
Wall Street encerra semestre com melhor trimestre em seis anos, impulsionada por tecnologia
Índices S&P 500 e Nasdaq registaram o maior ganho trimestral desde 2020, sustentados pela recuperação das ações de inteligência artificial e pela resiliência da economia norte-americana, apesar das tensões no Oriente Médio.
As bolsas de Nova Iorque fecharam o primeiro semestre com o S&P 500 e o Nasdaq a anotarem o melhor desempenho trimestral em seis anos, num movimento ancorado no regresso do apetite pelas grandes tecnológicas. O S&P 500 valorizou 0,79% na sessão de terça-feira, para 7.499 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,52%, para 26.214 pontos, e o Dow Jones avançou 0,26%, para 52.319 pontos. Apesar de junho ter sido um mês negativo para os índices de tecnologia — o Nasdaq recuou 2,8% —, o trimestre selou ganhos expressivos, com o Dow a caminho do melhor semestre em cinco anos.
A recuperação foi liderada pelo setor de semicondutores e pelas chamadas 'Sete Magníficas', com a Apple a subir 2,70% e a Tesla 2,13%. Observadores em Wall Street atribuem o movimento à dissipação parcial dos receios de sobrevalorização das ações ligadas à inteligência artificial e à expectativa de uma temporada de resultados corporativos que possa validar os múltiplos atuais. Brian Levitt, estrategista-chefe de mercados globais da Invesco, notou que o período de 'sombra' de junho para a tecnologia pode reverter-se com a aproximação da divulgação de balanços.
O contexto geopolítico também contribuiu para o otimismo. A assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, a 17 de junho, alimentou esperanças de um fim duradouro para o conflito, ainda que as trocas de fogo no fim de semana e a ausência de uma reunião de alto nível em Doha mantenham a cautela. O petróleo WTI recuou 1%, para 70,04 dólares, e o Brent cedeu 0,42%, para 73,60 dólares, aliviando pressões inflacionistas. Em contrapartida, o alumínio registou em junho a maior queda mensal desde 2008, com a diminuição dos receios de escassez de oferta após os acordos de trégua.
Do lado macroeconómico, os dados de emprego nos EUA surpreenderam pela resiliência: as vagas abertas (JOLTS) subiram para 7,594 milhões em maio e a confiança dos consumidores melhorou ligeiramente. Esta solidez reforçou as expectativas de que a Reserva Federal possa subir as taxas de juro ainda este ano — os mercados atribuem 65% de probabilidade a uma subida até setembro. A perspetiva de taxas mais altas impulsionou o dólar, que levou o iene a mínimos de 40 anos, cotado a 162,66 por dólar, apesar dos avisos de intervenção por parte de Tóquio.
O próximo marco factual é o relatório de emprego de junho nos EUA, a ser divulgado na quinta-feira. Um número acima do esperado poderá consolidar a trajetória de subida de juros e testar a capacidade das bolsas de sustentarem os ganhos num ambiente de política monetária mais restritiva, enquanto a nova época de resultados trimestrais se aproxima como o teste seguinte para as avaliações do setor tecnológico.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.30 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
Os mercados dos EUA celebram o melhor trimestre em seis anos, impulsionados pela inteligência artificial, mas a volatilidade do verão e a incerteza geopolítica exigem cautela.
O bloco constrói credibilidade através do uso de dados macroeconômicos, citações de especialistas e um tom medido que evita sensacionalismo, apresentando a análise como objetiva.
Não menciona o efeito negativo do rali tecnológico nos mercados emergentes, como o Brasil.
O rali tecnológico global penaliza o Brasil: investidores fogem dos mercados emergentes, fazendo o Ibovespa cair.
O bloco torna sua narrativa plausível ao vincular diretamente o desempenho de Wall Street à queda local, usando o termo 'rotação global' para sugerir uma causalidade inevitável.
Não reconhece os fatores positivos por trás do rali dos EUA, como inovação em IA e crescimento econômico.
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