
México prende líderes de células criminosas e mercado de colecionáveis gera roubos e polémica
Autoridades mexicanas anunciam captura de 'El Rodilla' e 'El Virus', enquanto lojas na Itália e EUA sofrem furtos de comics e cartas Pokémon, e um caso em Querétaro levanta questões sobre detenção equivocada.
Em 19 de junho, as autoridades mexicanas divulgaram a captura de dois supostos líderes criminosos em operações distintas no norte e centro do país, no mesmo dia em que comerciantes de colecionáveis na Itália e nos Estados Unidos relatavam furtos de artigos de elevado valor no mercado negro. As ações resultaram na detenção de Miguel “N”, conhecido como “El Rodilla”, em Mexicali, Baixa Califórnia, e de Alberto “N”, o “El Virus”, localizado num balneário de Santa Ana Hueytlalpan, Hidalgo. Os dois são apontados como peças-chave na violência que assola as respetivas regiões.
Segundo a Fiscal-Geral do Estado da Baixa Califórnia, “El Rodilla” é suspeito de envolvimento no desaparecimento forçado de, pelo menos, cinco pessoas cujos restos mortais foram encontrados em 22 valas clandestinas no povoado de Miguel Alemán, onde as escavações já revelaram 44 corpos, alguns carbonizados e com data de morte estimada entre meses e sete anos. As investigações ligam o detido a Marco Antonio Valenzuela, “El Cabezón”, operador do grupo “Los Rusos” abatido recentemente por forças federais em Sonora. Três das vítimas foram identificadas, mas outras duas permanecem sem nome.
Já na capital do país, “El Virus”, de 31 anos, era considerado alvo prioritário das forças de segurança. Investigações apontam que liderava uma célula criminosa em Azcapotzalco, inicialmente aliada ao grupo “Los Malportados” — este último, segundo algumas fontes, ligado ao Cartel Novo Império. A rutura entre os bandos terá desencadeado uma série de ataques armados, entre os quais um feminicídio e pelo menos cinco homicídios atribuídos a Alberto “N”. A detenção de “El Virus” foi seguida, no dia seguinte, pela captura de Erick “N”, o “El Gato”, apontado como seu segundo no comando, juntamente com outros cinco homens num imóvel da mesma alcaldia, onde foram apreendidas drogas e outros objetos.
À margem destas operações, casos de furtos de artigos de coleção evidenciam um mercado paralelo em expansão. Em Modena, Itália, o proprietário de uma loja de banda desenhada denunciou o roubo de quatro caixas de mangá One Piece, avaliadas em cerca de 500 euros, por um jovem filmado pelas câmaras de segurança. Em Stockton, Califórnia, dois estabelecimentos especializados em cartas Pokémon foram assaltados na mesma madrugada, com prejuízos de milhares de dólares. Paralelamente, em Querétaro, a detenção de Adolfo Irving Plata, acusado de liderar um bando de assaltantes de residências em Saltillo, gerou controvérsia: a família alega que ele foi atraído para uma armadilha sob o pretexto de vender cartas Pokémon, enquanto as autoridades insistem na sua culpabilidade, baseadas em meses de investigações de inteligência.
Até ao momento, não há indícios de ligação entre os furtos de colecionáveis e a criminalidade organizada mexicana, embora o caso Plata ilustre como o comércio informal de cartas pode ser instrumentalizado. As investigações prosseguem em todas as frentes, com as procuradorias mexicanas a tentar determinar o grau de participação de outros membros nos crimes de Miguel Alemán e Azcapotzalco, enquanto as polícias italianas e norte-americanas analisam imagens para identificar os ladrões.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As forças de segurança mexicanas atingiram o crime organizado, prendendo líderes como 'El Virus' e 'El Rodilla'. As operações desmantelam células ligadas a homicídios e valas clandestinas, demonstrando uma resposta estatal determinada contra a violência dos cartéis.
Uma loja de quadrinhos de Modena relatou um furto de mangás no valor de 500 euros, com o proprietário alertando publicamente outros varejistas e ironizando a falta de jeito do ladrão flagrado pelas câmeras. O incidente destaca a crescente insegurança para lojas de nicho, transformando o dono em porta-voz dos comerciantes locais.
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