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Justiça & Direitosábado, 20 de junho de 2026

Emirados Árabes Unidos proíbem menores de 15 anos em redes sociais e alinham-se a movimento global de restrição

Resolução do gabinete emiradense impõe verificação de idade e controlos parentais, enquanto países como Reino Unido, Austrália e Malásia avançam com medidas semelhantes para proteger crianças no ambiente digital

O Conselho de Ministros dos Emirados Árabes Unidos aprovou uma resolução que proíbe o acesso de crianças com menos de 15 anos a plataformas de redes sociais, estabelecendo um dos regimes mais detalhados de segurança digital infantil. A norma, que entra em vigor com um prazo de doze meses para adaptação, determina que as empresas realizem verificação efetiva de idade — declarações de data de nascimento não serão suficientes — e desativem contas de utilizadores abaixo da idade mínima. Adolescentes entre 15 e 16 anos poderão aceder às plataformas, mas apenas com restrições reforçadas: limitação de conteúdo nocivo, controlo do tempo de uso e desativação de funcionalidades consideradas de alto risco, como mensagens privadas irrestritas e sistemas algorítmicos intensivos de recomendação. A resolução prevê ainda sanções que vão de advertências ao bloqueio total de serviços que não cumpram as obrigações, conforme fontes oficiais em Abu Dhabi.

A decisão dos Emirados insere-se num movimento internacional mais amplo de contenção do acesso de menores a ambientes digitais. No Reino Unido, o governo planeia apresentar ainda este ano um projeto de lei que proíbe menores de 16 anos de utilizar plataformas como Snapchat, TikTok e Instagram, além de restringir transmissões ao vivo e interações com estranhos em sites de jogos. A Austrália, que já implementou uma proibição semelhante em dezembro de 2025, removeu ou limitou cerca de 4,7 milhões de contas irregulares, embora relatórios indiquem que muitos adolescentes continuam a aceder através de identidades falsas. Na Ásia, a Malásia começou este mês a aplicar regras que impedem menores de 16 anos de possuir contas, enquanto a Indonésia restringe o uso de plataformas classificadas como de alto risco. A China mantém há anos um dos sistemas mais rígidos, com limites semanais de três horas para videojogos e bloqueio de várias plataformas ocidentais. Na Europa, vários países discutem legislação: França estuda a proibição para menores de 15 anos a partir do próximo ano letivo, a Grécia prepara-se para impor restrições em 2027 e a Dinamarca pondera um modelo que permite consentimento parental a partir dos 13 anos.

A justificação para estas medidas, segundo autoridades e especialistas de diferentes regiões, assenta na crescente evidência de impactos psicológicos e sociais do uso excessivo e não supervisionado de redes sociais por crianças. Nos Emirados, a Academia Nacional para o Desenvolvimento da Infância afirmou que a proteção digital é parte integrante do bem-estar infantil e deve envolver a família, as escolas e as plataformas. Em Marrocos, onde uma estimativa do Conselho Económico, Social e Ambiental apontava que 97% das crianças e adolescentes utilizavam redes sociais no início de 2024, organizações de defesa da infância e da liberdade de expressão têm instado o governo a adotar legislação específica. Estas entidades sublinham que os algoritmos das plataformas são concebidos para maximizar o tempo de ecrã e que os riscos vão desde a exposição a conteúdo inadequado até à recolha de dados pessoais sem proteção adequada.

A experiência australiana, no entanto, já revela desafios de implementação, como a criação de contas com idades falsas, o que levanta dúvidas sobre a eficácia de proibições absolutas. Em contraste, o Brasil optou por um modelo que não impõe uma proibição total, mas exige que menores de 16 anos vinculem as suas contas a um responsável legal, que pode monitorizar a atividade digital, além de proibir técnicas manipulativas de design que prolongam o tempo de utilização. Nos Estados Unidos, a abordagem federal continua centrada na proteção da privacidade, proibindo a recolha de dados de menores de 13 anos, enquanto algumas iniciativas estaduais de restrição mais ampla encontram obstáculos legais. O quadro global permanece fragmentado, mas a tendência para uma regulação mais apertada é inequívoca. Os próximos passos incluem a discussão legislativa no Reino Unido, a aplicação gradual das normas nos Emirados e na Malásia, e o eventual avanço de propostas em países como Marrocos, onde o debate sobre a necessidade de um quadro legal ganha força.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa latinoamericanaStampa del Golfo arabo
Stampa latinoamericana
distaccopragmatismo

Mediante nova lei, os Emirados Árabes vetam o uso de redes sociais por menores de 15 anos e estipulam um prazo de um ano para adequação tecnológica das empresas.

Stampa del Golfo arabo
trionfopaternalismo

As autoridades dos Emirados Árabes implantaram um arcabouço abrangente de segurança digital infantil, que não se limita a vetar o uso de redes sociais por menores de 15 anos, estabelecendo obrigações para plataformas sobre verificação de idade, privacidade de dados e direcionamento de anúncios, com o bem-estar da criança como prioridade nacional.

