
Ucrânia responde a ataque russo com mais de 400 drones contra Moscovo
Ofensiva com drones atinge a região da capital russa e fere 10 pessoas, um dia após mísseis balísticos russos matarem civis em Kiev, num ciclo de escalada que expõe fragilidades mútuas.
A Ucrânia lançou na madrugada de segunda-feira mais de 400 drones contra Moscovo e a região circundante, ferindo pelo menos 10 pessoas e provocando incêndios em instalações industriais e residenciais, segundo as autoridades russas. O ataque ocorreu horas depois de a Rússia ter bombardeado Kiev com o que o governo ucraniano classificou como o maior ataque com mísseis balísticos desde o início da guerra, causando um morto e 16 feridos na capital.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou a ofensiva como retaliação pelos ataques russos a infraestruturas civis, em particular contra centros logísticos da empresa Nova Poshta. Zelensky afirmou ainda que os armazéns da retalhista online Wildberries, atingidos no sábado com um saldo de oito mortos, continham componentes para a produção de drones e equipamento militar. Moscovo, por sua vez, classificou os ataques com drones como atos de terrorismo e anunciou a abertura de investigações criminais, enquanto o seu Ministério da Defesa reivindicou ter atingido instalações da indústria de defesa e centros logísticos em Kiev.
Os ataques a centros logísticos como os da Wildberries, que causaram prejuízos estimados em até 1,3 mil milhões de dólares, representam uma nova categoria de alvos no interior da Rússia, afetando milhares de pequenos comerciantes e perturbando a perceção de normalidade entre a população, um objetivo assumido pelo comandante das forças de drones ucranianas. Em paralelo, o afundamento de um navio mercante com bandeira da Guiné-Bissau ao largo de Odessa, que matou 10 pessoas, incluindo um piloto portuário, sublinha os riscos para a navegação no Mar Negro e suscita preocupação em Lisboa e Bissau, países unidos pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Na perspetiva de analistas ocidentais, a Rússia tem intensificado o recurso a mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar, para saturar as defesas aéreas ucranianas, que enfrentam escassez de mísseis Patriot. A Ucrânia, por seu lado, expandiu a sua capacidade de ataque com drones de longo alcance, visando infraestruturas petrolíferas e agora polos logísticos, numa tentativa de levar a guerra ao território russo e forçar negociações. Em Brasília, o governo acompanha com atenção o impacto do conflito nos mercados globais de cereais e energia, enquanto a diplomacia brasileira mantém a defesa de uma solução negociada.
As conversações para um cessar-fogo permanecem paralisadas, com Moscovo a insistir em exigências maximalistas e Kiev a condicionar qualquer acordo a garantias de segurança. A próxima etapa conhecida é a continuação dos esforços ucranianos para obter mais sistemas de defesa antimíssil, incluindo a possível produção licenciada de mísseis Patriot, um processo que, segundo especialistas, poderá demorar meses ou anos. Entretanto, a troca de golpes aéreos deverá prosseguir, aprofundando o custo humano e material do conflito.
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
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| Imprensa do Golfo árabe | −0.60 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
A guerra aérea se intensifica simetricamente; ambos os lados atacam as capitais inimigas com armas de longo alcance. Nenhum dos lados detém a superioridade moral.
Ao apresentar ambos os ataques com o mesmo peso e as mesmas precauções, cria-se a impressão de uma espiral de violência sem um único culpado.
O bloco omite o detalhe de que três cidadãos chineses estavam entre os feridos no ataque de drones a Moscou, e não menciona os protestos internos ucranianos relatados por outros blocos.
A Rússia lançou um dos ataques de mísseis mais massivos em Kiev, visando deliberadamente infraestrutura civil. A Ucrânia se defende e responde, mas a responsabilidade principal é de Moscou.
Ao enfatizar a escala e a destruição do ataque russo e citar fontes ucranianas, constrói-se uma hierarquia de ameaças onde a agressão russa é o problema central.
O bloco omite os detalhes do ataque de drones ucranianos em Moscou, como o número de feridos e danos a locais industriais, que são cobertos por outros blocos.
A Ucrânia lança mais de 400 drones sobre Moscou enquanto Zelenskyy enfrenta protestos internos. O ciclo de golpes de retaliação torna uma solução cada vez mais distante.
Ao ligar o ataque ucraniano às dificuldades políticas internas de Zelenskyy, insinua-se que a ofensiva é também uma manobra para distrair da oposição interna, minando a legitimidade da ação ucraniana.
O bloco omite os detalhes específicos do ataque de mísseis balísticos russos em Kiev, como o número de mísseis e vítimas, concentrando-se em vez disso na ofensiva de drones ucranianos e no contexto político interno.
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