
Naufrágio de lancha no Vietnã mata 15 turistas indianos; maioria é do sul da Índia
Acidente ocorreu no sábado (11) perto da ilha de Phu Quoc; 21 pessoas foram resgatadas, e as causas ainda são investigadas pelas autoridades vietnamitas.
Uma lancha turística que transportava 32 cidadãos indianos naufragou na tarde de sábado (11) nas proximidades da ilha de Phu Quoc, no sul do Vietnã, provocando a morte de 15 pessoas, segundo as autoridades locais. Outras 21 pessoas foram resgatadas com vida, duas das quais em estado crítico, de acordo com fontes hospitalares citadas pela imprensa estatal vietnamita.
As vítimas fatais, todas de nacionalidade indiana, incluem 10 pessoas do estado de Tamil Nadu, três de Andhra Pradesh e duas de Kerala, conforme lista divulgada pela embaixada da Índia em Hanói. Entre os sobreviventes, há relatos de turistas de Telangana e de outros estados do sul indiano. A embarcação, operada pela empresa Ocean Pearl Island, transportava ainda três tripulantes e um guia, totalizando 36 ocupantes.
O acidente ocorreu por volta das 13h locais, quando a lancha regressava da ilha de Hon May Rut Ngoai para o porto de An Thoi. Testemunhas relataram que o mar estava agitado, com ondas e ventos fortes, e que a embarcação virou a cerca de 400 metros da costa. Alguns passageiros ficaram presos no interior do casco, o que dificultou o resgate. As autoridades vietnamitas apontam as condições meteorológicas adversas como a causa provável, mas não descartam uma eventual falha mecânica. A investigação oficial foi determinada pelo primeiro-ministro Le Minh Hung, que ordenou também uma revisão dos protocolos de segurança marítima na região.
Phu Quoc, a maior ilha do Vietnã, é um dos destinos turísticos mais procurados do Sudeste Asiático, tendo recebido mais de 1,8 milhão de visitantes estrangeiros em 2025. O arquipélago de An Thoi, onde ocorreu o naufrágio, é conhecido pelas águas cristalinas e pelos recifes de coral, atraindo excursões de mergulho. A imprensa indiana noticiou que o grupo era formado por revendedores de uma empresa de telefonia móvel, a Lava International, que participavam de uma viagem de incentivo. O primeiro-ministro Narendra Modi manifestou condolências, e a embaixada indiana ativou centros de emergência em Ho Chi Minh e Hanói para apoiar as famílias.
Até o momento, as operações de busca foram encerradas e todos os corpos foram recuperados. As autoridades locais trabalham na identificação formal das vítimas e na preparação da repatriação dos restos mortais. A imprensa vietnamita informa que o operador turístico possuía todas as licenças exigidas. O acidente reacende o debate sobre a segurança do transporte marítimo no país, que já registou outras tragédias, como o naufrágio de um barco na baía de Ha Long em julho do ano passado, que deixou 39 mortos.
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.20 | neutral |
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| Imprensa chinesa | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
A Índia lamenta seus cidadãos e acompanha de perto as operações de resgate.
Ao enfatizar a tragédia humana e a resposta diplomática, a imprensa indiana cria um vínculo emocional com os leitores e legitima o interesse nacional.
Não menciona a possível causa meteorológica indicada pelas autoridades locais, o que poderia reduzir a sensação de imprevisibilidade.
A China relata os fatos nus e crus sem envolvimento emocional.
Ao reduzir o evento a números e dados, a imprensa chinesa evita qualquer interpretação e mantém uma posição de observador distante.
Omite a reação da embaixada indiana e os detalhes do resgate, que adicionariam uma dimensão diplomática e humana.
O Vietnã explica o acidente com causas naturais e mostra eficiência no resgate.
Ao citar fontes oficiais locais e fornecer uma explicação meteorológica, a imprensa do sudeste asiático normaliza o evento como um acidente evitável, mas não culpável.
Não inclui o vídeo do incidente ou testemunhos emocionais dos sobreviventes, o que poderia aumentar a pressão sobre as autoridades.
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