
Polícia britânica detém ativista de extrema-direita Tommy Robinson no aeroporto de Heathrow
Tommy Robinson, figura polémica da extrema-direita britânica, foi detido sob a lei antiterrorismo ao regressar da Rússia, teve telemóveis confiscados e agora pede apoios financeiros.
O ativista britânico de extrema-direita Tommy Robinson foi detido na noite de sábado no Aeroporto de Heathrow, em Londres, ao abrigo da legislação antiterrorista, após regressar de uma viagem à Rússia com escala na Turquia. Segundo a polícia, Robinson — cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon — ficou retido durante cerca de três horas, período em que foi interrogado e teve os seus dois telemóveis confiscados para perícia. O porta-voz das autoridades confirmou a detenção, sem o identificar nominalmente, explicando que a medida visa prevenir ameaças potenciais ao Reino Unido.
Robinson ganhou notoriedade como fundador da English Defence League, um movimento de protesto de rua contra o que descreve como a expansão do islamismo radical. Nos últimos dias, as suas publicações nas redes sociais centraram-se nos violentos motins de cariz racista em Belfast, na Irlanda do Norte, desencadeados pela divulgação de um vídeo de um esfaqueamento brutal, no qual um homem perdeu um olho. Um cidadão sudanês foi acusado de tentativa de homicídio, mas a polícia esclareceu que não trata o incidente como um ato terrorista. Críticos acusam Robinson de ter atiçado as tensões raciais com os seus comentários.
Após a detenção, o ativista partilhou documentos nas plataformas digitais, classificando a ação como um "ataque à liberdade de expressão" e ao "jornalismo de investigação", e lançou um apelo urgente por donativos para financiar a sua defesa legal. O empresário Elon Musk, proprietário da rede social X, republicou o conteúdo para os seus milhões de seguidores. Durante a passagem pela Rússia, noticiada pela imprensa russa, Robinson terá ainda encontrado Errol Musk, pai de Elon Musk, num gesto que sublinha a sua rede de contactos transnacionais.
O sucedido reacende acesos debates sobre os limites da liberdade de expressão e a aplicação de leis antiterroristas a discursos extremistas. Na perspetiva de Lisboa, o fenómeno ecoa tensões familiares em Portugal, onde o partido populista Chega tem capitalizado o discurso anti-imigração, e suscita interrogações sobre a regulação das plataformas digitais. Em Brasília, analistas observam semelhanças com figuras que, no Brasil, desafiam instituições e recorrem às redes para mobilizar apoiantes sob a bandeira da liberdade de expressão. Já nos países africanos de língua oficial portuguesa, mais afetados pela emigração do que pela imigração, o impacto é indireto, mas a rápida difusão de ideologias extremistas através da internet preocupa observadores, que temem a erosão dos consensos democráticos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O ativista anti-islâmico britânico Tommy Robinson foi detido por três horas no aeroporto de Heathrow ao abrigo de leis antiterrorismo, no regresso do estrangeiro. Conhecido por fundar o grupo de extrema-direita EDL, disse que não esperava por isso e pede agora doações para a sua defesa legal.
O ativista britânico de extrema-direita Tommy Robinson foi detido em Heathrow logo após regressar de Moscovo via Turquia. Durante a viagem, ter-se-á encontrado com o pai de Elon Musk. A polícia britânica interrogou-o ao abrigo da lei antiterrorismo.
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