
Terceiro suspeito é acusado por incêndio em sinagoga de Melbourne; polícia vê motivação política
Ataque de 2024, que destruiu templo e feriu dois fiéis, é atribuído a rede com conexões internacionais; investigação continua.
A polícia australiana formalizou acusações contra um terceiro homem pelo incêndio criminoso que devastou a sinagoga Adass Israel, no bairro de Ripponlea, em Melbourne, em 6 de dezembro de 2024. O suspeito, de 20 anos e residente em Airport West, foi indiciado por incêndio doloso, conduta com risco à vida e furto de veículo, enquanto já se encontrava detido por outros crimes. Com esta acusação, os três alegados autores diretos do ataque estão agora a responder perante a justiça.
O fogo foi ateado de madrugada, quando três encapuzados invadiram o edifício, derramaram líquido inflamável e o incendiaram. Fiéis que se encontravam no interior para as orações matinais conseguiram fugir. A imprensa israelita reporta que dois frequentadores sofreram ferimentos ligeiros por inalação de fumo; fontes policiais australianas não detalharam vítimas, mas confirmaram danos extensos. As autoridades descreveram o crime como “politicamente motivado” e indicaram a existência de vínculos internacionais, sem revelar pormenores.
A investigação, conduzida por uma equipa conjunta de contraterrorismo que integra polícias federal e estatal e a agência de inteligência ASIO, mantém-se ativa. Os investigadores procuram determinar se os três incendiários tinham conhecimento de quem ordenou o ataque ou se atuaram como meros executores inconscientes. Camberra expulsou o embaixador iraniano e outros três diplomatas, acusando a Guarda Revolucionária do Irão de orquestrar este incêndio e um ataque anterior a um café kosher em Sydney. Teerão nega as acusações. A polícia alega que algumas pessoas mentiram deliberadamente para obstruir a justiça e apela a que colaborem.
O incêndio insere-se numa vaga de incidentes antissemitas na Austrália após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023 e a subsequente guerra em Gaza. Em dezembro de 2024, um tiroteio em massa durante uma celebração de Hanukkah em Sydney matou 15 pessoas. O governo australiano instaurou um inquérito público para examinar o aumento do antissemitismo. Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, o recurso à expulsão de diplomatas iranianos é observado como um sinal de firmeza diplomática, enquanto analistas em Maputo e Luanda acompanham o caso sob o prisma da segurança de comunidades judaicas na diáspora lusófona, ainda que sem impacto direto.
O terceiro arguido deverá comparecer em tribunal na próxima semana. As forças de segurança destacaram mais de 200 agentes na investigação, que prossegue sem prazo para conclusão. Não foram anunciadas novas detenções.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A polícia australiana indiciou um terceiro homem pelo incêndio criminoso na sinagoga de Melbourne em dezembro de 2024. O caso é tratado como um crime comum, com o suspeito enfrentando acusações de incêndio e outras. Em um incidente separado, um restaurante em Johor Bahru foi incendiado por dois homens mascarados, causando prejuízos de cerca de 200.000 ringgits.
Investigadores de contraterrorismo indiciaram um terceiro suspeito no ataque incendiário politicamente motivado à sinagoga Adass Israel de Melbourne. O incêndio, que destruiu grande parte do prédio, agora é apontado como tendo sido dirigido a partir do Irã. As autoridades descrevem a investigação como altamente complexa e em andamento.
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