
Trump anuncia parceria entre Apple e Intel para produzir chips nos EUA
Ações da Intel disparam após publicação do presidente americano, mas empresas ainda não confirmaram o acordo preliminar noticiado em maio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que a Apple concordou em trabalhar com a Intel para projetar e fabricar semicondutores em território norte-americano. A declaração, feita na rede social Truth Social, provocou uma valorização imediata das ações da Intel, que chegaram a subir mais de 10% nas negociações pré-abertura do Nasdaq, aproximando-se de máximos históricos. Apesar do impacto no mercado, nem a Apple nem a Intel confirmaram oficialmente o acordo, limitando-se a Intel a afirmar que não comentaria “um potencial entendimento com a Apple”. O Wall Street Journal já havia noticiado em maio que as duas empresas mantinham conversações preliminares há mais de um ano.
A eventual parceria insere-se num esforço mais amplo de Washington para revitalizar a produção de chips nos Estados Unidos e reduzir a dependência de fabricantes asiáticos, sobretudo da taiwanesa TSMC, que atualmente fornece os processadores avançados para os iPhones e outros dispositivos da Apple. A TSMC enfrenta uma procura crescente por parte de empresas de inteligência artificial como a Nvidia, o que pressiona a sua capacidade e leva a Apple a procurar alternativas. Trump revelou ainda que a Intel também colaborará com a Nvidia e com a TerraFab, iniciativa ligada a Elon Musk, e recordou que o governo norte-americano adquiriu uma participação de 10% na Intel em 2025, convertendo subsídios do CHIPS Act em ações.
Na perspetiva de Brasília, o anúncio reforça a tendência de concentração da produção avançada de semicondutores em solo americano, o que pode dificultar as ambições brasileiras de atrair investimentos para o setor. O Brasil, que possui um ecossistema de design de chips mas carece de fabricação em escala, vê com preocupação a polarização tecnológica entre EUA e Ásia. Observadores em Lisboa notam que a União Europeia, com a sua própria Lei dos Chips, enfrenta agora um competidor ainda mais agressivo, mas a diversificação geográfica da produção pode, a longo prazo, estabilizar as cadeias de abastecimento globais, beneficiando também os mercados lusófonos africanos, dependentes de eletrónica importada.
Caso se concretize, o acordo representará uma transformação significativa para a Intel, que procura afirmar-se como fundição de referência após anos de dificuldades técnicas. Para a Apple, a diversificação mitiga riscos geopolíticos — nomeadamente uma eventual crise no Estreito de Taiwan — e negociais. Contudo, analistas alertam que a Intel ainda precisa de demonstrar capacidade para produzir chips com a tecnologia de ponta exigida pela Apple. O desfecho destas negociações será observado com atenção por governos e empresas em todo o mundo, num momento em que os semicondutores se consolidam como o petróleo do século XXI.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Trump anunciou que a Apple vai trabalhar com a Intel para fabricar chips nos EUA, uma medida que permitiria à empresa diversificar a produção atualmente concentrada na TSMC de Taiwan. As empresas ainda não confirmaram o acordo, mas a notícia é vista como um passo pragmático para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Trump anunciou que a Apple se juntará à Intel na produção de chips nos EUA, tornando-se o mais recente parceiro após a Nvidia e a Terafab de Elon Musk. O governo dos EUA, que detém 10% da Intel, está apoiando ativamente a empresa. O acordo ainda não foi confirmado.
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