
Messi exige expulsão de Cucurella por tapar a boca, mas árbitro ignora na final do Mundial 2026
Na final vencida pela Espanha por 1 a 0 na prorrogação, o capitão argentino reclamou que o lateral cobriu a boca ao falar, mas o árbitro Slavko Vincic entendeu que não houve infração.
A Espanha conquistou o segundo título mundial da sua história ao bater a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, num MetLife Stadium de Nova Jérsia que assistiu a um desfecho tenso e a um episódio regulamentar controverso. O golo de Ferran Torres, suplente de luxo, resolveu uma partida em que a campeã em título ficou reduzida a dez unidades aos 48 minutos do segundo tempo, por expulsão de Enzo Fernández (duplo amarelo). No tumulto que se seguiu ao cartão vermelho, o lateral espanhol Marc Cucurella aproximou‑se de Lionel Messi e, durante breves instantes, cobriu parcialmente a boca com a mão enquanto falava. O capitão argentino virou‑se de imediato para o árbitro esloveno Slavko Vincic e gesticulou a pedir a expulsão do adversário, invocando a nova regra da FIFA. Após revisão silenciosa do VAR, Vincic mandou seguir o jogo sem qualquer sanção.
A norma em causa foi introduzida na sequência de um incidente ocorrido a 17 de fevereiro de 2026, na Liga dos Campeões, quando o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, foi acusado de dirigir insultos racistas e homofóbicos a Vinícius Júnior, do Real Madrid, com a mão a tapar a boca. A UEFA suspendeu Prestianni por seis jogos, e a FIFA adotou no Mundial uma diretriz que permite a expulsão direta de jogadores que cubram a boca em contexto de confronto com o adversário. Durante o torneio, o paraguaio Miguel Almirón e o equatoriano Piero Hincapié foram ambos expulsos por gestos semelhantes. No entanto, a letra da regra exige que a ação ocorra num quadro de linguagem insultuosa ou ameaçadora. O árbitro entendeu que o diálogo entre Cucurella e Messi não teve esse caráter, e que o gesto do espanhol foi fugaz — quase um toque nos lábios —, sem intenção de ocultar discurso discriminatório. Observadores em Lisboa notam que o precedente nasceu precisamente de um jogo do Benfica, clube que forneceu involuntariamente o caso que moldou a jurisprudência.
A reação de Messi gerou críticas em várias frentes. Na transmissão britânica, o antigo defesa Lee Dixon classificou o argentino como “infantil” por tentar repor a igualdade numérica. O diário argentino Clarín descreveu o gesto do capitão como um “manotazo de ahogado”, uma tentativa desesperada de equilibrar uma partida em que a sua equipa era amplamente dominada. Já na perspetiva de Brasília, a decisão do árbitro foi lida como uma aplicação seletiva mas coerente da regra, evitando uma expulsão que poderia desvirtuar a final e premiar uma provocação regulamentar.
Dentro das quatro linhas, a Espanha justificou plenamente o triunfo. A Argentina não rematou uma única vez à baliza de Unai Simón durante os 90 minutos, sobrevivendo graças a intervenções decisivas de Emiliano Martínez, que negou um golo de livre a Lamine Yamal. O golo de Torres, já no segundo período do prolongamento, premiou a insistência espanhola e condenou a albiceleste a uma derrota sem apelo. A Espanha junta assim a segunda estrela ao escudo, enquanto a Argentina falha a oportunidade de conquistar o quarto título e igualar Itália e Alemanha no segundo degrau dos maiores vencedores. A final marcou ainda, muito provavelmente, o último jogo de Lionel Messi em Mundiais, aos 39 anos.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.70 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.60 | critical |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Messi agiu como um bebê; sua exigência de cartão vermelho foi ridícula e injustificada.
Usa citações de ex-jogadores autoritários para deslegitimar o pedido de Messi, apresentando-o como uma exceção às normas esportivas.
Omite que o gesto de Cucurella é considerado uma violação grave de acordo com as novas regras da FIFA, e que Messi agia em benefício da equipe.
Messi errou ao protestar; os especialistas o criticaram com razão.
Apoia-se na autoridade de ex-jogadores famosos para validar a decisão do árbitro e desacreditar o protesto de Messi.
Omite que a nova regra da FIFA proíbe cobrir a boca e que muitos torcedores argentinos apoiavam o pedido de Messi.
Messi dedurou; um comportamento vergonhoso para um capitão.
Usa um termo pejorativo ('verpetzt') para moralizar a ação de Messi, transformando um pedido regulamentar em um ato de deslealdade.
Omite que o pedido de Messi foi baseado em uma regra recente da FIFA e que Cucurella realmente cobriu a boca.
Messi fez bem em pedir a expulsão, mas o árbitro decidiu de outra forma.
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Omite as duras críticas de ex-jogadores como Rooney e Hart que chamaram o pedido de Messi de infantil.
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