
México vence Coreia do Sul com golo de Romo e desata festa de 730 mil nas ruas
Triunfo sobre Coreia do Sul garante liderança no Grupo A e vaga nos dezasseis-avos; governo reforça segurança e estuda lei seca após 40 toneladas de resíduos.
A vitória do México por 1-0 sobre a Coreia do Sul, assegurada por um golo de Luis Romo no início do segundo tempo, garantiu à seleção mexicana o primeiro lugar do Grupo A e a classificação antecipada para os dezasseis-avos de final do Mundial de 2026. A partida, disputada no Estádio Guadalajara, foi suficiente para selar a liderança devido ao confronto direto vantajoso sobre os coreanos, que já não podem alcançar o México na tabela.
A euforia extravasou para as ruas da capital. Mais de 730 mil pessoas, segundo dados do governo da Cidade do México, concentraram-se em pontos como o Ángel de la Independencia, a Alameda Central e o Zócalo. A madrugada deixou marcas: 40 toneladas de lixo foram recolhidas por 360 trabalhadores com hidrolavadoras e veículos, enquanto flores de cempasúchil recém-plantadas foram pisoteadas. No rescaldo, as autoridades reportaram apenas cinco detenções por roubo de telemóveis e alguns conatos de briga, apesar do consumo visível de álcool.
Para os próximos jogos, a jefa de governo Clara Brugada anunciou a instalação de mais sete ecrãs gigantes em pontos estratégicos da Reforma e do Centro Histórico, somando-se aos 12 já existentes, com o objetivo de dispersar as multidões e evitar concentrações excessivas. A Secretaria de Segurança Cidadã reforçará o policiamento e vigiará a venda de bebidas alcoólicas. O secretário de governo César Cravioto admitiu que se avalia a aplicação de uma “ley seca” – proibição temporária da venda e consumo de álcool – para o jogo de quarta-feira contra a Chéquia, após episódios de embriaguez e risco em vias públicas.
Sociólogos locais interpretam os festejos como um ritual de coesão e uma catarse coletiva que suspende, ainda que por horas, o peso dos problemas sociais, à semelhança do que ocorreu na Argentina durante o Mundial de 1978. No Brasil, observadores recordam a força mobilizadora do futebol em Copas passadas, enquanto em Lisboa se nota a familiaridade com celebrações espontâneas que, por vezes, desafiam a ordem urbana. O acontecimento também bateu recorde de audiência: o jogo foi visto por 48,1 milhões de telespectadores no México, o maior número da história do país para um evento desportivo. A ocupação hoteleira na capital ronda os 80%, e esperam-se 3,7 milhões de visitantes nas próximas semanas.
Com a classificação garantida, o México enfrenta a Chéquia na quarta-feira num jogo que vale apenas a confirmação do pleno de vitórias na fase de grupos, antes de disputar os dezasseis-avos de final no Estádio Azteca, na mesma Cidade do México que já se prepara para uma nova rodada de celebração contida.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A cobertura mexicana celebra a vitória da seleção nacional e seu efeito unificador na sociedade, com festas de rua massivas e em sua maioria pacíficas. Ao mesmo tempo que nota as 40 toneladas de lixo e pequenos incidentes, destaca o impacto econômico positivo e os preparativos do governo para celebrações futuras mais seguras, enquadrando o evento como uma catarse coletiva necessária e uma fonte de orgulho nacional.
A mídia africana enfatiza a repressão ao consumo de álcool nas ruas após a vitória do México, destacando a limpeza de 40 toneladas de lixo como sinal de excessos desordenados. O foco está nas consequências negativas das comemorações e na resposta urgente das autoridades para evitar o caos futuro, com pouca menção à conquista esportiva em si.
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