Entrar
Edição das 10:00 CETdomingo, 26 de julho de 2026
325 veículos · 17 idiomas508 briefing hoje
Geopolítica & Políticasábado, 25 de julho de 2026

Unesco inscreve Sebastia e castelos libaneses como património ameaçado, com críticas de Israel

A agência da ONU também incluiu a vila tunisina de Sidi Bou Said na lista do Património Mundial, numa sessão que avaliou 30 candidaturas e foi marcada por tensões políticas.

A Comissão do Património Mundial da Unesco, reunida em Busan (Coreia do Sul), decidiu inscrever a vila de Sebastia, na Cisjordânia ocupada, e cinco castelos na região libanesa de Jabal Amel na lista do Património Mundial, atribuindo-lhes simultaneamente o estatuto de património em perigo. O procedimento de emergência foi justificado pelos conflitos em curso no Médio Oriente. Na mesma sessão, o comité aprovou por unanimidade a candidatura da vila tunisina de Sidi Bou Said, à margem das controvérsias.

Do lado palestiniano, a decisão foi celebrada como um instrumento de proteção face aos planos de Israel de confiscar terrenos nos arredores de Sebastia para a criação de um parque nacional israelita. O vice-presidente da câmara local, Nizar Kayed, afirmou esperar que a classificação preserve o local e contrarie a expansão dos colonatos. As autoridades palestinianas recordaram que a candidatura datava de 2012 e sublinharam a preservação do património pela comunidade local ao longo de gerações. Israel, que se retirara da Unesco em 2019 alegando parcialidade, contestou abertamente a inscrição. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, considerou-a uma tentativa palestiniana de «apagar os laços judaicos com a terra», enquanto a delegação israelita, presente como observadora, acusou a organização de «politização» e «zombaria com a história».

A componente libanesa intensifica as tensões. Fontes israelitas acusam o Hezbollah de transformar o castelo de Beaufort — uma das fortificações incluídas — em base militar, com túneis e lançamento de rockets. O Líbano refuta: a delegação em Busan garantiu que os castelos são usados apenas para fins culturais e turísticos desde a retirada israelita de 2000, e denunciou que o exército israelita destruiu o castelo de Shamaa durante a guerra de maio. O recurso ao procedimento de emergência reflete, segundo a Unesco, os danos e riscos causados pelos confrontos ativos.

Paralelamente, Sidi Bou Said, sobranceira ao Mediterrâneo e com uma arquitetura singular, foi inscrita sem votos contra. O governo tunisino, que submeteu o dossiê em fevereiro de 2025, salientou o reconhecimento do valor da vila como «espaço de inspiração cultural, espiritual e artística». Com esta inclusão, a Tunísia passa a contar dez sítios na lista do Património Mundial. A decisão coincidiu com o 69.º aniversário da proclamação da república tunisina.

A 48.ª sessão do Comité do Património Mundial prossegue até 29 de julho, com a análise de um total de trinta candidaturas. As deliberações sobre os sítios palestiniano e libanês expõem a instrumentalização cruzada do património em zonas de conflito, num fórum onde o consenso se torna cada vez mais difícil.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Ataque israelita em Gaza elimina responsável da segurança do Hamas e eleva pressão sobre cessar-fogo·Roménia abate terceiro drone em três dias e convoca embaixador russo por violações do espaço aéreo·Nomeação de Andrea Pirlo como técnico da Itália é travada por ligação com casa de apostas russa·Cocaína, opioides e munições são interceptados em operações na Nigéria, Argélia e México·Malásia acolhe GP do Bahrein em outubro e F1 retorna a Sepang após nove anos·Super El Niño ameaça África com perdas de 20 mil milhões de dólares e migrações em massa·Êxodo de mais de 160 mil estrangeiros da África do Sul após violência xenófoba·Brasil barra diplomatas dos EUA por receio de instrumentalização eleitoral·Ataque israelita em Gaza elimina responsável da segurança do Hamas e eleva pressão sobre cessar-fogo·Roménia abate terceiro drone em três dias e convoca embaixador russo por violações do espaço aéreo·Nomeação de Andrea Pirlo como técnico da Itália é travada por ligação com casa de apostas russa·Cocaína, opioides e munições são interceptados em operações na Nigéria, Argélia e México·Malásia acolhe GP do Bahrein em outubro e F1 retorna a Sepang após nove anos·Super El Niño ameaça África com perdas de 20 mil milhões de dólares e migrações em massa·Êxodo de mais de 160 mil estrangeiros da África do Sul após violência xenófoba·Brasil barra diplomatas dos EUA por receio de instrumentalização eleitoral·
Atualizado 16:546 idiomas · 10 veículos
AnteriorGeopolítica & PolíticaPróximo
10 veículos|6 idiomas|3 min de leitura
sábado, 25 de julho de 2026

