
Tempestade tropical Mekkhala força evacuação de milhões no Japão e paralisa Taiwan
Autoridades japonesas emitiram ordens de retirada para 2,2 milhões de pessoas, enquanto Taiwan fechou escolas e escritórios, afetando mais de 5 milhões, com chuvas torrenciais e risco de deslizamentos.
A passagem da tempestade tropical Mekkhala pelo leste asiático provocou evacuações em massa e a paralisação de serviços no Japão e em Taiwan nesta sexta-feira (26). No Japão, mais de 2,2 milhões de residentes em 13 prefeituras receberam ordens de retirada devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra, segundo o Ministério da Terra e a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. Em Taiwan, os governos de Kaohsiung, Tainan, Pingtung e Hsinchu determinaram o fechamento de repartições públicas e escolas, medida que afetou cerca de seis milhões de pessoas, de acordo com as administrações locais.
As chuvas intensas e os ventos fortes causaram perturbações significativas nos transportes. Companhias aéreas japonesas, incluindo a Japan Airlines e a All Nippon Airways, cancelaram mais de 120 voos com origem ou destino nas regiões de Okinawa e Kagoshima, enquanto dezenas de serviços ferroviários foram suspensos e várias autoestradas interditadas. A Toyota interrompeu a operação de uma fábrica em Kyushu e a Nissan planeava parar linhas de produção, noticiou a agência Kyodo. Em Taiwan, as inundações em Tainan obrigaram ao encerramento de um troço da principal ferrovia norte-sul da ilha.
Até ao momento, não há registo de vítimas mortais em Taiwan, mas as autoridades do condado de Hualien retiraram cerca de 200 residentes de duas localidades a jusante de um lago de barreira em rápida expansão nas montanhas. Estes lagos formam-se quando deslizamentos de terra bloqueiam o curso de um rio, criando o risco de uma rutura súbita. Em 2025, 19 pessoas morreram noutra zona de Hualien quando um lago semelhante cedeu durante a passagem do supertufão Ragasa. A fabricante de semicondutores TSMC, com sede em Hsinchu, informou que as suas instalações adotaram medidas preventivas e continuavam a operar normalmente.
A Agência Meteorológica do Japão atribuiu a intensidade das chuvas à combinação da tempestade tropical com uma frente sazonal estacionária, alimentada por ar quente e húmido. O Mekkhala, rebaixado de tufão, deslocava-se em direção às ilhas Ryukyu com rajadas de até 144 km/h, enquanto a tempestade tropical Higos se aproximava pelo Pacífico. A possível interação entre os dois sistemas, conhecida como efeito Fujiwhara, dificulta a previsão das suas trajetórias e intensidades, segundo meteorologistas citados por agências noticiosas.
Em Taiwan, a Administração Central de Meteorologia prevê a continuação da chuva durante pelo menos mais uma semana, embora com tendência a enfraquecer a partir de domingo devido ao fortalecimento de um sistema de alta pressão no Pacífico. A precipitação, apesar dos transtornos, contribui para a recarga das barragens da ilha, que dependem da época de tufões após invernos habitualmente secos. As operações de emergência e a monitorização dos níveis dos rios mantêm-se em ambos os países.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A mídia estatal chinesa relata apenas o impacto das tempestades no Japão, detalhando cancelamentos de voos e fechamentos de fábricas, sem mencionar as interrupções simultâneas em Taiwan.
Os veículos latino-americanos enquadram o evento como uma enorme emergência humanitária, citando milhões de evacuados no Japão e milhões mais afetados em Taiwan, com um tom de urgência e escala.
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