
VAR anula gol nos acréscimos, Irã empata com Egito e fica à espera de vaga
Egito assegura inédita classificação à fase de 32 avos como vice-líder do Grupo G; Irã, com três empates, depende de combinações para avançar como um dos melhores terceiros.
O apito final em Seattle congelou duas realidades opostas. O Egito, que já entrara em campo com a classificação garantida pelos resultados do Grupo H, confirmou a inédita presença na fase de 32 avos de final da Copa do Mundo de 2026 ao segurar o empate por 1 a 1 com o Irã. Para os iranianos, o mesmo placar representou uma agonia prolongada: o gol anulado de Shoja Khalilzadeh aos 90+3 minutos, após revisão do VAR por impedimento milimétrico, adiou o sonho de ultrapassar pela primeira vez a fase de grupos e deixou a equipa à mercê dos desfechos das chaves J, K e L.
A partida teve um início vertiginoso. Aos cinco minutos, o goleiro Alireza Beiranvand repeliu mal um remate de Mohamed Salah, e Mahmoud Saber, em estreia no torneio, aproveitou a bola solta para abrir o placar. O Irã reagiu de imediato: Mehdi Taremi sofreu pênalti aos nove minutos, mas o guarda-redes Mostafa Shobeir defendeu a cobrança. A insistência iraniana deu frutos quatro minutos depois, quando Ramin Rezaeian, atento ao rebote de uma defesa de Shobeir em finalização de Milad Mohammadi, empatou de ângulo apertado. O ritmo intenso arrefeceu após o intervalo, com o Egito a administrar a posse de bola e o Irã a criar as oportunidades mais perigosas, incluindo uma bola de Taremi no travessão e o lance capital dos descontos.
A imprensa egípcia, como o diário Al Ahram, sublinhou o alívio com a anulação do golo iraniano, enquanto veículos iranianos, a exemplo do Khabar Online, lamentaram a “maldição do VAR” e a falta de pontaria. O técnico do Egito, Hossam Hassan, preferiu destacar a “mentalidade forte” dos seus jogadores, que cumpriram o objetivo de avançar mesmo sob pressão. A Bélgica, ao golear a Nova Zelândia por 5 a 1, assumiu a liderança do grupo, deixando o Egito em segundo, ambos com cinco pontos. O Irã, terceiro com três empates, agora precisa que Croácia, Argélia e RD Congo não vençam nas suas últimas jornadas para herdar uma das oito vagas de melhores terceiros.
O confronto foi disputado sob um pano de fundo extrafutebolístico incomum. A seleção iraniana, que montou a sua base em Tijuana, no México, só recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos dois dias antes do jogo, com a obrigação de deixar o país na mesma data do apito final, conforme comunicado do Departamento de Segurança Interna norte-americano. A partida foi designada como “Pride Match” pela organização local, com bandeiras arco-íris visíveis nas bancadas, mas sem incidentes. Mohamed Salah, capitão egípcio, foi substituído aos 57 minutos e deixou o campo com gelo na coxa esquerda, gerando apreensão para o duelo com a Austrália, marcado para 3 de julho em Dallas. O Irã, por sua vez, acompanhará os jogos deste sábado como espectador, sabendo que a sua sorte já não está apenas nos próprios pés.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partida foi um duelo direto por uma vaga na fase de 32 avos. O Egito, que só precisava de um empate, abriu o placar com Saber, enquanto o Irã desperdiçou um pênalti com Taremi. O 1 a 1 classificou os Faraós e deixou o Irã aguardando o outro resultado do grupo.
Em uma partida ofuscada pela decisão das autoridades locais de designá-la como o dia do orgulho LGBTI+, Egito e Irã empataram em meio à polêmica. O pênalti perdido por Taremi foi o momento decisivo, com o pano de fundo das tensões geopolíticas entre EUA e Irã. O Egito avançou, mas as controvérsias fora de campo dominaram o debate.
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