
Ruben Amorim herda o comando do AC Milan com a missão de resgatar o clube da crise
O técnico português, despedido do Manchester United em janeiro, assume o Milan após uma temporada desastrosa que deixou o clube fora da Liga dos Campeões.
O AC Milan oficializou esta semana a contratação de Ruben Amorim como novo treinador principal, encerrando semanas de especulação após o despedimento de Massimiliano Allegri. O clube rossonero, que terminou o campeonato italiano na quinta posição e falhou a qualificação para a Liga dos Campeões, aposta no técnico português de 41 anos para liderar uma reconstrução profunda. De acordo com a imprensa italiana, o vínculo terá a duração de duas temporadas, com uma remuneração anual líquida de 3,5 milhões de euros, podendo incluir uma opção de prolongamento. Amorim, que abdicou do salário que ainda lhe era devido pelo Manchester United, afirmou em comunicado que treinar o Milan sempre foi uma das suas ambições de carreira, consciente do “prestígio, história e base de adeptos extraordinária” do clube.
A trajetória de Amorim é marcada por contrastes acentuados. Em Lisboa, onde construiu a sua reputação, observadores recordam o ciclo vitorioso no Sporting: dois campeonatos nacionais, duas Taças da Liga e uma Supertaça, além de um futebol de identidade forte e valorização de jovens talentos. Esse legado levou-o ao Manchester United em 2024, mas a passagem por Old Trafford foi breve e tumultuosa — despedido em janeiro de 2026, após resultados aquém do esperado, viu o clube inglês recuperar sob o comando interino de Michael Carrick e regressar à Champions. Agora, em Milão, Amorim terá de provar que o sucesso em Alvalade não foi um episódio isolado. A imprensa portuguesa sublinha que o treinador levará consigo a sua equipa técnica de confiança e deverá implementar o sistema tático 3-4-2-1 que o notabilizou.
A receção ao anúncio não foi unânime. Na perspetiva de Milão, uma sondagem citada por meios locais indica que cerca de 60% dos adeptos rossoneri não ficaram entusiasmados com a escolha, reflexo de uma temporada que corroeu a confiança na direção. O clube continua sem diretor desportivo e sem administrador-delegado, o que amplia a incerteza estrutural. Do lado brasileiro, onde o Milan mantém uma base de fãs fiel, a chegada de um treinador português reaviva o interesse pela Serie A, mas analistas advertem que o sucesso dependerá da capacidade de Amorim de se adaptar a um balneário que inclui figuras como o mexicano Santiago Giménez, cujo rendimento será observado com atenção na América Latina. Em África lusófona, particularmente em Maputo e Luanda, a nomeação é vista como um reforço dos laços entre o futebol português e um clube que historicamente acolheu estrelas do continente.
O desafio imediato é devolver o Milan às competições europeias de elite. A equipa disputará apenas a Liga Europa na próxima época, e Amorim terá de gerir um plantel que poderá sofrer mexidas significativas, com a possível saída de Rafael Leão a pairar nas especulações da imprensa desportiva. A margem de manobra financeira é limitada, mas a aposta num treinador que recusa indemnizações para abraçar um projeto indica um compromisso pessoal com a reconstrução. Resta saber se a filosofia de “abordagem tática moderna e dominante”, elogiada pelo clube, resistirá à pressão de um ambiente onde só os resultados positivos acalmam a contestação.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A nomeação de Amorim é oficial, mas o clube está em caos. Os adeptos estão revoltados após uma época desastrosa, e a escolha do treinador português é recebida com ceticismo. O seu percurso misto e a falta de uma direção estável aumentam a incerteza.
O foco está nos detalhes práticos: provável escalação, possíveis substitutos para jogadores-chave e o cronograma de chegada do treinador. O tom é neutro e especulativo, encarando a nomeação como um recomeço com ajustes táticos.
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