
Trump volta a exibir saúde e cognição em meio a pressão da imprensa
Presidente de 80 anos diz ter passado por exame físico 'perfeito' e por novo teste cognitivo, mas Casa Branca esclarece que se referia a avaliação de maio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado ter concluído um exame médico 'perfeito' no Centro Médico Militar Walter Reed e ter solicitado um novo teste cognitivo, no qual, segundo ele, acertou todas as perguntas. A Casa Branca esclareceu que o republicano se referia à avaliação realizada no final de maio, após a qual a equipa médica o declarou em excelente saúde. Aos 80 anos, Trump é a pessoa mais velha a ocupar a presidência norte-americana, e o episódio reacendeu o debate sobre a transparência em torno da condição física e mental de líderes idosos.
A declaração surgiu num post na rede Truth Social que atacava os jornalistas do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan, autores do livro 'Regime Change', sobre o regresso de Trump ao poder. A obra relata preocupações de assessores da Casa Branca com a idade, a resistência e o estado físico do presidente. Haberman descrevera a saúde de Trump como 'uma caixa negra' dentro da administração, e o presidente respondeu com insultos e a aposta de que os repórteres não acertariam metade das perguntas do teste cognitivo.
O teste em causa é, muito provavelmente, a Avaliação Cognitiva de Montreal, um instrumento de rastreio de declínio cognitivo com 30 pontos, usado para detetar sinais de demência. Trump já afirmou tê-lo realizado três vezes, um feito que, segundo observadores em Washington, nenhum outro presidente reivindicou. A atenção à saúde presidencial intensificou-se depois de preocupações com as capacidades cognitivas de Joe Biden terem levado ao fim da sua campanha de reeleição em 2024, tornando a longevidade um tema recorrente na capital.
Na perspetiva de analistas europeus, a insistência de Trump em exibir resultados perfeitos ecoa uma estratégia de contra-ataque às narrativas de fragilidade que surgiram em 2024, quando a imprensa notou episódios de sonolência em reuniões, edemas nas pernas e nódoas negras disfarçadas com maquilhagem. Apesar de o presidente afirmar que faz exames semestrais, a Casa Branca não divulgou relatórios médicos detalhados, o que alimenta a perceção de opacidade.
O episódio insere-se ainda numa escalada da ofensiva de Trump contra a imprensa. O Departamento de Justiça intimou jornalistas do New York Times a comparecer perante um grande júri, após a publicação de notícias sobre preocupações de segurança com o novo Air Force One. O livro de Haberman e Swan vendeu mais de 300 mil exemplares, e os autores responderam ao ataque presidencial exibindo a liderança nas tabelas de vendas, num confronto que mantém a saúde do presidente no centro do debate público.
| Imprensa russa e CEI | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
Trump is in excellent health, as shown by his regular checkups. He is the only president who takes cognitive tests and passes them.
The Russian press presents Trump's own statements as authoritative, quoting him directly without fact-checking or contextualizing the timing, thereby making his claims appear as objective facts.
The Russian press omits that the medical exam was conducted in May, not on the day of the post, and that Trump used the post to attack NYT reporters.
Trump is lying or exaggerating about the timing of his medical exam to appear more active. His attack on NYT reporters shows he is using health as a political shield.
The Latin American press highlights the discrepancy between Trump's claim of 'just done' and the actual date of the exam in May, using this temporal gap to undermine his credibility and suggest he is spinning the narrative.
The Latin American press omits Trump's claim of passing a cognitive test and his assertion of being the only president to do so three times.
Trump passed a perfect medical exam, as he does regularly. He is the only president to take cognitive tests and pass them.
The Arab press reports Trump's statements without additional scrutiny, relying on his own words as the primary source, which lends an air of authority to his health claims.
The Arab press omits that the exam was from May and that Trump used the post to attack NYT reporters.
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