
Túnez encara Japão no jogo mil com técnico novo e crise instalada
Após goleada histórica de 5 a 1 para a Suécia, os tunisinos demitiram Sabri Lamouchi e apostam em Hervé Renard para evitar a eliminação precoce no Grupo F.
O encontro entre Túnez e Japão, na madrugada deste domingo (21), no Estádio Monterrey, ficará marcado como a partida de número 1.000 da história dos Mundiais. Mas o que deveria ser apenas festa ganhou contornos dramáticos: os africanos entram em campo mergulhados em crise, com novo treinador e a necessidade de um resultado que mantenha viva a esperança de avançar à fase eliminatória. Do outro lado, os japoneses tentam consolidar o bom momento após um empate heroico na estreia.
A goleada sofrida diante da Suécia, na primeira rodada, expôs fragilidades estruturais da Tunísia. O 5 a 1 foi o revés mais pesado do país em Copas e provocou a imediata destituição de Sabri Lamouchi. Para seu lugar, a federação tunisina recorreu a um velho conhecido de desafios extremos: Hervé Renard, campeão africano por Zâmbia (2012) e Costa do Marfim (2015) e algoz da Argentina na fase de grupos do Mundial de 2022, quando comandava a Arábia Saudita. O treinador francês teve apenas cinco dias para preparar a equipe e tentar estancar uma sangria defensiva que já soma 11 gols sofridos nos últimos três jogos, com apenas um marcado.
Na perspectiva de observadores em Lisboa e Luanda, a situação tunisina ilustra a dificuldade crónica das seleções africanas em manter a consistência nos grandes torneios. Embora o formato inédito de 48 seleções ofereça margem maior para recuperação, o saldo de gols amplamente negativo deixa Túnez em posição delicada. Já o Japão, embalado pelo empate em 2 a 2 com os Países Baixos, chega confiante, apesar da baixa do meia-atacante Takefusa Kubo, lesionado na estreia e apontado como o maior talento nipónico da atualidade. O técnico Hajime Moriyasu, contudo, demonstrou tranquilidade e elogiou a capacidade do grupo de superar a ausência do criador, citando a versatilidade de Keito Nakamura e Daichi Kamada.
O histórico do confronto pesa a favor dos asiáticos, que venceram cinco dos seis duelos realizados, incluindo um 2 a 0 na fase de grupos do Mundial de 2002. Para analistas brasileiros, a profundidade do elenco japonês — com 23 dos 26 convocados atuando na Europa — faz do Samurai Azul favorito natural neste jogo de necessidade máxima para os dois lados. Uma vitória asiática e um tropeço sueco ou neerlandês na outra partida do Grupo F podem encaminhar a classificação antecipada; nova derrota tunisina, ao contrário, transformará o confronto final contra os Países Baixos em mero cumprimento de tabela.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Japão encara com cautela a histórica partida número 1000 das Copas do Mundo, ciente de que a Tunísia, humilhada pela Suécia e com novo treinador, estará ferozmente motivada. Os japoneses esperam um duelo muito mais intenso do que o empate contra os Países Baixos.
O confronto entre Japão e Tunísia em Monterrey será a partida número 1000 da história das Copas, um marco que reflete a globalização do futebol para além do domínio tradicional de Europa e América do Sul. O Japão busca um passo decisivo rumo à classificação diante de uma Tunísia em crise profunda após uma goleada e uma troca repentina de treinador.
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