
Surto de ciclosporíase nos EUA é rastreado até alface mexicana fornecida à Taco Bell
Agências de saúde americanas identificaram um único fornecedor de alface iceberg do México como origem provável do surto que já soma mais de 1.600 casos confirmados e levou a cadeia a retirar o ingrediente de cinco estados.
A investigação federal nos Estados Unidos vinculou o surto de ciclosporíase que atinge 34 estados a alface iceberg ralada servida em restaurantes Taco Bell em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. A FDA e os CDC rastrearam a contaminação até um único fornecedor no México, identificado por fontes oficiais e pela imprensa como a Taylor Farms, empresa com sede na Califórnia e operações em Guanajuato. A cadeia de fast-food anunciou a remoção imediata e por tempo indeterminado do ingrediente de toda a sua cadeia de abastecimento nos EUA, enquanto a Taylor Farms retirou voluntariamente do mercado americano toda a alface iceberg proveniente do centro do México.
O parasita Cyclospora cayetanensis, causador da doença, é transmitido pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes e provoca diarreia aquosa prolongada, fadiga e náuseas, com sintomas que podem surgir até duas semanas após o consumo. Dados estaduais apontam mais de 5.000 casos só no Michigan, epicentro do surto, e 102 hospitalizações, enquanto os números federais confirmam 1.644 infecções laboratorialmente ligadas à Taco Bell. A Taylor Farms afirmou que a investigação indica uma fazenda independente responsável por menos de 1% do fornecimento de alface iceberg dos EUA, mas decidiu suspender toda a produção da região por precaução.
Na perspetiva da Cidade do México, o episódio gerou repercussão diplomática e sanitária. A Secretaria de Saúde mexicana emitiu um aviso preventivo de viagem para os EUA, classificando o risco como médio e recomendando medidas de higiene a quem se deslocar ao país vizinho. A imprensa mexicana destacou o impacto na imagem dos produtos agrícolas nacionais, enquanto a Taylor Farms de México, subsidiária do grupo californiano, assumiu a retirada voluntária. Observadores em Lisboa e São Paulo notam que o caso reacende o debate sobre a segurança de vegetais folhosos importados e a rastreabilidade em cadeias globais de abastecimento, num momento em que o consumo de saladas prontas cresce também no mercado lusófono.
O surto atual já é considerado um dos maiores de ciclosporíase nos EUA, superando o recorde de 2019. A FDA reforçou as inspeções na fronteira e trabalha com o fornecedor para determinar se a alface contaminada chegou a outros estabelecimentos, uma vez que a Taylor Farms abastece supermercados como Walmart, Costco e Trader Joe’s, além de outras redes de restauração. A investigação prossegue para esclarecer se há outras fontes de contaminação, já que milhares de doentes não relataram ter comido na Taco Bell. O próximo marco será a conclusão da análise laboratorial das amostras recolhidas e a eventual ampliação do alerta a outros canais de distribuição.
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