
Segurança de ponta chega aos smartphones de entrada, enquanto Google testa servidores com celulares antigos
A democratização de sensores biométricos e encriptação em aparelhos de 1 milhão de rupias coincide com um projeto que transforma Pixels usados em clusters de computação de baixo carbono, redesenhando o ciclo de vida da tecnologia móvel.
Um projeto conjunto da Google e da Universidade da Califórnia em San Diego prepara a implantação, na primavera boreal de 2026, de um centro de dados composto por duas mil placas-mãe de smartphones Pixel reutilizados. A iniciativa ataca o carbono embebido na fabricação de hardware — que representa cerca de metade das emissões totais de um servidor novo — e já demonstrou, num ensaio com 20 aparelhos, capacidade para gerir as entregas de uma turma de 75 alunos com latências inferiores às dos serviços comerciais. O sistema completo fornecerá computação em nuvem de baixo custo a centenas de estudantes e docentes, ao mesmo tempo que serve de banco de ensaios para avaliar a fiabilidade do hardware de consumo sob uso intensivo.
Enquanto o reaproveitamento ganha escala, a indústria acelera a migração de funcionalidades antes exclusivas dos topo de gama para a base da pirâmide. Sensores de impressão digital rápidos, desbloqueio facial com inteligência artificial, pastas seguras encriptadas e plataformas como o Samsung Knox — que protege o sistema desde o arranque — equipam hoje modelos vendidos na Indonésia por cerca de 1 a 2 milhões de rupias (aproximadamente 60 a 120 euros). A Samsung Galaxy A16, por exemplo, oferece atualizações de segurança durante vários anos, um compromisso que, na perspetiva de analistas em Jacarta, reduz a pressão para a troca frequente de aparelho e amplia a proteção de dados bancários e documentos pessoais num mercado onde o telemóvel é o principal instrumento financeiro.
Na faixa intermédia, a convergência com a experiência premium torna-se ainda mais nítida. O Nothing Phone 4b, lançado com interface Glyph e painel AMOLED, e o Samsung Galaxy A56 5G, com estabilização ótica de imagem e ecrã Super AMOLED de 120 Hz, entregam desempenho e acabamentos que, segundo observadores em Lisboa, esbatem a fronteira com os flagships de gerações anteriores. Em paralelo, as fabricantes chinesas preparam uma nova vaga de dobráveis: a Honor finaliza um modelo de ecrã externo de 5,5 polegadas e bateria de 7000 mAh, enquanto a Samsung, a julgar pelas imagens divulgadas, testa um Galaxy Z Fold 8 mais largo e uma versão Ultra com 5000 mAh e carregamento de 45 W, sinal de que a corrida pela diferenciação no topo permanece acesa.
Para os utilizadores que não pretendem substituir o equipamento, a longevidade das baterias e o desempenho dos sistemas dependem cada vez mais de boas práticas de manutenção. Guias difundidos na imprensa latino-americana e europeia recomendam manter pelo menos 20% de armazenamento livre, limpar caches regularmente, arquivar aplicações pouco usadas e evitar que a carga desça abaixo dos 20% ou ultrapasse os 80%. No Brasil e nos países africanos de língua portuguesa, onde o custo de um smartphone novo pesa no orçamento familiar, estas medidas prolongam a vida útil dos aparelhos e adiam a necessidade de substituição.
O próximo marco concreto será a entrada em funcionamento do cluster de Pixels reutilizados, prevista para o outono de 2026 no hemisfério norte, que fornecerá dados reais sobre a viabilidade económica e ambiental da abordagem. No segmento de consumo, a chegada às lojas dos dobráveis de nova geração e a eventual descida de preço dos modelos com 5G e RAM generosa — como o Samsung Galaxy A07 4G com 8 GB de RAM e chip Helio G99 por valores na casa de 1 milhão de rupias — testarão se a indústria consegue sustentar margens enquanto democratiza a tecnologia.
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