
Trump confirma assinatura de acordo com Irão e navios já cruzam Ormuz
Petroleiros retomam trânsito no estreito estratégico enquanto cessar-fogo permanente e negociações nucleares se desenham, com impacto global nos mercados energéticos.
Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, em Évian-les-Bains, Donald Trump anunciou esta segunda-feira que o acordo com o Irão foi assinado digitalmente e que o Estreito de Ormuz já está parcialmente reaberto. "O acordo está totalmente assinado e o estreito encontra-se neste momento aberto em parte", declarou o presidente norte-americano, acrescentando que a via marítima estará "completamente aberta" até sexta-feira. O vice-presidente J.D. Vance confirmou a assinatura eletrónica e afirmou que as discussões sobre uma reabertura permanente e sem taxas prosseguem em negociações técnicas. Entretanto, Trump escreveu na rede Truth Social que "os navios começaram a mover-se, muitos deles carregados de petróleo", utilizando um corredor sul descrito como "totalmente seguro".
O memorando de entendimento, mediado pelo Paquistão, estabelece a cessação imediata e permanente de todas as operações militares, o levantamento do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos e a abertura do estreito à navegação internacional. Trump garantiu que o Irão "nunca terá uma arma nuclear" e que não haverá alívio de sanções até que Teerão cumpra as suas obrigações. As questões mais complexas — o programa nuclear iraniano e o regime de sanções — serão negociadas ao longo dos próximos 60 dias. O texto integral do acordo será divulgado após a cerimónia formal de assinatura, prevista para sexta-feira em Genebra, com a presença de Vance e a possível participação de Trump.
Para o mundo lusófono, o fim das hostilidades e a normalização do tráfego em Ormuz têm um peso estratégico considerável. Na perspetiva de Brasília, a estabilização dos preços do petróleo beneficia diretamente a Petrobras e alivia pressões inflacionárias internas. Observadores em Lisboa sublinham a importância da segurança energética europeia, num momento em que a diversificação de rotas e fornecedores continua a ser prioridade. Já analistas em Luanda acompanham com atenção o impacto nas receitas petrolíferas angolanas, ainda muito dependentes das cotações internacionais. A oferta de Macron de uma missão militar franco-britânica para contribuir para a segurança do estreito é vista como um reforço multilateral bem-vindo, embora Trump tenha minimizado a necessidade de "grande ajuda" externa.
Apesar do tom triunfante, permanecem incertezas. Armadores e comerciantes de energia receberam o acordo preliminar com prudência e aguardam pormenores antes de retomarem as travessias em larga escala. A imprensa israelita reporta um fosso significativo entre os objetivos declarados de Telavive e os termos do entendimento, sinal de potenciais tensões regionais. As operações de desminagem continuam, e a comunidade internacional observa com cautela os próximos 60 dias, que definirão se este entendimento preliminar se converterá num acordo duradouro ou se revelará frágil perante divergências profundas sobre o nuclear e as sanções.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Trump afirma que os petroleiros estão a atravessar o Estreito de Ormuz em segurança, enquanto o seu vice-presidente garante que não haverá taxas a longo prazo. Contudo, as empresas de navegação e os comerciantes de energia globais reagem com cautela ao acordo preliminar entre os EUA e o Irão.
O presidente Trump declara que os navios carregados de petróleo estão novamente a cruzar o Estreito de Ormuz, sublinhando a segurança do corredor sul. O vice-presidente Vance enquadra o acordo como uma garantia da liberdade de navegação e uma barreira às ambições nucleares iranianas.
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