
Gavin Newsom acusa Trump de instrumentalizar Justiça contra adversários políticos
Governador da Califórnia diz que agentes federais interrogaram familiares e ex-funcionários, e liga investigação às suas ambições presidenciais para 2028.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusou na segunda-feira o presidente Donald Trump de ter ordenado ao Departamento de Justiça uma investigação politicamente motivada contra si e a sua esposa, Jennifer Siebel Newsom. Num vídeo divulgado na rede social X, Newsom afirmou que agentes federais bateram à porta de familiares, amigos e antigos colaboradores nos últimos dias, exigindo documentos e registos, sem que qualquer crime tivesse sido identificado. “Não encontraram um crime — estão simplesmente a tentar encontrar um”, escreveu. A Casa Branca e o Departamento de Justiça não comentaram as acusações.
A denúncia ecoou rapidamente na imprensa internacional. Na Europa, diários alemães e suecos sublinharam o tom de confronto direto de Newsom, que desafiou Trump a “vir para cima de mim”. Em Espanha e na América Latina, a cobertura destacou o paralelo com práticas de lawfare — o uso do sistema judicial para neutralizar adversários — que marcam a história política da região. No Brasil, a imprensa económica contextualizou o episódio na longa rivalidade entre o governador democrata e o presidente republicano, enquanto analistas em Lisboa notam que o caso se insere num padrão mais amplo de erosão democrática, em que instituições de Estado são mobilizadas para fins partidários.
Newsom, apontado como provável candidato democrata às presidenciais de 2028, vinculou diretamente a investigação às suas ambições eleitorais. “Ele não vem atrás de mim apenas pelos meus tuítes mordazes; vem porque estou a considerar candidatar-me à presidência”, declarou. A ofensiva estendeu-se à sua mulher, documentarista e ativista, que tem sido alvo de ataques da imprensa de direita nos últimos meses, segundo a imprensa californiana. O governador sugeriu que a administração Trump está a “abusar do processo do grande júri” para forçar a descoberta de algum ilícito, numa tática que classificou como inédita e própria de “um presidente corrupto”.
O silêncio oficial de Washington confere à denúncia um caráter de teste para o Estado de direito nos Estados Unidos. Observadores em Brasília recordam que o uso político da justiça não é estranho ao debate brasileiro, mas sublinham que a abertura de investigações sem base factual contra um potencial candidato presidencial representa uma escalada preocupante. Para além do embate imediato, o episódio pode reconfigurar a pré-campanha de 2028, fortalecendo a narrativa de Newsom como vítima de um sistema que, segundo os seus apoiantes, Trump estaria a corromper. A comunidade internacional, atenta, vê no caso mais um teste à resiliência das instituições americanas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusa o presidente Trump de ordenar uma investigação criminal contra ele e sua esposa, classificando-a como retaliação política por suas ambições presidenciais. Agentes federais teriam procurado familiares, amigos e ex-funcionários, exigindo documentos sem ter encontrado crime. A ação é retratada como abuso do sistema de justiça para mirar adversários políticos.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou que o presidente Trump instruiu o Departamento de Justiça a investigá-lo, sem fornecer detalhes adicionais.
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