
Meta enfrenta segunda queda global em três dias: Instagram e Facebook fora do ar
Milhares de utilizadores em todo o mundo, incluindo Brasil, México e Portugal, reportaram falhas no feed, nos stories e no envio de mensagens diretas na manhã desta quarta-feira.
As plataformas Instagram e Facebook registaram uma nova interrupção generalizada na manhã de 22 de julho de 2025, a segunda em menos de 72 horas. De acordo com dados do Downdetector, os picos de notificações ocorreram por volta das 7h30 no horário da costa leste dos Estados Unidos (8h45 no México, 10h42 em Brasília), com milhares de utilizadores a reportar dificuldades no carregamento do feed, na visualização de stories e reels, e no envio de mensagens diretas. A falha afetou grandes centros urbanos como Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Cidade do México, Monterrei e São Paulo.
A recorrência do incidente — o primeiro ocorrera a 19 de julho — intensificou o escrutínio sobre a estabilidade da infraestrutura técnica da Meta. Observadores na Europa e na América Latina notam que, embora interrupções pontuais sejam comuns, a repetição num intervalo tão curto é atípica. Dados do Downdetector indicam que 62% das queixas se concentraram no funcionamento da aplicação móvel do Instagram, enquanto 28% apontaram problemas de ligação ao servidor e 7% dificuldades no carregamento do feed. No Facebook, as queixas centraram-se sobretudo em falhas de autenticação, especialmente nas versões móvel e desktop.
A empresa não emitiu qualquer explicação oficial sobre a causa das falhas até ao fecho desta edição, nem há indícios de ataque cibernético ou fuga de dados. Analistas de tecnologia, citados pela imprensa iraniana, sugerem que a repetição do problema pode sinalizar deficiências nas bases de dados ou nos servidores da companhia, mas sublinham que, sem um comunicado técnico, é prematuro estabelecer uma causa. A Meta tem historicamente resolvido este tipo de incidentes com atualizações de emergência, mas a ausência de transparência alimenta dúvidas sobre a robustez dos seus processos de implementação e gestão de serviços.
Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, a dependência de pequenos negócios e criadores de conteúdo destas plataformas torna cada interrupção num evento com impacto económico direto, ainda que de curta duração. Apesar de o restabelecimento gradual dos serviços ter sido reportado em várias regiões, utilizadores continuaram a enfrentar instabilidade intermitente ao longo da manhã. O próximo marco factual a acompanhar é a eventual publicação de um relatório de incidente por parte da Meta, que poderá esclarecer se a origem está em atualizações de software, falhas de configuração ou limitações estruturais mais profundas.
| Imprensa iraniana e afins | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
O Irã denuncia a segunda interrupção global em três dias como prova da falta de confiabilidade estrutural da Meta e da perigosa dependência de seus serviços.
Ao enfatizar a frequência e a escala global da interrupção, um problema técnico é transformado em um problema sistêmico, deslocando o foco da causa específica para a vulnerabilidade geral.
Deixa de mencionar que a interrupção também afetou o WhatsApp e que muitos usuários migraram para o X, o que teria reduzido a percepção de dramaticidade.
A Rússia minimiza a interrupção como um evento insignificante com resolução rápida, sugerindo que não há motivo para alarme.
Ao reduzir o incidente a uma breve nota técnica e citar apenas dados de monitoramento, elimina a narrativa de crise generalizada e normaliza a falha como rotina.
Omite qualquer referência à repetição da interrupção (segunda em poucos dias) e à escala global, o que teria aumentado a percepção de gravidade.
A Europa continental descreve a interrupção como um evento que está a corroer a confiança, focando-se nas reações dos utilizadores e na sua migração para o X como alternativa.
Ao relatar as queixas dos utilizadores e a sua mudança para o X, constrói-se uma narrativa de desafeição e legitima-se implicitamente o concorrente como uma válvula de escape.
Não menciona a curta duração da interrupção nem a rápida restauração, o que teria reduzido o impacto negativo na confiança.
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