Unesco inscreve Sebastia e castelos libaneses como património ameaçado, com críticas de Israel

A agência da ONU também incluiu a vila tunisina de Sidi Bou Said na lista do Património Mundial, numa sessão que avaliou 30 candidaturas e foi marcada por tensões políticas.

A Comissão do Património Mundial da Unesco, reunida em Busan (Coreia do Sul), decidiu inscrever a vila de Sebastia, na Cisjordânia ocupada, e cinco castelos na região libanesa de Jabal Amel na lista do Património Mundial, atribuindo-lhes simultaneamente o estatuto de património em perigo. O procedimento de emergência foi justificado pelos conflitos em curso no Médio Oriente. Na mesma sessão, o comité aprovou por unanimidade a candidatura da vila tunisina de Sidi Bou Said, à margem das controvérsias.

Do lado palestiniano, a decisão foi celebrada como um instrumento de proteção face aos planos de Israel de confiscar terrenos nos arredores de Sebastia para a criação de um parque nacional israelita. O vice-presidente da câmara local, Nizar Kayed, afirmou esperar que a classificação preserve o local e contrarie a expansão dos colonatos. As autoridades palestinianas recordaram que a candidatura datava de 2012 e sublinharam a preservação do património pela comunidade local ao longo de gerações. Israel, que se retirara da Unesco em 2019 alegando parcialidade, contestou abertamente a inscrição. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, considerou-a uma tentativa palestiniana de «apagar os laços judaicos com a terra», enquanto a delegação israelita, presente como observadora, acusou a organização de «politização» e «zombaria com a história».

A componente libanesa intensifica as tensões. Fontes israelitas acusam o Hezbollah de transformar o castelo de Beaufort — uma das fortificações incluídas — em base militar, com túneis e lançamento de rockets. O Líbano refuta: a delegação em Busan garantiu que os castelos são usados apenas para fins culturais e turísticos desde a retirada israelita de 2000, e denunciou que o exército israelita destruiu o castelo de Shamaa durante a guerra de maio. O recurso ao procedimento de emergência reflete, segundo a Unesco, os danos e riscos causados pelos confrontos ativos.

Paralelamente, Sidi Bou Said, sobranceira ao Mediterrâneo e com uma arquitetura singular, foi inscrita sem votos contra. O governo tunisino, que submeteu o dossiê em fevereiro de 2025, salientou o reconhecimento do valor da vila como «espaço de inspiração cultural, espiritual e artística». Com esta inclusão, a Tunísia passa a contar dez sítios na lista do Património Mundial. A decisão coincidiu com o 69.º aniversário da proclamação da república tunisina.

A 48.ª sessão do Comité do Património Mundial prossegue até 29 de julho, com a análise de um total de trinta candidaturas. As deliberações sobre os sítios palestiniano e libanês expõem a instrumentalização cruzada do património em zonas de conflito, num fórum onde o consenso se torna cada vez mais difícil.

Divergência das fontes

Geopolítica & Política · 10 veículos · 6 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Esta notícia apareceu em

10 veículos · 6 idiomas

Amplie o olhar

De Economy & Markets

UniCredit eleva metas de lucro e avança sobre Commerzbank com resultados recorde

3 idiomas · 6 veículos

De Technology

Musk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE

3 idiomas · 5 veículos

De Science & Health

Terapias de precisão avançam contra doenças raras na China, Reino Unido e Américas

4 idiomas · 6 veículos

Ler mais