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Defesa e Segurançaquarta-feira, 1 de julho de 2026

Ucrânia assina contrato para 16 caças Gripen E e intensifica ataques com drones a Moscovo

Acordo com a Suécia, no valor de 2,5 mil milhões de dólares, coincide com nova ofensiva de drones que atingiu centro de comunicações russo e matou civis.

A Ucrânia formalizou esta terça-feira um contrato com a Suécia para a aquisição de 16 caças Saab Gripen E, num negócio avaliado em 24,6 mil milhões de coroas suecas (cerca de 2,5 mil milhões de dólares). O acordo, anunciado pelo Presidente Volodymyr Zelensky e pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, prevê entregas entre 2029 e 2030 e inclui equipamento de apoio, peças sobressalentes e assistência técnica. Em paralelo, Estocolmo doará 16 unidades do modelo anterior Gripen C/D a partir do início de 2027, no quadro de uma ajuda militar que, segundo fontes diplomáticas em Kiev, representa um passo na ambição ucraniana de adquirir até 150 aeronaves do sistema Gripen ao longo da próxima década.

A assinatura do contrato coincidiu com uma nova vaga de ataques com drones de longo alcance contra território russo. As forças armadas ucranianas reivindicaram, pela segunda vez em pouco mais de uma semana, um ataque ao Centro de Comunicações por Satélite de Dubna, a norte de Moscovo, infraestrutura que, de acordo com Kiev, é utilizada para recolha de informações e coordenação das tropas russas. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter intercetado ou destruído 419 drones em 19 regiões, incluindo a capital, mas o governador da região de Moscovo confirmou que um engenho atingiu um edifício administrativo em Dubna, sem vítimas. Contudo, as autoridades locais reportaram a morte de um bebé de seis meses em Yegoryevsk e de uma mulher de 61 anos na região de Tver, na sequência da queda de destroços. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, condenou os ataques, declarando que “civis sofrem, crianças morrem”.

Na perspetiva de Kiev, a capacidade de atingir alvos na região de Moscovo e em São Petersburgo resulta da destruição sistemática de radares russos na fronteira de Bryansk, criando “corredores abertos” nas defesas aéreas adversárias. A ofensiva com drones insere-se numa campanha mais ampla de 40 dias anunciada por Zelensky para pressionar o Kremlin a pôr fim à guerra. Em paralelo, a Ucrânia tem recorrido a mísseis de longo alcance de produção nacional, como o Flamingo e o Neptune, cujo uso, segundo análises de think tanks ocidentais, já coloca sob alerta áreas onde reside mais de 70% da população russa. Do lado russo, Moscovo mantém ataques a infraestruturas civis e energéticas ucranianas: na região de Dnipropetrovsk, cinco postos de combustível foram atingidos, causando um morto e três feridos, e em Kherson um drone atingiu um autocarro, matando duas pessoas.

O contrato dos Gripen E é financiado pelo mecanismo de empréstimo da União Europeia de apoio à Ucrânia, que mobilizou 90 mil milhões de euros para ajuda militar e orçamental em 2026-2027. Em Brasília, o acordo é acompanhado com atenção, uma vez que o Brasil opera 36 caças Gripen (28 E e 8 F) e a encomenda ucraniana reforça a base industrial do programa, com potenciais reflexos na cadeia de produção e na cooperação técnica. Para observadores em Lisboa, a opção por um caça de conceção sueca com capacidade de operar a partir de pistas curtas e estradas reforça a estratégia de Kiev de dispersar a sua força aérea face à ameaça de mísseis russos, abandonando progressivamente a dependência de aeronaves de origem soviética. As primeiras entregas dos Gripen C/D estão previstas para o início de 2027, enquanto os Gripen E começarão a chegar em 2029, num processo que, segundo Estocolmo, visa construir uma força aérea ucraniana interoperável com os padrões da NATO.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A imprensa alinhada ao Kremlin relata que a Ucrânia comprou 16 caças Gripen E da Suécia, com entrega não antes de 2029. O acordo é retratado como uma transação comercial cara que prolongará o conflito e enriquecerá a indústria de defesa sueca, enquanto os aviões antigos prometidos são apenas um gesto simbólico.

