
Empate austríaco no último lance elimina Irã invicto da Copa do Mundo
Seleção iraniana caiu na fase de grupos apesar de três empates, com gol anulado pelo VAR e restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos a marcar a campanha.
A eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026 consumou-se de forma cruel, já nos instantes finais do encerramento da fase de grupos. Quando o relógio apontava o último minuto do jogo entre Áustria e Argélia, um cabeceamento de Sasa Kalajdzic empatou a partida em 3 a 3 e desfez a classificação iraniana que um golo de Riyad Mahrez, dois minutos antes, parecia ter selado. O Irã, que dependia de um vencedor nesse confronto para avançar como um dos melhores terceiros colocados, viu desmoronar a esperança de forma tão súbita quanto a virada argelina que a acendera.
Dentro de campo, a campanha iraniana foi um rosário de frustrações milimétricas. Contra o Egito, na última jornada do Grupo G, um golo de Shoja Khalilzadeh nos descontos foi anulado pelo VAR por um fora de jogo detetado na ponta do pé do defensor. Minutos antes, Mehdi Taremi desperdiçara uma grande penalidade e, já perto do apito final, a mesma Khalilzadeh acertou no travessão. O empate 1-1, somado aos anteriores 0-0 com a Bélgica e 1-1 com a Nova Zelândia, deixou a equipa invicta mas sem qualquer vitória, terminando na terceira posição da chave com três pontos e saldo de golos nulo — insuficiente para figurar entre os oito melhores terceiros num Mundial alargado a 48 seleções.
A prestação desportiva foi indissociável de um contexto extra-campo que a delegação classificou como “tratamento injusto e antidesportivo”. Em guerra com os Estados Unidos, o Irã viu a sua base de estágio transferida de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, e foi submetido a severas restrições de circulação: a equipa só podia entrar em território norte-americano na véspera dos jogos e era obrigada a regressar ao México imediatamente após o apito final. Vistos foram negados a membros da comitiva e os controlos migratórios alongavam deslocações que, em condições normais, seriam curtas. O selecionador Amir Ghalenoei descreveu o Irã como “a equipa mais oprimida de todo o Mundial”, enquanto o capitão Taremi resumiu a experiência como “um desastre de Copa do Mundo”.
Apesar das queixas dirigidas à FIFA e ao país anfitrião, a seleção iraniana deixou na América do Norte gestos de gratidão que contrastaram com o tom das críticas. Em comunicado oficial, a federação agradeceu “ao maravilhoso povo do México, especialmente à bela cidade de Tijuana”, pela hospitalidade que fez a equipa “sentir-se em casa”. Nos balneários de Los Angeles e Seattle, os jogadores deixaram mensagens manuscritas que evocavam o fair play como “a alma do jogo”. A eliminação, confirmada na madrugada de domingo, encerrou a sétima participação do Irã em Mundiais sem que a seleção tivesse conhecido a derrota, mas também sem o prémio de uma inédita presença nos dezasseis avos de final.
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O torcedor iraniano que pediu uma selfie com uma bandeira arco-íris mostra que o espírito do Orgulho transcende fronteiras.
Ao focar em uma única anedota positiva, a narrativa humaniza o Irã e desvia a atenção das duras leis do país contra a homossexualidade.
O bloco omite o fato de que o governo iraniano criminaliza a homossexualidade com penas severas, o que prejudicaria o enquadramento positivo.
A eliminação do Irã na Copa do Mundo é apenas mais um capítulo de seu confronto com o Ocidente, enquanto o regime enfrenta pressões em várias frentes.
Ao vincular um evento esportivo a tensões geopolíticas, a narrativa implica que tudo sobre o Irã é político e que o desempenho da equipe reflete a posição do regime.
O bloco omite os detalhes reais do futebol, como o impedimento controverso e as histórias pessoais dos jogadores, concentrando-se apenas no conflito em nível estatal.
O Irã saiu invicto da Copa do Mundo, mas ainda assim foi para casa, graças a um impedimento milimétrico e um gol aos 98 minutos.
Usando uma linguagem esportiva dramática e focando na ironia de uma saída invicta, a narrativa trata o evento como uma pura história esportiva com altos e baixos emocionais.
O bloco omite qualquer contexto político ou social, como o histórico de direitos humanos do Irã ou as tensões geopolíticas, mantendo o foco no jogo.
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