
Voos Irão-Emirados retomados, e Irão oferece desconto no petróleo à Índia após conflito
Bilhetes Teerão-Dubai vendidos a partir de 20 milhões de tomans e Brent abaixo de 72 dólares acompanham o recomeço gradual da atividade económica.
A venda de bilhetes para voos diretos entre Teerão e o Dubai foi retomada esta semana, com preços a partir de 20 milhões de tomans em classe económica, após meses de suspensão devido ao conflito no Médio Oriente. O acordo entre as autoridades de aviação civil prevê um reinício faseado: primeiro as transportadoras iranianas — Mahan Air e Varesh já formalizaram pedidos — e depois as emiratis, esperadas para a próxima semana. Em paralelo, a Air India estuda reverter cortes internacionais, beneficiando da reabertura do espaço aéreo e da descida dos combustíveis, segundo nota interna do seu diretor-executivo.
No mercado energético, o Brent recuou para menos de 72 dólares, um nível próximo do registado antes da guerra. Com a China a cortar as importações de crude iraniano em mais de 40%, segundo a Kepler, Teerão oferece descontos de 3 a 4 dólares por barril a refinarias indianas, através de intermediários em Singapura e no Dubai. O Irão beneficia de uma isenção de 60 dias concedida pelos EUA no âmbito do cessar-fogo, mas as refinarias indianas têm a procura coberta até agosto e estão vinculadas a contratos anuais com fornecedores do Golfo, o que limita compras imediatas.
A Pouya Air retomou os voos entre Rasht e Astracã, na Rússia, citando elevada procura. A Aeroflot reativou a rota Moscovo-Dubai após o levantamento de restrições por Moscovo em abril. Representantes da Lufthansa visitaram o Irão para preparar voos de inverno a partir de outubro, se a estabilidade se mantiver, e companhias turcas preparam o regresso.
Na perspetiva de Teerão, os movimentos refletem um esforço de retoma dos fluxos comerciais interrompidos. O ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, debateu na cimeira do BRICS, na Índia, a exportação de crude e gás liquefeito. A Índia recebeu dois carregamentos durante a guerra, pagos em yuan, mas limitações contratuais e de capacidade restringem novas aquisições. Os próximos indicadores a acompanhar são a concretização dos voos emiratis e o volume de petróleo colocado na Índia antes do fim da isenção.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A retomada da rota Teerã-Dubai representa uma conquista diplomática, restaurando a normalidade no transporte aéreo. As companhias aéreas iranianas estão gradualmente retomando os serviços internacionais, com a venda de bilhetes já em andamento, sinal de um retorno aos negócios e ao turismo.
Diante da queda dos preços do petróleo e da demanda chinesa reduzida, o Irã está oferecendo grandes descontos para atrair compradores indianos. Corretores em Dubai e Cingapura estão intermediando os negócios sob uma isenção temporária dos EUA, retratando uma tentativa desesperada de manter as exportações de petróleo.
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