
Rafa Jódar desiste de Queen's por lesão; jovens pilotos indonésios fazem história
Enquanto o tenista espanhol de 19 anos se resguarda para Wimbledon, Muhammad Ramadhipa vence em Estoril e Aldi Satya Mahendra sobe ao top-10 do WorldSSP.
A revelação do ténis espanhol, Rafael Jódar, de 19 anos, comunicou esta segunda-feira a sua desistência do torneio ATP 500 de Queen's, em Londres, devido a dores abdominais agravadas durante o último treino. Número 23 do ranking mundial e ainda sem qualquer partida profissional em relva, o jovem que partilha o primeiro nome com Rafael Nadal preferiu não arriscar, reservando-se para a estreia em Wimbledon, onde o seu homónimo conquistou dois títulos. A decisão interrompe uma temporada de estreias fulgurantes: há pouco mais de um ano, Jódar estava fora do top-800, mas em 2026 já alcançou os quartos de final de Roland Garros, travado apenas pelo futuro campeão Alexander Zverev.
Enquanto o ténis europeu gere expectativas, o motociclismo asiático celebra feitos inéditos. No circuito do Estoril, em Portugal, o indonésio Muhammad Kiandra Ramadhipa, de 16 anos, venceu a segunda ronda do Campeonato do Mundo de Moto3 Júnior, subindo ao segundo lugar da classificação. Partindo da sétima posição, o piloto da Honda Asia-Dream Racing impôs uma gestão de pneus meticulosa sob calor extremo, estratégia que ele próprio apontou como chave para o triunfo. No mesmo fim de semana, em Misano, Itália, outro indonésio de 19 anos, Aldi Satya Mahendra, conquistou o terceiro lugar no World Supersport, entrando no top-10 do campeonato com 95 pontos. Some-se a estes Veda Ega Pratama, de 17 anos, que na sua época de estreia no Mundial de Moto3 já ocupa o sexto lugar provisório, com 71 pontos, e o país do Sudeste Asiático firma-se como inesperado celeiro de talentos sobre duas rodas.
Observadores em Lisboa notam que o triunfo de Ramadhipa em solo português reforça a vocação do Estoril como palco de revelações globais, enquanto no Brasil, onde o motociclismo carece de representantes de topo, a ascensão indonésia é vista como exemplo de que programas estruturados de formação podem encurtar distâncias para a elite. Na perspetiva de Brasília, o ténis também espelha esse fenómeno: a rápida afirmação de Jódar, vindo de um país com tradição na modalidade, é acompanhada com interesse por federações lusófonas que procuram replicar modelos de desenvolvimento de jovens atletas.
Para o futuro imediato, Jódar concentra-se na recuperação física com o objetivo de brilhar no All England Club, enquanto Ramadhipa assume a ambição de “ver a bandeira axadrezada em cada corrida” e continuar a aprender. A diversificação geográfica dos protagonistas — da Península Ibérica ao arquipélago indonésio — sugere que o alto rendimento se torna cada vez mais um fenómeno sem fronteiras, tendência que os países de língua portuguesa observam com renovada esperança nos seus próprios projetos desportivos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O jovem prodígio espanhol Rafael Jodar, apelidado de novo Nadal, está a viver uma época de estreias notável. Depois de chegar aos quartos de final em Roland Garros e entrar no top 25 mundial, mira agora Wimbledon para se afirmar na relva.
Rafa Jódar anunciou a sua desistência do torneio ATP 500 de Queen's devido a um problema muscular abdominal. O número 23 do ranking espanhol optou por não arriscar antes de Wimbledon, adiando assim a sua estreia oficial em relva.
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