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sábado, 20 de junho de 2026

Emirados Árabes Unidos proíbem menores de 15 anos em redes sociais e alinham-se a movimento global de restrição

Resolução do gabinete emiradense impõe verificação de idade e controlos parentais, enquanto países como Reino Unido, Austrália e Malásia avançam com medidas semelhantes para proteger crianças no ambiente digital

O Conselho de Ministros dos Emirados Árabes Unidos aprovou uma resolução que proíbe o acesso de crianças com menos de 15 anos a plataformas de redes sociais, estabelecendo um dos regimes mais detalhados de segurança digital infantil. A norma, que entra em vigor com um prazo de doze meses para adaptação, determina que as empresas realizem verificação efetiva de idade — declarações de data de nascimento não serão suficientes — e desativem contas de utilizadores abaixo da idade mínima. Adolescentes entre 15 e 16 anos poderão aceder às plataformas, mas apenas com restrições reforçadas: limitação de conteúdo nocivo, controlo do tempo de uso e desativação de funcionalidades consideradas de alto risco, como mensagens privadas irrestritas e sistemas algorítmicos intensivos de recomendação. A resolução prevê ainda sanções que vão de advertências ao bloqueio total de serviços que não cumpram as obrigações, conforme fontes oficiais em Abu Dhabi.

A decisão dos Emirados insere-se num movimento internacional mais amplo de contenção do acesso de menores a ambientes digitais. No Reino Unido, o governo planeia apresentar ainda este ano um projeto de lei que proíbe menores de 16 anos de utilizar plataformas como Snapchat, TikTok e Instagram, além de restringir transmissões ao vivo e interações com estranhos em sites de jogos. A Austrália, que já implementou uma proibição semelhante em dezembro de 2025, removeu ou limitou cerca de 4,7 milhões de contas irregulares, embora relatórios indiquem que muitos adolescentes continuam a aceder através de identidades falsas. Na Ásia, a Malásia começou este mês a aplicar regras que impedem menores de 16 anos de possuir contas, enquanto a Indonésia restringe o uso de plataformas classificadas como de alto risco. A China mantém há anos um dos sistemas mais rígidos, com limites semanais de três horas para videojogos e bloqueio de várias plataformas ocidentais. Na Europa, vários países discutem legislação: França estuda a proibição para menores de 15 anos a partir do próximo ano letivo, a Grécia prepara-se para impor restrições em 2027 e a Dinamarca pondera um modelo que permite consentimento parental a partir dos 13 anos.

A justificação para estas medidas, segundo autoridades e especialistas de diferentes regiões, assenta na crescente evidência de impactos psicológicos e sociais do uso excessivo e não supervisionado de redes sociais por crianças. Nos Emirados, a Academia Nacional para o Desenvolvimento da Infância afirmou que a proteção digital é parte integrante do bem-estar infantil e deve envolver a família, as escolas e as plataformas. Em Marrocos, onde uma estimativa do Conselho Económico, Social e Ambiental apontava que 97% das crianças e adolescentes utilizavam redes sociais no início de 2024, organizações de defesa da infância e da liberdade de expressão têm instado o governo a adotar legislação específica. Estas entidades sublinham que os algoritmos das plataformas são concebidos para maximizar o tempo de ecrã e que os riscos vão desde a exposição a conteúdo inadequado até à recolha de dados pessoais sem proteção adequada.

A experiência australiana, no entanto, já revela desafios de implementação, como a criação de contas com idades falsas, o que levanta dúvidas sobre a eficácia de proibições absolutas. Em contraste, o Brasil optou por um modelo que não impõe uma proibição total, mas exige que menores de 16 anos vinculem as suas contas a um responsável legal, que pode monitorizar a atividade digital, além de proibir técnicas manipulativas de design que prolongam o tempo de utilização. Nos Estados Unidos, a abordagem federal continua centrada na proteção da privacidade, proibindo a recolha de dados de menores de 13 anos, enquanto algumas iniciativas estaduais de restrição mais ampla encontram obstáculos legais. O quadro global permanece fragmentado, mas a tendência para uma regulação mais apertada é inequívoca. Os próximos passos incluem a discussão legislativa no Reino Unido, a aplicação gradual das normas nos Emirados e na Malásia, e o eventual avanço de propostas em países como Marrocos, onde o debate sobre a necessidade de um quadro legal ganha força.

Divergência das fontes

Justiça & Direito · 4 veículos · 2 idiomas

28%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável83%
Neutro17%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa latinoamericanaStampa del Golfo arabo
Stampa latinoamericana
distaccopragmatismo

Mediante nova lei, os Emirados Árabes vetam o uso de redes sociais por menores de 15 anos e estipulam um prazo de um ano para adequação tecnológica das empresas.

Stampa del Golfo arabo
trionfopaternalismo

As autoridades dos Emirados Árabes implantaram um arcabouço abrangente de segurança digital infantil, que não se limita a vetar o uso de redes sociais por menores de 15 anos, estabelecendo obrigações para plataformas sobre verificação de idade, privacidade de dados e direcionamento de anúncios, com o bem-estar da criança como prioridade nacional.

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