Imprensa europeia continental/ Nórdica
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A Suécia fechou um contrato histórico para fornecer à Ucrânia 16 novos caças Gripen E e doar 16 aeronaves mais antigas, reforçando significativamente a defesa aérea de Kiev. O acordo é celebrado como uma parceria estratégica que ajudará a Ucrânia a combater as bombas planadoras e a proteger seus céus nos próximos anos.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ucrânia assina contrato para 16 caças Gripen E e intensifica ataques com drones a Moscovo

Acordo com a Suécia, no valor de 2,5 mil milhões de dólares, coincide com nova ofensiva de drones que atingiu centro de comunicações russo e matou civis.

A Ucrânia formalizou esta terça-feira um contrato com a Suécia para a aquisição de 16 caças Saab Gripen E, num negócio avaliado em 24,6 mil milhões de coroas suecas (cerca de 2,5 mil milhões de dólares). O acordo, anunciado pelo Presidente Volodymyr Zelensky e pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, prevê entregas entre 2029 e 2030 e inclui equipamento de apoio, peças sobressalentes e assistência técnica. Em paralelo, Estocolmo doará 16 unidades do modelo anterior Gripen C/D a partir do início de 2027, no quadro de uma ajuda militar que, segundo fontes diplomáticas em Kiev, representa um passo na ambição ucraniana de adquirir até 150 aeronaves do sistema Gripen ao longo da próxima década.

A assinatura do contrato coincidiu com uma nova vaga de ataques com drones de longo alcance contra território russo. As forças armadas ucranianas reivindicaram, pela segunda vez em pouco mais de uma semana, um ataque ao Centro de Comunicações por Satélite de Dubna, a norte de Moscovo, infraestrutura que, de acordo com Kiev, é utilizada para recolha de informações e coordenação das tropas russas. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter intercetado ou destruído 419 drones em 19 regiões, incluindo a capital, mas o governador da região de Moscovo confirmou que um engenho atingiu um edifício administrativo em Dubna, sem vítimas. Contudo, as autoridades locais reportaram a morte de um bebé de seis meses em Yegoryevsk e de uma mulher de 61 anos na região de Tver, na sequência da queda de destroços. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, condenou os ataques, declarando que “civis sofrem, crianças morrem”.

Na perspetiva de Kiev, a capacidade de atingir alvos na região de Moscovo e em São Petersburgo resulta da destruição sistemática de radares russos na fronteira de Bryansk, criando “corredores abertos” nas defesas aéreas adversárias. A ofensiva com drones insere-se numa campanha mais ampla de 40 dias anunciada por Zelensky para pressionar o Kremlin a pôr fim à guerra. Em paralelo, a Ucrânia tem recorrido a mísseis de longo alcance de produção nacional, como o Flamingo e o Neptune, cujo uso, segundo análises de think tanks ocidentais, já coloca sob alerta áreas onde reside mais de 70% da população russa. Do lado russo, Moscovo mantém ataques a infraestruturas civis e energéticas ucranianas: na região de Dnipropetrovsk, cinco postos de combustível foram atingidos, causando um morto e três feridos, e em Kherson um drone atingiu um autocarro, matando duas pessoas.

O contrato dos Gripen E é financiado pelo mecanismo de empréstimo da União Europeia de apoio à Ucrânia, que mobilizou 90 mil milhões de euros para ajuda militar e orçamental em 2026-2027. Em Brasília, o acordo é acompanhado com atenção, uma vez que o Brasil opera 36 caças Gripen (28 E e 8 F) e a encomenda ucraniana reforça a base industrial do programa, com potenciais reflexos na cadeia de produção e na cooperação técnica. Para observadores em Lisboa, a opção por um caça de conceção sueca com capacidade de operar a partir de pistas curtas e estradas reforça a estratégia de Kiev de dispersar a sua força aérea face à ameaça de mísseis russos, abandonando progressivamente a dependência de aeronaves de origem soviética. As primeiras entregas dos Gripen C/D estão previstas para o início de 2027, enquanto os Gripen E começarão a chegar em 2029, num processo que, segundo Estocolmo, visa construir uma força aérea ucraniana interoperável com os padrões da NATO.

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