
Sisu+ estreia com 9.436 vagas e abre nova frente no acesso ao ensino superior público
Inscrições até 19 de junho marcam etapa complementar do Sisu, enquanto Enamed e Fies também têm prazos; no exterior, UPSC divulga aprovados e Bangladesh amplia bolsas.
O Ministério da Educação deu início nesta segunda-feira a uma experiência inédita no calendário do ensino superior brasileiro: o Sisu+, etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada que oferece 9.436 vagas remanescentes em 532 cursos de 34 instituições públicas. As inscrições, abertas até sexta-feira (19) exclusivamente pelo Portal Único de Acesso, destinam-se a candidatos que participaram do Sisu 2026 e realizaram o Enem em ao menos uma das três últimas edições. A medida, parte de um pacote de reformas que inclui atualizações na Lei de Cotas, procura reduzir a ociosidade de vagas e diminuir a dependência de processos seletivos próprios das universidades. Na perspetiva de Brasília, o Sisu+ representa um esforço para tornar o acesso mais fluido e preencher lugares que, de outro modo, ficariam desocupados no segundo semestre.
Paralelamente, outros prazos movimentam a comunidade académica. O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) recebe inscrições de concluintes e alunos do quarto ano de medicina até 29 de junho, com provas marcadas para 13 de setembro. No campo do financiamento estudantil, as instituições privadas têm até o fim desta segunda-feira para aderir ao Fies do segundo semestre, programa que prioriza estudantes sem diploma superior e sem histórico de financiamento. Em Rondônia, o governo estadual nomeou 1.083 aprovados no concurso da Secretaria de Educação para o cargo de professor, entre ampla concorrência, cotas raciais e pessoas com deficiência, num certame que atraíra mais de 128 mil inscritos. A diversidade de frentes — seleção unificada, avaliação de formação, financiamento e concursos estaduais — ilustra um momento de intensa atividade institucional no setor.
Fora do eixo lusófono, a semana também trouxe marcos de seleção e apoio estudantil. A Comissão de Serviço Público da Índia (UPSC) divulgou os resultados do exame preliminar para os serviços civis, com 13.343 qualificados para a etapa principal, número ligeiramente inferior ao do ano passado, num processo que recruta para a elite administrativa do país. No Bangladesh, o governo ampliou em 11 dias o prazo de candidatura a bolsas para alunos carenciados do nível de graduação e equivalentes, medida gerida pelo Prime Minister's Education Assistance Trust. Embora distantes geograficamente, esses movimentos ecoam uma tendência global de refinar mecanismos de ingresso e de amparo financeiro, com calendários cada vez mais segmentados e digitalizados.
Observadores em Lisboa notam que a criação do Sisu+ dialoga com debates europeus sobre o aproveitamento de vagas sobrantes e a flexibilização dos calendários de candidatura, ainda que o modelo brasileiro se distinga pela escala e pela centralização no Enem. A ausência de vagas para cursos muito concorridos — como Medicina, Odontologia e Psicologia — evidencia que a etapa complementar atua sobretudo em áreas com menor pressão de procura, redistribuindo oportunidades sem alterar a competitividade das carreiras mais disputadas. A Paraíba lidera a oferta com 1.776 vagas, enquanto o Piauí disponibiliza apenas 21, revelando a heterogeneidade regional que caracteriza o sistema.
O horizonte imediato combina expectativa e ajustes. O Sisu+ será observado como termómetro da eficácia das novas regras de ocupação de vagas, e o seu desempenho poderá influenciar a arquitetura dos próximos ciclos. Ao mesmo tempo, a coincidência de prazos — Enamed, Fies, concursos estaduais — exige dos candidatos uma gestão cuidadosa do calendário. A aposta do MEC é que a multiplicação de janelas de ingresso reduza a evasão e amplie a capilaridade do ensino superior público, num país onde a democratização do acesso permanece um desafio central.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Brasil lança o Sisu+, etapa complementar para preencher vagas remanescentes em universidades públicas, com mais de 9 mil oportunidades. Junto com atualizações no Fies e no Enamed, a iniciativa amplia o acesso ao ensino superior e às carreiras públicas, oferecendo uma segunda chance a quem já fez o Enem. O MEC apresenta o pacote como um passo pragmático rumo a mais inclusão.
Na Índia, a UPSC divulgou que 13.343 candidatos se classificaram para a prova principal dos serviços civis, um pouco menos que no ano passado, para mais de mil vagas. Em Bangladesh, o prazo de inscrição para bolsas do Prime Minister's Education Assistance Trust destinadas a universitários carentes foi prorrogado. Ambos os itens refletem uma gestão administrativa rotineira do acesso ao ensino superior e ao emprego público, sem tons de celebração.
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