
Parlamento da Ucrânia aprova novo primeiro-ministro e demissão de ministro da Defesa gera protestos
A nomeação de Sergii Koretsky, ex-CEO da Naftogaz, e o afastamento do popular Mykhailo Fedorov provocaram manifestações em Kiev e críticas de aliados ocidentais.
O Parlamento ucraniano aprovou na quinta-feira, com 289 votos, a nomeação de Sergii Koretskyi como novo primeiro-ministro, no quadro de uma remodelação governamental mais ampla que incluiu a exoneração do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov. A decisão, anunciada pelo Presidente Volodymyr Zelenskyy, desencadeou protestos invulgares em tempo de guerra, com centenas de manifestantes a concentrarem-se diante do edifício parlamentar em Kiev, empunhando cartazes como “Fedorov é o ministro da Defesa” e entoando palavras de ordem contra a substituição do governante.
Na perspetiva do Palácio Bankova, a remodelação visa “refrescar” a liderança do país e preparar o próximo inverno, durante o qual se espera uma nova vaga de ataques russos às infraestruturas energéticas. Zelenskyy descreveu Koretskyi, até aqui diretor da empresa estatal Naftogaz, como “a pessoa mais preparada” para chefiar o executivo, sublinhando o seu papel na manutenção do abastecimento de gás durante a campanha de bombardeamentos anterior. O novo primeiro-ministro, um engenheiro de 48 anos sem experiência política anterior, afirmou perante os deputados que a gestão pública “pode e deve ser eficaz” e que trará “responsabilidade, profissionalismo e normas justas”. A antiga primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, apresentou a demissão na terça-feira, devendo permanecer no governo noutra função sénior, segundo fontes próximas do executivo.
O afastamento de Fedorov, contudo, concentrou a contestação. O antigo ministro da Transformação Digital, de 35 anos, era visto como um reformador que modernizou a estratégia militar, expandiu a contratação de drones e bloqueou o acesso russo aos terminais Starlink. O próprio Fedorov confirmou um diferendo com o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, a quem acusou de obstruir iniciativas do ministério, e recusou o cargo de conselheiro presidencial que lhe foi oferecido. Em sinal de descontentamento, o vice-comandante da Força Aérea, Pavlo Yelizarov, demitiu-se em solidariedade. Observadores em Bruxelas registaram “perplexidade” com a decisão, enquanto analistas em Kiev notam que a remodelação ocorre num momento em que se especula sobre a antecipação de eleições presidenciais e que a popularidade de Fedorov poderia representar um contrapeso político.
O Parlamento deverá aprovar nas próximas horas a nomeação do atual ministro do Interior, Ihor Klymenko, para a pasta da Defesa, embora a confirmação oficial ainda não tenha ocorrido. A continuidade da remodelação será acompanhada de perto pelas capitais ocidentais, que veem na estabilidade da liderança militar ucraniana um fator crítico para a eficácia do apoio aliado. A tensão interna exposta pelas manifestações — com alguns veteranos a acusarem Zelenskyy de substituir ministros eficazes por “yes men” — introduz um elemento de incerteza política que, na avaliação de diplomatas europeus, pode afetar a coesão governativa nos meses de inverno.
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
The Ukrainian parliament approved Koretskyi for his energy expertise; the protest is a secondary detail.
By presenting the appointment as a technical choice based on experience, the political dimension of the reshuffle is minimized and the presidential decision is normalized.
The discontent within Zelensky's own party, which emerges in other coverage, is omitted.
Zelensky não explicou por que demitiu Fedorov; a falta de transparência gera protestas.
Ao enfatizar a ausência de explicação oficial, a cobertura insinua que o governo está ocultando motivos, sem acusar diretamente.
Omite-se que Koretskyi tem experiência relevante no setor energético, o que poderia justificar a nomeação.
Zelensky is sacking popular ministers to surround himself with yes men; his own party is rebelling.
Using dramatic language like 'sacking' and 'revolt', the crisis is personalized by attributing authoritarian intentions to Zelensky, without considering strategic reasons.
The context of winter preparation and Koretskyi's energy sector experience, which could justify the choice, is omitted.
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