
Ucrânia realiza um dos maiores ataques com drones contra território russo
Ofensiva com 660 drones atinge 13 regiões e a Crimeia anexada, enquanto Kiev intensifica campanha para estrangular logística militar e energética de Moscovo.
A Ucrânia lançou na madrugada de sexta-feira um dos seus maiores ataques com drones contra território russo e a península da Crimeia, ocupada desde 2014. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as defesas aéreas intercetaram 660 aparelhos não tripulados sobre 13 regiões, incluindo a capital Moscovo, e sobre os mares Negro e de Azov. O ataque danificou uma instalação industrial em Novomoskovsk, na região de Tula, identificada por canais independentes como a fábrica química Azot, que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, descreveu como estratégica para a produção de explosivos russos. As autoridades da Crimeia declararam situação de emergência regional, admitindo dificuldades para proteger a península face à escassez de combustíveis e aos cortes de energia provocados por ataques sucessivos.
Na perspetiva de Kiev, a ofensiva insere-se numa campanha de desgaste da retaguarda russa que, segundo analistas ocidentais, visa estrangular as cadeias de abastecimento militar e reduzir as receitas energéticas do Kremlin. Dados publicados por organizações não-governamentais ucranianas indicam que, só este ano, o país já lançou mais de 3.000 drones de longo alcance contra alvos na Rússia, um aumento exponencial face a 2024. O Ministério da Defesa ucraniano divulgou ainda que, desde o início da invasão em larga escala, as suas forças destruíram 1.447 sistemas de defesa aérea russos, o que, na avaliação de especialistas em Bruxelas, tem vindo a degradar a capacidade de Moscovo de proteger infraestruturas críticas.
Paralelamente, o Presidente Zelenskyy acusou Moscovo de tentar envolver a Bielorrússia no conflito, afirmando ter recebido informações de que o regime de Minsk está a construir infraestruturas militares junto à fronteira ucraniana sob pressão russa. A denúncia surge num momento em que a Rússia nega procurar assistência militar bielorrussa, mas relatos da imprensa norte-americana sugerem que o Kremlin tem usado alavancas financeiras para obter o uso do território vizinho como plataforma de ataque. A comunidade internacional, incluindo capitais lusófonas como Lisboa e Brasília, tem reiterado apelos à desescalada, embora sem um envolvimento direto nas negociações.
Apesar da intensificação dos combates, os dois países realizaram na mesma sexta-feira uma troca de prisioneiros que permitiu o regresso de 160 militares de cada lado, no âmbito de um acordo firmado em maio que prevê a libertação gradual de mil detidos. Zelenskyy anunciou ainda uma “operação de influência de 40 dias” com o objetivo de compelir a Rússia a pôr fim à guerra, sinalizando que a pressão sobre a infraestrutura russa deverá manter-se. O dossier permanece num impasse diplomático, com as próximas movimentações militares a dependerem da capacidade de Moscovo de repor os seus sistemas defensivos e da resiliência da campanha aérea ucraniana.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The news of Ukraine’s record drone attack is reported with detachment, as a distant event with no direct impact on the region. The focus is on the numerical figure and the Russian statement, without exploring strategic implications. A descriptive, almost bureaucratic tone prevails, avoiding any side-taking.
The Ukrainian attack is presented as a significant escalation, but the Russian figure of 660 intercepted drones is met with skepticism. Ukraine’s ability to strike deep is highlighted, while Russian defense effectiveness is questioned. The tone is alarmed, with implications for European and global security.
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