
Mercado global: Raphinha na mira saudita, Barcelona observa ex-Palmeiras e Persépolis age no Irã
Raphinha, do Barcelona, abrirá conversas com o Al-Hilal após o Mundial, enquanto o clube catalão avalia o zagueiro Vitor Reis e o Beşiktaş prepara substituto para Ndidi.
O mercado internacional de transferências ganhou novos contornos nesta quarta-feira, com o brasileiro Raphinha no centro de uma possível movimentação de alto impacto financeiro. De acordo com a imprensa espanhola e brasileira, o atacante do Barcelona estará disposto a negociar com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, após a conclusão da Copa do Mundo. O clube saudita, que já conta com João Cancelo, estaria preparado para quadruplicar o salário do jogador, oferecendo cerca de 19,4 milhões de dólares por temporada, num contrato que se estenderia até 2028. A investida do Al-Hilal, mais agressiva do que a do rival Al-Nassr, insere-se na estratégia de reposicionar a liga saudita no topo do futebol asiático e global, atraindo estrelas em idade competitiva.
Enquanto avalia o futuro de Raphinha, o Barcelona também projeta reforços defensivos. O clube catalão monitora o zagueiro Vitor Reis, de 20 anos, revelado nas categorias de base do Palmeiras e atualmente vinculado ao Manchester City. O defensor passou a última temporada emprestado ao Girona, onde se destacou individualmente apesar do rebaixamento da equipa no Campeonato Espanhol. O técnico Hansi Flick e o diretor desportivo Deco consideram que o perfil do jovem brasileiro se encaixa na filosofia de jogo do Barça, o que pode facilitar uma negociação com o City. Observadores no Brasil notam que a valorização de talentos formados no país continua a alimentar as principais ligas europeias, num fluxo que se intensifica a cada janela.
Na Turquia, o Beşiktaş prepara-se para uma eventual saída do médio nigeriano Wilfred Ndidi, cuja adaptação rápida ao futebol turco despertou o interesse de clubes da liga saudita e de outras equipas europeias. Contratado ao Leicester City em 2025 por oito milhões de euros, Ndidi tornou-se peça influente no meio-campo, com 31 partidas na temporada. Apesar do vínculo até 2028, a direção do clube de Istambul admite ouvir propostas que atinjam a sua avaliação financeira, repetindo um padrão em que o poder económico saudita desestabiliza mercados intermediários.
No Irão, o Persépolis concretizou a primeira contratação do verão ao anunciar o lateral-direito Mehdi Tikdari, ex-Gol Gohar Sirjan. A negociação surpreendeu porque o treinador Osmar Vieira afirmara, momentos antes, não ter ainda submetido a lista de entradas e saídas à direção. Tikdari, que passou cinco temporadas no clube de Sirjan e esteve próximo de assinar com Esteghlal e Sepahan, acaba por reforçar o campeão iraniano, ilustrando a dinâmica própria do mercado doméstico persa, onde as rivalidades históricas frequentemente influenciam as escolhas dos jogadores.
A convergência destes episódios revela um ecossistema de transferências cada vez mais interligado. A capacidade financeira da Arábia Saudita segue a pressionar clubes europeus e turcos, enquanto o Barcelona procura equilibrar possíveis saídas de alto custo com a aposta em jovens promessas do futebol brasileiro. A janela pós-Mundial promete acelerar negociações que podem redefinir elencos em três continentes, com reflexos diretos na preparação para a próxima temporada europeia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O craque do Barcelona Raphinha é alvo dos clubes sauditas Al-Hilal e Al-Nassr, que se preparam para quadruplicar seu salário para cerca de 19,4 milhões de dólares por temporada. O brasileiro avaliará abrir negociações após a Copa do Mundo, à medida que a força financeira da Saudi Pro League remodela o mercado de transferências global.
O Persepolis confirmou sua primeira contratação de verão, Mehdi Tikdari, ex-jogador do Gol Gohar que anteriormente tinha um acordo com o arquirrival Esteghlal e foi insultado pelos torcedores do Persepolis. A contratação, descrita como inesperada, destaca a busca pragmática por reforços e a ironia de um jogador outrora vaiado agora vestir a camisa dos vermelhos.
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