
México persegue pontuação perfeita enquanto Coreia do Sul e África do Sul decidem a segunda vaga
Com o primeiro lugar assegurado, o anfitrião mexicano enfrenta a República Checa em busca de um pleno inédito, ao mesmo tempo que sul-coreanos e sul-africanos disputam em Monterrey a classificação direta para os dezasseis-avos de final.
A terceira e última jornada do Grupo A do Mundial de 2026 coloca frente a frente, esta quarta-feira, dois cenários radicalmente distintos. No Estádio Azteca, o México, já apurado como líder, recebe uma República Checa obrigada a vencer para manter vivas as esperanças de seguir na competição. Em simultâneo, no Estádio BBVA de Monterrey, Coreia do Sul e África do Sul medem forças num duelo que vale a segunda vaga direta da chave. Ambos os encontros arrancam às 22h00 de Brasília, com transmissão assegurada para o público lusófono através de canais como a CazéTV e o SporTV.
A seleção mexicana chega a este compromisso com um percurso imaculado: vitórias por 2-0 sobre a África do Sul, no jogo inaugural do torneio, e por 1-0 diante da Coreia do Sul. Os seis pontos conquistados garantem a primeira posição do grupo, independentemente do desfecho da noite. Na imprensa da Cidade do México, o foco recai sobre a possibilidade de o Tri alcançar, pela primeira vez na história, nove pontos em nove possíveis na fase de grupos — um feito que escapou mesmo nas campanhas de 2002 e 2014, quando somou sete unidades. O selecionador Javier Aguirre, que já orientou a equipa em dois ciclos mundialistas, deverá promover rotações na equipa titular, com a eventual entrada do veterano guarda-redes Guillermo Ochoa, de 40 anos, numa despedida simbólica perante o seu público, e a estreia do avançado Santiago Gimenez, recuperado de uma cirurgia ao tornozelo.
Em Monterrey, o confronto entre sul-coreanos e sul-africanos carrega uma tensão matemática clara. A Coreia do Sul, segunda classificada com três pontos, depende apenas de si: um empate basta-lhe para selar o apuramento, graças ao desempate por confronto direto favorável sobre a República Checa, que derrotou por 2-1 na primeira ronda. A África do Sul, lanterna com um ponto, está obrigada a vencer e a esperar que o México não perca com os checos. Os Bafana Bafana, que caíram por 2-0 diante dos anfitriões e empataram 1-1 com os checos, agarram-se ao golo de penálti de Teboho Mokoena como tábua de salvação. Do lado asiático, a criatividade de Lee Kang-in e a experiência de Son Heung-min são os trunfos para evitar uma eliminação precoce.
A República Checa, por seu turno, vive uma situação-limite. Com apenas um ponto, fruto do empate com a África do Sul e da derrota com a Coreia do Sul, a equipa de Miroslav Koubek precisa de derrotar o México no Azteca — um estádio onde o Tri nunca perdeu em Mundiais — e ainda torcer por um deslize sul-coreano. Observadores na Europa central sublinham que a equipa checa, ancorada no médio Tomáš Souček e no ponta-de-lança Patrik Schick, terá de contrariar a solidez defensiva mexicana, que ainda não sofreu golos no torneio, e explorar as bolas paradas para alimentar o sonho de seguir em prova.
Os jogos serão dirigidos por árbitros argentinos: Facundo Tello em Monterrey e Yael Falcón Pérez no Azteca. Concluída a fase de grupos, o vencedor da chave enfrentará um dos melhores terceiros classificados dos grupos C, E, F, H ou I, enquanto o segundo colocado medirá forças com o segundo do Grupo A — um cruzamento que, na perspetiva de Brasília, pode colocar o México na rota de seleções como Espanha ou Uruguai, dependendo dos resultados finais da noite.
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