
Netanyahu mantém tropas no sul do Líbano e ordena liberdade de ação total
Enquanto Telavive reafirma presença militar no sul do Líbano, Bagdad pondera abandonar a OPEP perante o colapso das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que as forças armadas permanecerão no sul do Líbano “enquanto for necessário” e que receberam instruções para atuar com “liberdade de ação” contra qualquer ameaça. Na mesma intervenção, citada por vários órgãos de comunicação social árabes e persas, Netanyahu afirmou que Israel não se retirará das posições que controla e que continuará a defender as localidades do norte do país a partir do outro lado da fronteira. O ministro da Defesa, Yoav Katz, reforçou esta posição ao garantir que o exército se manterá nas “zonas de segurança” do Líbano, da Síria e de Gaza, independentemente de pressões externas.
Em paralelo, a rádio do exército israelita noticiou o início de uma redução do efetivo no sul do Líbano e a transferência de várias brigadas de combate para território israelita, onde cumprirão períodos de “descanso e elevação da prontidão”. Segundo fontes militares, a medida insere-se numa estratégia mais ampla de rotação de forças em todas as frentes, com o objetivo de manter permanentemente unidades de reserva sob comando do Estado-Maior. Está prevista uma troca de brigadas entre Gaza e o Líbano, o que, na leitura de observadores em Telavive, indica a consolidação de uma presença militar prolongada e não uma retirada iminente.
Do lado libanês, o governo exige um calendário claro para a retirada das tropas israelitas, enquanto Israel insiste em conservar uma faixa de segurança e liberdade de manobra no terreno. A imprensa israelita noticiou que Netanyahu conseguiu convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a aceitar a continuação da presença militar no sul do Líbano. A diplomacia iraniana, por seu turno, sublinhou que o memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington prevê um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, e que tal implica a retirada total das forças israelitas.
A par da tensão militar, a região enfrenta um agravamento da pressão económica. O bloqueio do Estreito de Ormuz, na sequência do conflito com o Irão, reduziu drasticamente as exportações de petróleo do Iraque, cuja produção caiu de cerca de 4,2 milhões de barris por dia em fevereiro para 1,48 milhões em maio, segundo dados da OPEP. Em Bagdade, fontes do setor petrolífero admitem que o governo poderá abandonar a organização se não obtiver um aumento significativo da quota de produção, num momento em que a economia iraquiana, altamente dependente das receitas do crude, enfrenta uma crise financeira. A eventual saída do segundo maior produtor da OPEP representaria um duro golpe para o cartel, fundado precisamente em Bagdade em 1960, e acrescenta uma dimensão económica às fraturas geopolíticas que atravessam o Médio Oriente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As declarações de Netanyahu sobre a manutenção da presença militar no sul do Líbano e a reivindicação de total liberdade de ação são relatadas com preocupação. A narrativa sublinha a determinação israelita em permanecer e remodelar o equilíbrio regional, ao mesmo tempo que sugere os riscos de uma ocupação prolongada.
O primeiro-ministro israelita declarou que as tropas permanecerão no sul do Líbano enquanto for necessário, enquanto o exército faz a rotação de forças para manter a prontidão. A cobertura é factual, registando tanto a presença continuada como os ajustes logísticos, sem ênfase emocional.
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