
Polícia mobiliza 7500 agentes e adeptos tentam perturbar a Inglaterra antes do duelo no Azteca
O duelo dos oitavos-de-final entre México e Inglaterra é antecedido por uma operação de segurança sem precedentes e tentativas de perturbação ao descanso dos jogadores ingleses.
Na véspera do confronto, a capital mexicana amanheceu sob um dispositivo de segurança que mobilizou 7500 polícias apenas nos arredores do Estádio Azteca e 17 mil em toda a cidade, uma operação sem paralelo na história dos jogos da seleção inglesa, conforme noticiou a imprensa do Reino Unido. A um agente para cada dez adeptos, as autoridades tentavam conter a euforia de um país que espera mais de um milhão de pessoas nas ruas. Contudo, longe do estádio, o foco de tensão foi o hotel da equipa inglesa, onde dezenas de adeptos mexicanos, munidos de tambores, trompetes e fogo de artifício, tentaram perturbar o descanso dos jogadores na madrugada de domingo, repetindo a tática que visara o Equador dias antes. A polícia dispersou a multidão e reforçou o cordão de segurança, com cem agentes antimotim e um drone a vigiar o perímetro, mas vídeos nas redes sociais mostraram que o barulho persistiu.
O incidente ecoa a queixa formal apresentada pela Federação Equatoriana à FIFA após o jogo dos dezasseis-avos, quando a seleção de Sebastián Beccacece suportou buzinas e petardos durante a noite. Na perspetiva de Brasília, onde o próximo adversário do vencedor pode ser a seleção brasileira, a repetição do expediente levanta questões sobre a influência da atmosfera no desempenho dos visitantes. Dias antes, a morte de quatro adeptos mexicanos numa multidão que celebrava a vitória sobre o Equador também intensificou os receios de novos episódios de violência, levando a câmara municipal a limitar a 25 mil o acesso ao monumento do Ángel de la Independencia, tradicional ponto de festejos.
A Inglaterra tentou esquivar-se: depois de reservar catorze hotéis para despistar os adeptos, segundo a imprensa britânica, a comitiva aterrou em Toluca em vez da Cidade do México, evitando a altitude e o assédio, e só se instalou horas antes da partida. O treinador Thomas Tuchel agradeceu a "alegria dos mexicanos" mas relatou que a equipa usou protetores auriculares para dormir. A FIFA chegou a ponderar antecipar o pontapé de saída em seis horas, sob o pretexto de trovoadas, mas recuou após protestos do selecionador mexicano Javier Aguirre, que viu a mudança como "um golpe no estômago".
Em campo, o Azteca apresenta-se como fortaleza: o México só perdeu duas vezes nos últimos 89 jogos ali disputados e nunca foi derrotado em dez partidas de Campeonato do Mundo no estádio. A Inglaterra, quarta do ranking FIFA, terá de contrariar essa história e o apoio de um estádio lotado para chegar aos quartos, onde encontrará o vencedor do Brasil-Noruega, um duelo que mobiliza analistas de Lisboa ao Rio de Janeiro.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | −0.60 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.40 | critical |
Mexico mobilizes 7,500 police to protect England fans, presenting the match as a high-risk security event requiring unprecedented measures.
By emphasizing the police-to-fan ratio and referencing a past tragedy, the narrative constructs a threat level that justifies massive security deployment, downplaying the festive nature of the fan gatherings.
It omits the celebratory and cultural aspects of Mexican fan behavior, focusing exclusively on potential violence and disorder.
Mexican fans gather with music and fireworks to support their team, while police respond with force, highlighting a clash between popular celebration and state security.
By focusing on the removal of fans and the heavy police presence, the narrative portrays fans as victims of overzealous security, while also acknowledging their playful tactics.
It omits the context of the previous tragedy that led to heightened security, presenting the police action as excessive without explaining its justification.
Russia reports, via The Telegraph, that Mexico's security measures are unprecedented and alarmist, drawing attention to the dangers for England fans.
By quoting a Western source and highlighting the police numbers and the death toll, the narrative amplifies a sense of threat, positioning the match as a potential disaster zone.
It omits the local perspective of fan enthusiasm and the measures taken to ensure safety, focusing solely on the security apparatus and risks.
Arab outlets depict Mexican fans as aggressive aggressors who intimidate England with noise and mockery, while security forces struggle to maintain order.
By using terms like 'hostile reception' and 'aggressive', the narrative frames the fans' actions as a deliberate campaign of psychological warfare, justifying heavy security.
It omits the festive and nationalistic spirit of the fans, presenting their behavior solely as hostile and disruptive.
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