Entrar
Edição das 20:00 CETquarta-feira, 1 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas1548 briefing hoje
Economia e Mercadosterça-feira, 30 de junho de 2026

Nestlé retira corantes artificiais de todo o portfólio até 2026 e altera fórmula do KitKat na Europa

Enquanto a gigante suíça responde à pressão por ingredientes mais simples, a agência ambiental dos EUA adia testes para microplásticos na água potável.

A Nestlé anunciou que eliminará todos os corantes artificiais de seus produtos em escala global até o final de 2026, tornando-se a primeira grande empresa do setor alimentar a assumir esse compromisso. A decisão, confirmada pelo diretor de tecnologia Stefan Palzer na sede em Vevey, Suíça, estende uma política já adotada nos Estados Unidos e responde à crescente pressão de consumidores por receitas mais simples e ao escrutínio de investidores, que temem perda de mercado com a popularização de dietas saudáveis e medicamentos para perda de peso.

Em paralelo, a companhia prepara uma alteração na receita das barras KitKat na maior parte da Europa a partir de setembro de 2027. A nova fórmula adiciona um toque de avelã e textura mais crocante, sem reduzir o teor de cacau, com o objetivo de atrair também os apreciadores de chocolate amargo, segundo o gerente global da marca, Rouven Lochmuller. No Reino Unido, a receita permanecerá inalterada por já atender ao paladar local, enquanto nos Estados Unidos a Hershey, que produz e comercializa o KitKat, planeia um ajuste próprio para sabor e cremosidade no mesmo ano.

A ofensiva da Nestlé por produtos percebidos como mais naturais contrasta com o recuo regulatório nos Estados Unidos em relação a contaminantes emergentes. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) publicou uma proposta de regra que exclui microplásticos e fármacos da lista de substâncias que as concessionárias de água deverão monitorizar obrigatoriamente nos próximos cinco anos. A decisão reverte anúncio anterior do administrador Lee Zeldin, que havia classificado esses contaminantes como prioritários, e justifica-se, segundo a agência, pela ausência de um método validado de teste, que não poderia ser desenvolvido antes do prazo de início da monitorização, em dezembro.

A lacuna regulatória nos EUA destoa dos avanços na União Europeia, que já dispõe de metodologias para detetar partículas plásticas na água, e do esforço da Califórnia, que desde 2021 desenvolve protocolos para que as empresas locais realizem esses testes, embora ainda não estejam plenamente validados. Organizações ambientalistas reagiram com frustração, lembrando que microplásticos já foram encontrados em sangue, cérebro e pulmões humanos.

Para os consumidores de países lusófonos, as medidas da Nestlé terão impacto direto: a eliminação de corantes artificiais abrangerá todo o portfólio vendido no Brasil, em Portugal e nos mercados africanos, enquanto a nova receita do KitKat chegará às prateleiras portuguesas em 2027, alinhada à estratégia europeia. O próximo marco a observar será a publicação da lista final de contaminantes a monitorizar pela EPA, prevista para os próximos meses, e o cumprimento do prazo de 2026 pela Nestlé, que testará a capacidade da indústria de reformular produtos em larga escala sem comprometer a estabilidade e o custo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

48%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa europeia continental
TriunfoPragmatismo

A Nestlé lidera a indústria alimentar ao remover todos os corantes artificiais dos seus produtos globais até ao final de 2026, após milhares de horas de investigação para encontrar alternativas naturais. Esta medida responde à crescente procura dos consumidores por opções mais saudáveis e posiciona a empresa como pioneira na reformulação com rótulo limpo.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeCeticismo

Enquanto a Nestlé se compromete a eliminar os corantes alimentares artificiais até 2026, a EPA arquivou discretamente os testes obrigatórios de microplásticos na água potável dos EUA para os próximos cinco anos. Este recuo regulatório levanta preocupações sobre a segurança da água da torneira e o empenho do governo em lidar com contaminantes emergentes.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
No silêncio da manhã, o instante em que milhões consultam o mapa dos astros·Helicóptero dos EUA faz pouso de emergência no Mar Arábico e deixa um desaparecido·Osmar deixa o Persepolis e Vitor Pereira cai por e-mail: a dança dos treinadores·Lei de unidade étnica da China entra em vigor sob acusações de assimilação e jurisdição global·Sorteios de 1º de julho: sonhos, números e rituais em quatro continentes·Excesso de trabalho e pouco sono aceleram envelhecimento, indica nova ciência do bem-estar·Indústria global perde fôlego em junho com fim do impulso de estocagem e alívio parcial nos custos·EUA assinam acordo para embaixada permanente em Jerusalém e reforçam aliança com Israel·No silêncio da manhã, o instante em que milhões consultam o mapa dos astros·Helicóptero dos EUA faz pouso de emergência no Mar Arábico e deixa um desaparecido·Osmar deixa o Persepolis e Vitor Pereira cai por e-mail: a dança dos treinadores·Lei de unidade étnica da China entra em vigor sob acusações de assimilação e jurisdição global·Sorteios de 1º de julho: sonhos, números e rituais em quatro continentes·Excesso de trabalho e pouco sono aceleram envelhecimento, indica nova ciência do bem-estar·Indústria global perde fôlego em junho com fim do impulso de estocagem e alívio parcial nos custos·EUA assinam acordo para embaixada permanente em Jerusalém e reforçam aliança com Israel·
Atualizado 20:223 idiomas · 3 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
3 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
terça-feira, 30 de junho de 2026

