
O iPhone dobrável que a Apple ainda não fez já nasceu em ouro, couro e carbono
Enquanto a Caviar vende por até 16 mil dólares uma versão de luxo do rumorado iPhone Ultra, analistas preveem escassez e o mercado popular indonésio celebra baterias de 8.100 mAh.
Sobre uma mesa de artesãos, a pele de crocodilo púrpura encontra o brilho do ouro 24 quilates. Não se trata de uma joia convencional, mas de um smartphone que a Apple ainda não produziu. A grife de luxo Caviar revelou a coleção “Flagship”, quatro interpretações artesanais do que imagina ser o primeiro iPhone dobrável, o iPhone Ultra. A versão “Dark Cherry” combina couro de crocodilo com detalhes banhados a ouro; a “Gold” exibe um logotipo tridimensional da maçã em ouro 18K sobre fibra de carbono. Cada unidade é montada à mão com titânio de grau aeroespacial e materiais que evocam o universo dos acessórios de altíssimo padrão, muito antes de a própria Apple enviar uma única unidade às lojas.
O gesto da Caviar, com pré-encomendas a partir de 13.840 dólares, transforma o rumor em objeto de coleção. A página do produto lista especificações extraídas de vazamentos — chip A20 Pro, 12 GB de RAM, tela OLED LTPO de 120 Hz, corpo de titânio com 4,5 mm de espessura —, mas o que está à venda é sobretudo a antecipação de um ícone. A coleção dialoga com a paleta de cores esperada para a linha iPhone 18 Pro e com o cinquentenário da Apple, homenageado no modelo em carbono e ouro. Enquanto isso, imagens de uma suposta placa-mãe do iPhone 18 Pro, divulgadas em fóruns asiáticos, mostram o processador A20 Pro com encapsulamento WMCM e sugerem a permanência do modem Snapdragon X80 da Qualcomm, sinal de que a transição para chips proprietários da Apple ainda não se completou.
A escassez é o outro lado da mesma moeda. O analista Ming-Chi Kuo, citado por veículos da Argentina e da Indonésia, projeta que a Apple conseguirá enviar apenas entre 500 mil e 1 milhão de unidades do dobrável no terceiro trimestre de 2026, diante de uma demanda que pode esgotar os estoques em poucas semanas. O preço estimado, entre 2.300 e 2.500 dólares — cerca de 45 mil reais na conversão direta —, coloca o aparelho em um patamar inacessível para a maioria dos consumidores globais. Observadores em Lisboa e São Paulo notam que, nos mercados lusófonos, o impacto desse lançamento será mais simbólico do que comercial, reforçando a imagem da Apple como produtora de objetos de desejo aspiracionais.
A milhares de quilômetros dos ateliês de luxo, o ecossistema de smartphones populares desenha um retrato bem diferente. Na Indonésia, portais de tecnologia listam com entusiasmo aparelhos como o Poco C85, com bateria de 6.000 mAh e preço na casa de 1,5 milhão de rupias (cerca de 500 reais), ou o vivo Y500, que promete 8.100 mAh de autonomia e resistência IP68. São dispositivos que priorizam a duração da bateria e o custo-benefício, voltados para estudantes, motoristas de aplicativo e quem passa o dia longe de tomadas. Essa busca por resistência energética ecoa em mercados como o brasileiro, onde fichas técnicas com baterias generosas e armazenamento de 1 TB, como as do Samsung Galaxy S25 Ultra ou do Xiaomi 15 Ultra, também aparecem em listas de recomendações, ainda que em faixas de preço superiores.
O contraste entre o iPhone dobrável folheado a ouro e o celular de plástico com bateria para dois dias revela as múltiplas camadas do desejo tecnológico contemporâneo. De um lado, a materialização antecipada de um mito, vendida como escultura portátil antes mesmo de a versão original existir. De outro, a procura silenciosa por um aparelho que simplesmente não desligue no meio da tarde. No centro, a placa-mãe vazada do iPhone 18 Pro lembra que, entre o luxo extremo e a necessidade básica, a engenharia de silício continua a ditar o ritmo — e que o próximo capítulo da Apple já está a ser escrito, mesmo que por enquanto só possa ser tocado em couro de crocodilo e ouro 24 quilates.
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | +0.30 | aligned |
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
O alto preço e a escassez tornam o iPhone Ultra um objeto para poucos.
Baseia-se em previsões de analistas para criar uma imagem de realidade objetiva.
Omite que a Apple não confirmou oficialmente nenhum preço ou detalhe de lançamento, apresentando especulações como quase certas.
O iPhone Ultra dobrável é uma obra-prima de luxo, feito com materiais preciosos.
Enfatiza materiais e artesanato para transformar um rumor em um objeto de desejo.
Omite que este é um produto personalizado não da Apple, e que o dispositivo real da Apple pode ser muito menos suntuoso.
O iPhone Ultra será difícil de encontrar e reservado para poucos, um luxo inacessível.
Usa o termo 'difícil de encontrar' para evocar raridade e frustração.
Omite que a escassez pode ser marketing intencional, e que outros dobráveis já estão disponíveis a preços mais baixos.
Amplie o olhar
Senador republicano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos após doença súbita
9 idiomas · 75 veículos
De Economy & MarketsMercado habitacional global reage a novas regras de crédito e pressões demográficas
4 idiomas · 6 veículos
De TechnologyOpenAI lança agente de trabalho autónomo e anuncia o fim do navegador Atlas
7 idiomas · 7 veículos