
Tunísia demite técnico após goleada e encara Japão em jogo histórico do Mundial
Após ser goleada por 5 a 1 pela Suécia e trocar de treinador, a Tunísia busca reabilitação contra um Japão sólido, na partida que marca o milésimo confronto da história dos Mundiais.
A demissão de Sabri Lamouchi, o primeiro técnico despedido depois de apenas um jogo em Copas do Mundo, e a contratação relâmpago de Hervé Renard definiram a semana da Tunísia, que enfrenta o Japão neste sábado, no Estádio Monterrey, no jogo que assinala o milésimo da história dos Mundiais. A goleada sofrida por 5 a 1 diante da Suécia expôs fragilidades defensivas e levou a federação a uma mudança drástica, confiando a Renard a missão de reerguer uma equipa abalada que soma apenas uma vitória nos últimos cinco encontros.
Do outro lado, o Japão chega em alta depois de segurar a poderosa Holanda em um 2 a 2 que evidenciou organização tática e poder de reação, com dois gols marcados por jogadores que saíram do banco. O treinador Hajime Moriyasu, porém, está atento ao ‘efeito novo comandante’ e previu um rival ‘ainda mais intenso’. A ausência do lesionado Takefusa Kubo, peça chave na criação, obriga a Samurai Blue a ajustar o setor ofensivo, mas a profundidade do plantel — com 23 dos 26 convocados a atuar na Europa — dá alternativas.
Analistas do mundo árabe consideram o empate surpreendente de Cabo Verde com a Espanha como um sinal de que tudo é possível, e Renard usa essa mensagem para alimentar a ‘sede de vingança’ do grupo. ‘Não sou mágico’, disse o francês, rebatendo o apelido que ganhou após levar a Arábia Saudita a vencer a Argentina, campeã em 2022. ‘Temos de ser perfeitos coletivamente, voltar aos fundamentos: rigor, disciplina, jogar como uma equipa.’ A imprensa asiática, por sua vez, sublinha a maturidade do Japão, que perdeu apenas dois dos últimos sete jogos em Copas e tem 61,3% de probabilidades de triunfar, segundo modelos estatísticos. Observadores no Brasil apontam que o favoritismo nipónico é evidente, mas que uma Tunísia em modo de sobrevivência pode tornar o jogo imprevisível.
Em termos de classificação, a Suécia lidera o Grupo F com três pontos e saldo de quatro gols, enquanto Japão e Holanda somam um ponto cada e a Tunísia ainda não pontuou. Uma vitória colocaria os nipónicos muito perto das oitavas de final; uma derrota praticamente encerraria a campanha tunisina já na fase de grupos. As condições meteorológicas em Monterrey, com calor a rondar os 30ºC e risco de tempestades, acrescentam incerteza a um duelo que pode ficar na história por marcar o milésimo jogo do torneio.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Southeast Asian media highlight Japan's strength and favoritism after a draw with the Netherlands, while Tunisia is portrayed as a crisis-hit team. Renard's appointment is viewed with caution, and the analysis is technical and measured, predicting a Japanese win.
Arab Gulf media present Tunisia as underdogs eager to upset, emphasizing the need for a perfect collective performance. The landmark 1000th World Cup match is highlighted, and Renard's call for unity is noted. The tone is realistic, with skepticism about Tunisia's chances.
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