Nestlé retira corantes artificiais de todo o portfólio até 2026 e altera fórmula do KitKat na Europa

Enquanto a gigante suíça responde à pressão por ingredientes mais simples, a agência ambiental dos EUA adia testes para microplásticos na água potável.

A Nestlé anunciou que eliminará todos os corantes artificiais de seus produtos em escala global até o final de 2026, tornando-se a primeira grande empresa do setor alimentar a assumir esse compromisso. A decisão, confirmada pelo diretor de tecnologia Stefan Palzer na sede em Vevey, Suíça, estende uma política já adotada nos Estados Unidos e responde à crescente pressão de consumidores por receitas mais simples e ao escrutínio de investidores, que temem perda de mercado com a popularização de dietas saudáveis e medicamentos para perda de peso.

Em paralelo, a companhia prepara uma alteração na receita das barras KitKat na maior parte da Europa a partir de setembro de 2027. A nova fórmula adiciona um toque de avelã e textura mais crocante, sem reduzir o teor de cacau, com o objetivo de atrair também os apreciadores de chocolate amargo, segundo o gerente global da marca, Rouven Lochmuller. No Reino Unido, a receita permanecerá inalterada por já atender ao paladar local, enquanto nos Estados Unidos a Hershey, que produz e comercializa o KitKat, planeia um ajuste próprio para sabor e cremosidade no mesmo ano.

A ofensiva da Nestlé por produtos percebidos como mais naturais contrasta com o recuo regulatório nos Estados Unidos em relação a contaminantes emergentes. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) publicou uma proposta de regra que exclui microplásticos e fármacos da lista de substâncias que as concessionárias de água deverão monitorizar obrigatoriamente nos próximos cinco anos. A decisão reverte anúncio anterior do administrador Lee Zeldin, que havia classificado esses contaminantes como prioritários, e justifica-se, segundo a agência, pela ausência de um método validado de teste, que não poderia ser desenvolvido antes do prazo de início da monitorização, em dezembro.

A lacuna regulatória nos EUA destoa dos avanços na União Europeia, que já dispõe de metodologias para detetar partículas plásticas na água, e do esforço da Califórnia, que desde 2021 desenvolve protocolos para que as empresas locais realizem esses testes, embora ainda não estejam plenamente validados. Organizações ambientalistas reagiram com frustração, lembrando que microplásticos já foram encontrados em sangue, cérebro e pulmões humanos.

Para os consumidores de países lusófonos, as medidas da Nestlé terão impacto direto: a eliminação de corantes artificiais abrangerá todo o portfólio vendido no Brasil, em Portugal e nos mercados africanos, enquanto a nova receita do KitKat chegará às prateleiras portuguesas em 2027, alinhada à estratégia europeia. O próximo marco a observar será a publicação da lista final de contaminantes a monitorizar pela EPA, prevista para os próximos meses, e o cumprimento do prazo de 2026 pela Nestlé, que testará a capacidade da indústria de reformular produtos em larga escala sem comprometer a estabilidade e o custo.

Divergência das fontes

Economia e Mercados · 3 veículos · 3 idiomas

48%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável60%
Crítico40%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa europeia continental
TriunfoPragmatismo

A Nestlé lidera a indústria alimentar ao remover todos os corantes artificiais dos seus produtos globais até ao final de 2026, após milhares de horas de investigação para encontrar alternativas naturais. Esta medida responde à crescente procura dos consumidores por opções mais saudáveis e posiciona a empresa como pioneira na reformulação com rótulo limpo.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeCeticismo

Enquanto a Nestlé se compromete a eliminar os corantes alimentares artificiais até 2026, a EPA arquivou discretamente os testes obrigatórios de microplásticos na água potável dos EUA para os próximos cinco anos. Este recuo regulatório levanta preocupações sobre a segurança da água da torneira e o empenho do governo em lidar com contaminantes emergentes.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump estreia Air Force One doado pelo Catar sob críticas éticas e de segurança

10 idiomas · 24 veículos

De Technology

WhatsApp introduz nomes de utilizador e Índia trava funcionalidade por receio de fraudes

5 idiomas · 18 veículos

De Science & Health

Excesso de trabalho e pouco sono aceleram envelhecimento, indica nova ciência do bem-estar

8 idiomas · 13 veículos

Ler mais