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Crime e Desastresquarta-feira, 15 de julho de 2026

Sul do Brasil e Argentina em alerta para tempestades severas a partir de quinta-feira

Serviços meteorológicos preveem chuvas intensas, granizo e ventos fortes em várias regiões, com o fenômeno El Niño a intensificar a instabilidade.

Os serviços meteorológicos do Brasil e da Argentina emitiram alertas para a chegada de um período de tempestades severas a partir desta quinta-feira, 16 de julho, com potencial para acumulados de chuva superiores a 200 milímetros em algumas áreas. As regiões mais expostas são o Rio Grande do Sul, no Brasil, e as províncias argentinas de Neuquén, Mendoza e a região do Litoral, onde as autoridades preveem rajadas de vento acima de 90 km/h, queda de granizo e risco de inundações repentinas.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Climatempo, a combinação de uma frente semi-estacionária, uma área de baixa pressão e o transporte de humidade da Amazónia para o Sul — os chamados rios atmosféricos — criará condições para temporais persistentes entre sexta-feira e o fim de semana. No estado gaúcho, os volumes de precipitação podem variar entre 200 e 400 milímetros ao longo de vários dias, enquanto na Argentina o Servicio Meteorológico Nacional (SMN) emitiu alertas laranja e amarelo para nevadas intensas na cordilheira e ventos com rajadas de até 100 km/h em San Juan, La Rioja e Catamarca.

O fenómeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico equatorial, é apontado como um fator de fundo que favorece episódios de chuva mais frequentes e intensos no Cone Sul. Meteorologistas brasileiros e argentinos sublinham, porém, que o evento ainda está em fase de intensificação e que o acoplamento entre oceano e atmosfera não está plenamente consolidado. A NOAA, agência norte-americana, elevou para 81% a probabilidade de um El Niño “muito forte” entre outubro e dezembro, mas os efeitos imediatos desta semana resultam sobretudo da interação de sistemas atmosféricos regionais.

Em São Paulo, o bloqueio atmosférico mantém o tempo seco e madrugadas frias, sem previsão de chuva, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros a estabilidade persiste. As autoridades recomendam à população das áreas sob alerta que evite atividades ao ar livre, assegure objetos soltos e acompanhe as atualizações oficiais. Até ao momento, não há registo de vítimas ou danos materiais, mas os serviços de proteção civil mantêm a monitorização constante, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a deslizamentos e cheias.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Sul do Brasil e Argentina em alerta para tempestades severas a partir de quinta-feira

Serviços meteorológicos preveem chuvas intensas, granizo e ventos fortes em várias regiões, com o fenômeno El Niño a intensificar a instabilidade.

Os serviços meteorológicos do Brasil e da Argentina emitiram alertas para a chegada de um período de tempestades severas a partir desta quinta-feira, 16 de julho, com potencial para acumulados de chuva superiores a 200 milímetros em algumas áreas. As regiões mais expostas são o Rio Grande do Sul, no Brasil, e as províncias argentinas de Neuquén, Mendoza e a região do Litoral, onde as autoridades preveem rajadas de vento acima de 90 km/h, queda de granizo e risco de inundações repentinas.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Climatempo, a combinação de uma frente semi-estacionária, uma área de baixa pressão e o transporte de humidade da Amazónia para o Sul — os chamados rios atmosféricos — criará condições para temporais persistentes entre sexta-feira e o fim de semana. No estado gaúcho, os volumes de precipitação podem variar entre 200 e 400 milímetros ao longo de vários dias, enquanto na Argentina o Servicio Meteorológico Nacional (SMN) emitiu alertas laranja e amarelo para nevadas intensas na cordilheira e ventos com rajadas de até 100 km/h em San Juan, La Rioja e Catamarca.

O fenómeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico equatorial, é apontado como um fator de fundo que favorece episódios de chuva mais frequentes e intensos no Cone Sul. Meteorologistas brasileiros e argentinos sublinham, porém, que o evento ainda está em fase de intensificação e que o acoplamento entre oceano e atmosfera não está plenamente consolidado. A NOAA, agência norte-americana, elevou para 81% a probabilidade de um El Niño “muito forte” entre outubro e dezembro, mas os efeitos imediatos desta semana resultam sobretudo da interação de sistemas atmosféricos regionais.

Em São Paulo, o bloqueio atmosférico mantém o tempo seco e madrugadas frias, sem previsão de chuva, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros a estabilidade persiste. As autoridades recomendam à população das áreas sob alerta que evite atividades ao ar livre, assegure objetos soltos e acompanhe as atualizações oficiais. Até ao momento, não há registo de vítimas ou danos materiais, mas os serviços de proteção civil mantêm a monitorização constante, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a deslizamentos e cheias.

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