
SpaceX trava queda, mas Musk perde estatuto de trilionário após erosão de 400 mil milhões
As ações da fabricante de foguetões recuperaram 1% na terça-feira, mas a derrocada de 16% na véspera eliminou 400 mil milhões de dólares em valor de mercado e, segundo a Bloomberg, retirou a Elon Musk o título de primeiro trilionário da história.
As ações da SpaceX encerraram a terça-feira com uma valorização de 1%, cotadas a 156,11 dólares, interrompendo uma sequência de três pregões negativos que chegou a derreter quase 600 mil milhões de dólares em capitalização bolsista. A breve estabilização não evitou, porém, que o índice Bloomberg Billionaires recalculasse a fortuna de Elon Musk para 957 mil milhões de dólares, abaixo do limiar de um bilião (trilion, na escala curta) que o fundador ultrapassara doze dias antes, quando a euforia em torno da oferta pública inicial histórica da empresa o catapultara para um património superior a 1,1 biliões.
A correção foi desencadeada por uma combinação de realização de lucros após a estreia em bolsa a 135 dólares por ação e por um movimento mais amplo de aversão ao risco no setor tecnológico global, com destaque para o tombo de 10% nas fabricantes de chips sul-coreanas. Em Wall Street, cresce o desconforto com os múltiplos das empresas associadas à inteligência artificial, e a SpaceX tornou-se um alvo particularmente exposto depois de anunciar planos para emitir 20 mil milhões de dólares em obrigações com grau de investimento — uma operação atípica para uma companhia que ainda não é rentável e que, segundo a S&P Global Ratings, deverá consumir caixa até 2029.
A concentração da riqueza de Musk em participações acionistas explica a amplitude das oscilações: o empresário detém cerca de 38% do capital da SpaceX, além de uma fatia relevante da Tesla, cujas ações também recuaram 5,8% na segunda-feira. A perda de 152 mil milhões de dólares num único dia, estimada pela Forbes, equivale ao produto interno bruto anual de várias economias de média dimensão. Observadores na Europa notam que a volatilidade recorda os riscos de fortunas ancoradas em valuations ainda não validadas por lucros recorrentes, enquanto analistas de mercados emergentes, como Brasil e Índia, acompanham o efeito contágio sobre os índices tecnológicos locais.
O próximo teste para a cotação virá com o vencimento das cláusulas de lock-up que impedem antigos funcionários de vender ações, previsto para os meses seguintes à divulgação de resultados trimestrais. Em sentido oposto, a expectativa de inclusão da SpaceX em índices de referência norte-americanos ainda esta semana pode forçar fundos indexados a comprar títulos, oferecendo um suporte técnico à cotação. A empresa, entretanto, formalizou um acordo multibilionário para fornecer computação à startup Reflection AI e concluiu a aquisição da Cursor por 60 mil milhões de dólares, sinalizando que a aposta na inteligência artificial continuará a ditar a estratégia de alocação de capital.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa russa relata que Musk perdeu o título de trilionário após apenas doze dias, com sua fortuna caindo para US$ 957 bilhões devido à queda das ações da SpaceX. O tom é seco e descritivo, enfatizando a rápida reversão desde o pico do IPO.
A imprensa latino-americana destaca que a SpaceX continua caindo, com valor de mercado rumo a menos de US$ 2 trilhões, enquanto Musk perdeu US$ 145 bilhões em um único dia. Apesar do tombo, enfatizam que ele segue sendo o único trilionário do mundo, tratando o evento como uma correção brusca, não como perda do título.
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