 de junho de 2026

Zelensky aprova operação de 40 dias para pressionar Rússia a encerrar guerra

Anúncio surge em meio a intensificação de ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas e impasse diplomático, enquanto Moscou desqualifica a iniciativa como manobra diversionista.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a aprovação de uma “operação de influência” de 40 dias a ser conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) com o objetivo de pressionar a Rússia a pôr fim à guerra. A decisão foi comunicada após uma reunião com o chefe do SBU, major-general Yevheni Jmara, mas não foram revelados pormenores sobre a natureza ou os métodos da operação. O anúncio ocorre num momento em que Kiev tem intensificado ataques com drones de longo alcance contra infraestruturas petrolíferas em território russo, causando escassez de combustível em mais de vinte regiões da Federação Russa.

De acordo com fontes governamentais ucranianas, a operação visa “obrigar o Estado agressor a terminar a guerra” e capitaliza o que Kiev descreve como o “mais elevado rendimento” do SBU na defesa de posições na frente de batalha, em particular através do uso de drones de diversos tipos. Autoridades ucranianas sublinham que, pela primeira vez desde 2023, as forças de Kiev recuperaram em maio mais território do que perderam, e apontam os ataques a depósitos de petróleo em Krasnodar e a refinarias em Ufá como exemplos da eficácia da nova estratégia de pressão sobre a retaguarda russa.

Na perspetiva de Moscovo, a iniciativa é recebida com ceticismo e interpretada como uma tentativa de desviar a atenção de problemas internos. O deputado ucraniano Alexander Dubinsky, atualmente em prisão preventiva, afirmou que Zelensky procura distrair a população de escândalos de corrupção e apresentar-se de forma favorável perante o presidente norte-americano, Donald Trump. O ex-assessor presidencial Oleg Soskin descreveu a situação militar como “catastrófica” e recordou as dificuldades de Kiev no processo de adesão à União Europeia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo exigiu esclarecimentos a Washington depois de Trump ter declarado, durante a cimeira do G7, que Vladimir Putin não deseja a paz.

Observadores internacionais notam que a operação de 40 dias se inscreve num contexto de frente de batalha praticamente estável e de fracasso das sucessivas tentativas de mediação de um cessar-fogo. A duração limitada da operação sugere, segundo analistas em Bruxelas, uma janela temporal associada a cimeiras diplomáticas ou à necessidade de demonstrar resultados antes de uma eventual fadiga ocidental. O Kremlin não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio, mas o agravamento da crise de combustíveis em território russo é um dado reconhecido por fontes oficiais e independentes. O dossier permanece em aberto, sem indicação de próximos passos concretos por parte de Kiev ou de Moscovo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa europeia continental
Imprensa russa e CEI/ Estatal
CeticismoIronia

A operação de 40 dias anunciada não passa de uma manobra política de Zelensky para desviar a atenção dos escândalos de corrupção e se exibir diante do presidente americano. É uma tentativa desesperada de fabricar uma história de sucesso, não um esforço sério de paz.

Imprensa europeia continental/ DACH+
UrgênciaPragmatismo

A Ucrânia aprovou uma operação secreta de influência de 40 dias para forçar a Rússia à mesa de negociações. O plano, aprovado pessoalmente por Zelensky, sinaliza uma nova fase agressiva no esforço de Kiev para encerrar a guerra em seus próprios termos.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Zelensky aprova operação de 40 dias para pressionar Rússia a encerrar guerra

Anúncio surge em meio a intensificação de ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas e impasse diplomático, enquanto Moscou desqualifica a iniciativa como manobra diversionista.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a aprovação de uma “operação de influência” de 40 dias a ser conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) com o objetivo de pressionar a Rússia a pôr fim à guerra. A decisão foi comunicada após uma reunião com o chefe do SBU, major-general Yevheni Jmara, mas não foram revelados pormenores sobre a natureza ou os métodos da operação. O anúncio ocorre num momento em que Kiev tem intensificado ataques com drones de longo alcance contra infraestruturas petrolíferas em território russo, causando escassez de combustível em mais de vinte regiões da Federação Russa.

De acordo com fontes governamentais ucranianas, a operação visa “obrigar o Estado agressor a terminar a guerra” e capitaliza o que Kiev descreve como o “mais elevado rendimento” do SBU na defesa de posições na frente de batalha, em particular através do uso de drones de diversos tipos. Autoridades ucranianas sublinham que, pela primeira vez desde 2023, as forças de Kiev recuperaram em maio mais território do que perderam, e apontam os ataques a depósitos de petróleo em Krasnodar e a refinarias em Ufá como exemplos da eficácia da nova estratégia de pressão sobre a retaguarda russa.

Na perspetiva de Moscovo, a iniciativa é recebida com ceticismo e interpretada como uma tentativa de desviar a atenção de problemas internos. O deputado ucraniano Alexander Dubinsky, atualmente em prisão preventiva, afirmou que Zelensky procura distrair a população de escândalos de corrupção e apresentar-se de forma favorável perante o presidente norte-americano, Donald Trump. O ex-assessor presidencial Oleg Soskin descreveu a situação militar como “catastrófica” e recordou as dificuldades de Kiev no processo de adesão à União Europeia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo exigiu esclarecimentos a Washington depois de Trump ter declarado, durante a cimeira do G7, que Vladimir Putin não deseja a paz.

Observadores internacionais notam que a operação de 40 dias se inscreve num contexto de frente de batalha praticamente estável e de fracasso das sucessivas tentativas de mediação de um cessar-fogo. A duração limitada da operação sugere, segundo analistas em Bruxelas, uma janela temporal associada a cimeiras diplomáticas ou à necessidade de demonstrar resultados antes de uma eventual fadiga ocidental. O Kremlin não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio, mas o agravamento da crise de combustíveis em território russo é um dado reconhecido por fontes oficiais e independentes. O dossier permanece em aberto, sem indicação de próximos passos concretos por parte de Kiev ou de Moscovo.

Divergência das fontes

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32%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro80%
Crítico20%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa russa e CEIImprensa europeia continental
Imprensa russa e CEI/ Estatal
CeticismoIronia

A operação de 40 dias anunciada não passa de uma manobra política de Zelensky para desviar a atenção dos escândalos de corrupção e se exibir diante do presidente americano. É uma tentativa desesperada de fabricar uma história de sucesso, não um esforço sério de paz.

Imprensa europeia continental/ DACH+
UrgênciaPragmatismo

A Ucrânia aprovou uma operação secreta de influência de 40 dias para forçar a Rússia à mesa de negociações. O plano, aprovado pessoalmente por Zelensky, sinaliza uma nova fase agressiva no esforço de Kiev para encerrar a guerra em seus próprios termos.

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