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Esportedomingo, 28 de junho de 2026

Ruptura de ligamento de Ugarte frustra Uruguai e embaralha planos do Manchester United

Volante deixou campo de maca no duelo contra Espanha e confirmou 'lesão mais grave que um futebolista pode ter'; FIFA cobrirá salário milionário, mas clube inglês perde peça de venda e acelera busca por reforços.

O Uruguai despediu-se do Mundial de 2026 com a pior classificação entre os terceiros colocados dos grupos e uma baixa traumática. Nos minutos finais do primeiro tempo da derrota por 1–0 para a Espanha, em Guadalajara, o volante Manuel Ugarte torceu o joelho esquerdo ao tentar um desarme na origem do golo espanhol. Caiu com as mãos na cabeça e foi retirado de maca, entre lágrimas, num lance que mudaria radicalmente o horizonte do jogador e do seu clube, o Manchester United.

Exames realizados pela seleção uruguaia e depois confirmados pelo United diagnosticaram lesão nos ligamentos do joelho. O próprio Ugarte, em publicação no Instagram, classificou-a como «a lesão mais grave que um futebolista pode enfrentar». A imprensa uruguaia e o jornal alemão Bild apontam para ruptura do ligamento cruzado anterior, com previsão de paragem entre seis e doze meses. O clube inglês aguarda exames complementares em Manchester, mas admite nos bastidores que o cenário é praticamente certo.

Pelo mecanismo de proteção da FIFA, a entidade assegurará o salário de Ugarte durante o período de recuperação, a partir do 29.º dia de tratamento. O valor ronda os 20,5 mil euros diários, correspondentes ao vencimento do internacional uruguaio, com um teto máximo de 7,5 milhões de euros. Um alívio financeiro pontual para o United, mas que não compensa o rombo desportivo.

A lesão reverte por completo a estratégia do Manchester United para o mercado de verão. Contratado ao Paris Saint-Germain em 2024 por 50,8 milhões de libras, Ugarte nunca se firmou em Old Trafford e era dado como negociável – vários emblemas ingleses e italianos monitorizavam a situação. O próprio clube pretendia vendê-lo, até porque já acertou a contratação do brasileiro Ederson, da Atalanta, por 35 milhões de libras. Agora, sem o uruguaio e com a saída de Casemiro, o treinador Michael Carrick precisa de, pelo menos, mais um médio, o que pode aumentar a fatura da reformulação do meio-campo.

O acordo com Ederson está fechado, mas os exames médicos foram adiados pela convocatória do jogador à seleção brasileira para o Mundial. Assim que o Brasil encerrar a sua participação, o negócio será finalizado. O United também mantém contactos por Mateus Fernandes (ex-Southampton, atualmente no West Ham), Alex Scott (Bournemouth) e Carlos Baleba (Brighton), mas nenhuma negociação está próxima de um desfecho. A indefinição sobre a gravidade real da lesão de Ugarte e o seu impacto no orçamento para transferências travam, para já, movimentos mais ousados em Old Trafford.

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domingo, 28 de junho de 2026

Ruptura de ligamento de Ugarte frustra Uruguai e embaralha planos do Manchester United

Volante deixou campo de maca no duelo contra Espanha e confirmou 'lesão mais grave que um futebolista pode ter'; FIFA cobrirá salário milionário, mas clube inglês perde peça de venda e acelera busca por reforços.

O Uruguai despediu-se do Mundial de 2026 com a pior classificação entre os terceiros colocados dos grupos e uma baixa traumática. Nos minutos finais do primeiro tempo da derrota por 1–0 para a Espanha, em Guadalajara, o volante Manuel Ugarte torceu o joelho esquerdo ao tentar um desarme na origem do golo espanhol. Caiu com as mãos na cabeça e foi retirado de maca, entre lágrimas, num lance que mudaria radicalmente o horizonte do jogador e do seu clube, o Manchester United.

Exames realizados pela seleção uruguaia e depois confirmados pelo United diagnosticaram lesão nos ligamentos do joelho. O próprio Ugarte, em publicação no Instagram, classificou-a como «a lesão mais grave que um futebolista pode enfrentar». A imprensa uruguaia e o jornal alemão Bild apontam para ruptura do ligamento cruzado anterior, com previsão de paragem entre seis e doze meses. O clube inglês aguarda exames complementares em Manchester, mas admite nos bastidores que o cenário é praticamente certo.

Pelo mecanismo de proteção da FIFA, a entidade assegurará o salário de Ugarte durante o período de recuperação, a partir do 29.º dia de tratamento. O valor ronda os 20,5 mil euros diários, correspondentes ao vencimento do internacional uruguaio, com um teto máximo de 7,5 milhões de euros. Um alívio financeiro pontual para o United, mas que não compensa o rombo desportivo.

A lesão reverte por completo a estratégia do Manchester United para o mercado de verão. Contratado ao Paris Saint-Germain em 2024 por 50,8 milhões de libras, Ugarte nunca se firmou em Old Trafford e era dado como negociável – vários emblemas ingleses e italianos monitorizavam a situação. O próprio clube pretendia vendê-lo, até porque já acertou a contratação do brasileiro Ederson, da Atalanta, por 35 milhões de libras. Agora, sem o uruguaio e com a saída de Casemiro, o treinador Michael Carrick precisa de, pelo menos, mais um médio, o que pode aumentar a fatura da reformulação do meio-campo.

O acordo com Ederson está fechado, mas os exames médicos foram adiados pela convocatória do jogador à seleção brasileira para o Mundial. Assim que o Brasil encerrar a sua participação, o negócio será finalizado. O United também mantém contactos por Mateus Fernandes (ex-Southampton, atualmente no West Ham), Alex Scott (Bournemouth) e Carlos Baleba (Brighton), mas nenhuma negociação está próxima de um desfecho. A indefinição sobre a gravidade real da lesão de Ugarte e o seu impacto no orçamento para transferências travam, para já, movimentos mais ousados em Old Trafford.

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