
Nova onda de calor atinge Sul da Europa com incêndios e alerta de “semanas mais mortais”
Temperaturas podem chegar a 43ºC em Portugal e Espanha, enquanto fogos florestais forçam milhares a evacuar e a OMS alerta para riscos à saúde.
Uma nova massa de ar quente vinda do Atlântico elevou os termómetros na Península Ibérica e no Mediterrâneo, com previsões de máximas de 43 graus Celsius em Portugal e no sul de Espanha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais”, depois de a onda de calor de junho ter causado, segundo números preliminares, 3.700 mortes em excesso em França, nos Países Baixos e na Bélgica.
Em Portugal, o maior incêndio do verão, na região do Dão, foi dado como controlado após consumir mais de 13 mil hectares. As chamas obrigaram a um reforço da cooperação internacional: Lisboa pediu apoio preventivo a Marrocos, Espanha e à União Europeia, e a Comissão Europeia mobilizou equipas espanholas e três aviões de combate a incêndios de Itália e Espanha. Apesar disso, até ao momento não há confirmação oficial de que meios aéreos estrangeiros tenham entrado em operação. No total, a área ardida em Portugal desde o início do ano quase quadruplicou face ao mesmo período de 2025, ultrapassando os 30 mil hectares.
Em Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia ativou o alerta vermelho em Aragão, Catalunha e Valência, com risco “muito perigoso” para a saúde. Incêndios simultâneos em Sentmenat e La Pobla de Claramunt, na Catalunha, obrigaram ao confinamento de cerca de 40 mil pessoas, enquanto na província de Castellón as chamas estabilizaram após afetarem 183 hectares do parque natural da Serra de Espadán, mantendo 500 residentes evacuados. A Guarda Civil investiga a origem do fogo de Soneja, cujas primeiras hipóteses apontam para causas não naturais. Em França, um incêndio nos Pirenéus já devastou mais de 5 mil hectares e forçou a retirada de 10 mil pessoas, levando ao cancelamento de uma etapa do Tour de France.
A OMS sublinhou que menos de metade dos Estados-membros europeus dispunha de planos de ação para proteger a população durante a vaga de calor de junho, quando os termómetros atingiram 43,3°C em França e 37,7°C no Reino Unido. Uma análise do consórcio científico ClimaMeter concluiu que padrões atmosféricos semelhantes aos que geraram aquele episódio estão hoje até 2,5°C mais quentes do que há três décadas, expondo 327 milhões de pessoas e 15,6 biliões de dólares em atividade económica a condições de calor extremo. No Reino Unido, a atual vaga de calor levou a empresa ferroviária East Midlands Railway a recomendar que os passageiros viajassem apenas em caso de necessidade, enquanto a Met Office prevê noites tropicais com mínimas acima de 20°C.
As autoridades mantêm o nível de alerta elevado em toda a Europa do Sul. Em Portugal, prosseguem as operações de rescaldo e vigilância para evitar reacendimentos, enquanto Espanha regista mais de 56 mil hectares queimados em 2026, um valor ainda provisório. A OMS insiste na necessidade de corrigir as falhas detetadas antes da próxima vaga de calor e de construir sistemas de saúde preparados para o calor extremo, num contexto em que os cientistas consideram quase certa a influência das alterações climáticas na intensificação destes fenómenos.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
The World Health Organization issues an alarm for 'deadlier weeks' and urges European governments to prepare. The population must remain vigilant.
By citing the WHO's authority and meteorological forecasts, a sense of urgency is built that legitimizes the call to action.
Southern Europe is ablaze; the wildfire emergency demands immediate responses. Governments and citizens are called to face an unprecedented crisis.
By accumulating data on burned areas and numbers of evacuees, a representation of catastrophe is created that mobilizes public attention.
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