
Drones ucranianos atingem duas refinarias na Rússia e expõem pressão sobre Moscovo
Kiev reivindica ataques a infraestruturas petrolíferas a centenas de quilómetros da fronteira, enquanto Putin reconhece período difícil mas promete segurança.
A Ucrânia atingiu durante a noite de domingo duas refinarias de petróleo no sul e no centro da Rússia, provocando incêndios, danos em linhas de energia e pelo menos uma morte. Segundo o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, destroços de drones abatidos causaram um fogo de grandes proporções na refinaria de Slavyansk‑na‑Kubani, uma das maiores do sul do país, além de ferir um civil e matar outro. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reivindicou os ataques e afirmou que uma segunda unidade, localizada a cerca de 700 quilómetros da fronteira, na região de Yaroslavl, também foi alvejada. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram espessas colunas de fumo, mas a extensão total dos danos permanece por confirmar de forma independente.
O Kremlin reagiu com um discurso em que o presidente Vladimir Putin, perante o congresso do partido Rússia Unida, reconheceu que o país atravessa um “período difícil” e admitiu “problemas” de segurança, assegurando contudo que as fronteiras e os cidadãos serão protegidos. Putin classificou as investidas ucranianas como “ataques terroristas” e prometeu superar todos os desafios. Na perspetiva de analistas ocidentais, a declaração representa um raro reconhecimento público dos efeitos da campanha de drones de longo alcance, que tem vindo a degradar a capacidade logística e financeira do esforço de guerra russo.
A ofensiva ucraniana contra infraestruturas energéticas intensificou‑se nos últimos meses. De acordo com fontes de segurança ocidentais, o objetivo é estrangular o fornecimento de combustível destinado ao abastecimento de tropas e à exportação — a principal fonte de receitas de Moscovo. A refinaria de Slavyansk, com capacidade para processar quase 4 milhões de toneladas de crude por ano, é um ponto‑chave para a distribuição de nafta, fuelóleo e combustível marítimo através dos portos do mar Negro. Observadores do mercado petrolífero em Lisboa e São Paulo sublinham que a disrupção prolongada destas operações pode gerar volatilidade nos preços internacionais e pressionar as cadeias de abastecimento globais, com possíveis reflexos na América Latina e em África.
As ações de Kiev ocorrem enquanto prosseguem os bombardeamentos russos contra cidades ucranianas; na mesma noite, a força aérea da Ucrânia relatou o lançamento de 142 drones e oito mísseis por parte da Rússia, dos quais 125 drones e sete mísseis terão sido intercetados. A escalada de ataques bilaterais agrava a deterioração da segurança na região, onde a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, se arrasta sem perspetivas de cessar‑fogo imediato. Fontes diplomáticas em Bruxelas indicam que a campanha de drones está a dificultar o aprovisionamento militar russo e a aumentar o custo político interno da invasão, mas não há ainda indicações de que o Kremlin esteja disposto a negociar. As próximas semanas serão decisivas para avaliar a resiliência da máquina de guerra russa e a capacidade de Kiev em manter a pressão sobre alvos estratégicos.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.60 | critical |
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| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
Kyiv strikes at the heart of Russian energy, and Putin, while admitting flaws, tries to reassure with empty promises. The West cannot look away.
It highlights the contradiction between Putin's admission of problems and his promise of security, presenting it as evidence of weakness and a justification for increased support for Ukraine.
Ukraine has the right to defend itself, but striking Russian territory risks widening the conflict. Putin admits difficulties, but his reaction could be unpredictable. Europe must mediate.
It balances the arguments of both sides, emphasizing the risks of escalation and the need for a negotiated solution, without openly taking sides.
Ukrainian attacks do not change our stance: Russia remains a key supplier. Putin handles the crisis calmly, and we monitor the impact on crude prices.
It reduces the conflict to an economic variable, minimizing political and humanitarian implications to prioritize supply stability.
Ukraine acts in self-defense, but India does not take sides. Putin admits difficulties, but our strategic partnership with Russia remains strong. The conflict must be resolved diplomatically.
It acknowledges the Ukrainian action but reaffirms neutrality, emphasizing the continuity of ties with Russia and a preference for diplomacy.
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