
Vídeo mostra explosão em atentado contra oligarca ucraniano em Mônaco
Imagens recuperadas pela promotoria ucraniana revelam momento do ataque que feriu Vadim Ermolaev, sua companheira e o filho; suspeita foi encontrada morta.
No dia 29 de junho, uma explosão no Principado de Mônaco feriu gravemente o empresário ucraniano Vadim Ermolaev, de 58 anos, sua companheira Anna Nasobina e o filho de 13 anos do casal. O ataque ocorreu na entrada do edifício onde residiam, quando um artefato explosivo foi detonado à distância no momento em que a família se aproximava da porta. As três vítimas sobreviveram, mas sofreram lesões de gravidade variável: segundo fontes médicas citadas pela imprensa internacional, Nasobina teve ambas as pernas amputadas, o adolescente sofreu queimaduras e fraturas, e Ermolaev permanece internado em unidade de cuidados intensivos, em fase inicial de uma longa reabilitação.
A Procuradoria-Geral da Ucrânia divulgou, na última sexta-feira, um vídeo de 40 segundos que capta o momento exato da explosão. As imagens, recuperadas por especialistas do Serviço de Segurança ucraniano (SBU) após terem sido apagadas pelos suspeitos, mostram uma pessoa — identificada como Anastasia Berezovskaya, de 39 anos — a depositar um saco ou mochila junto à porta do prédio e a afastar-se. Segundos depois, quando Ermolaev e a família chegam ao local, regista-se a detonação. De acordo com o procurador-geral Ruslan Kravchenko, a câmara fora instalada previamente pelos autores do crime para obter uma prova da execução do ataque. Berezovskaya foi encontrada morta a tiro na Ucrânia após o atentado. Outros dois suspeitos — um ex-agente da polícia e um funcionário da Direção-Geral de Informação do Ministério da Defesa ucraniano (GUR) — foram detidos e estão sob custódia.
As motivações do atentado permanecem por esclarecer. As autoridades do Mónaco afirmaram que o incidente não é classificado como ato terrorista, mas não revelaram a origem do explosivo nem o móbil. Em carta dirigida aos governos de Mónaco, França e Ucrânia, o próprio Ermolaev acusou diretamente os serviços de inteligência ucranianos (GUR) de serem os responsáveis, descrevendo o sucedido como “uma tentativa de homicídio” e não um aviso. Paralelamente, um antigo conselheiro do procurador-geral ucraniano, Andriy Telizhenko, afirmou à imprensa que o Presidente Volodymyr Zelensky deu “luz verde” ao ataque, uma alegação que não foi corroborada por qualquer fonte oficial. Observadores em Kiev notam que Ermolaev era alvo de investigações por suspeitas de lavagem de dinheiro e de ligações a negócios na Crimeia, além de estar sob sanções do governo ucraniano.
A investigação prossegue em cooperação entre as autoridades monegascas, francesas e ucranianas. O vídeo agora divulgado é considerado uma peça-chave no processo, enquanto as vítimas continuam a receber tratamento médico e a prestar depoimentos. O caso reacende o debate sobre a atuação de serviços de inteligência ucranianos no exterior, num momento em que a guerra com a Rússia concentra a atenção da comunidade internacional.
| Imprensa russa e CEI | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Ukrainian intelligence orchestrated the assassination attempt on oligarch Ermolaev, and the Kyiv prosecutor's office is trying to mislead with a video.
By linking the arrest of a GUR employee and the death of the suspect to Ermolaev's accusations, a causal chain is created that attributes responsibility to Ukrainian intelligence.
The Ukrainian prosecutor's office released the images of the attack, while investigations continue in Monaco.
By presenting the video as judicial evidence and reporting the arrests without commentary, the event is normalized as an international crime story.
It does not mention Ermolaev's accusation against Ukrainian intelligence, which is present in Russian reports.
The Ukrainian prosecutor's office released a video of the failed assassination attempt against businessman Ermolaev in Monaco.
By reporting the essential facts (video, suspect dead, date) without adding interpretations, the news is presented as pure reporting.
It does not mention the arrest of a Ukrainian GUR employee, nor Ermolaev's accusation against Ukrainian intelligence.
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